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domingo, 16 de novembro de 2014

Castelo Rá Tim Bum

Por que este blog está tão abandonado?
Porque sim, Zequinha.
Porque sim não é resposta!

É com essa introdução que vos digo que consegui ir (e entrar) na tão requisitada exposição do Castelo Rá-Tim-Bum. Rá-Tim-Bum!


Depois da exposição dos gêmeos, prometi pra mim mesma que fila pra exposição NUNCA MAIS. Por isso, quando eu soube que iam abrir a venda de ingressos para sábado, 18 de outubro, no site, fiquei de prontidão, de página aberta, no computador. Na hora marcada abriram as vendas, e em menos de um minuto, os ingressos já tinham acabado… sério, muita frustração! Eu apertava o F5 compulsivamente e só via horários em vermelho na minha frente. Até que, ainda na base da compulsão, apertei mais um F5 e o horário das 23h30 apareceu verdinho, liberado. Nem pensei… nem pensei que no sábado a noite eu podia ter uma vida social a manter, ou que meu marido ia ter certeza que eu tinha um amante, porque, quem é que vai acreditar na história esdrúxula de uma exposição infantil nesta data e neste horário? Comprei o ingresso, e lá estava eu, no MIS, num sábado a noite pronta pra entrar no castelo.

A exposição tá bem legal, bem montadinha, com todos os cenários, os bichinhos, os figurinos, as anotações dos diretores e produtores, a evolução dos conceitos, entrevistas inéditas com cada um dos participantes. Mundinho dos sonhos, mesmo, sabe? É como desvendar a mágica, mas continuar encantado com ela.


Acho que tio Sílvio devia fazer o mesmo com o Chaves! Tô na espera!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Histórias Mestiças

Pensa se eu não estou com saudades de Angola?

Estes dias entrei no Tommie Otahke assim só por entrar, e acabei dando de cara com uma exposição toda africanizada. Encheu o zóinho de lágrima. Já posso voltar, seu ZéDu?
A exposição se chama Histórias Mestiças e tem um montão de peças influenciadas pela mescla África/Brasil. É muita fonte de inspiração! Como diz a frase abaixo:


Uma das partes mais legais é essa instalação, que por fora é um cabanão de lençol, tipo dos que a gente montava quando era quiança, e por dentro é um labirinto com cheirinhos e sonzinhos que desemboca numa sala, tipo de ritual.


Legais também são as comparações antropológicas entre Angola e Congo… ai, saudades! Já posso voltar?


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Made by… feito por brasileiros!

Esse é o nome da exposição, que, na verdade, não foi feita por brasileiros. Feito por brasileiros foi o prédio da exposição, o antigo Hospital Matarazzo. Quer dizer, na verdade, o prédio foi "feito" por (e para) imigrantes italianos. E, quem organiza a exposição são empresários franceses. Resumindo, eu não sei o porquê do nome da exposição, tá?


Mas isso também nem interessa muito (né?). O que interessa é que a idéia foi fantástica. Pegar num imóvel antigão, tradicional da cidade, completamente abandonado, pouco antes de ser completamente remodelado, e ocupar todas as suas salas com arte para o público todo ver.


Agora imagina que ninguém fez uma faxininha antes de começar a ocupação. O prédio tá lá, jogado às traças há ages, e ninguém pensou em jogar uma águinha no chão, passar um limpol, um lustra-móveis, um mister muscle. E foi de propósito, pra ficar mais artístico. Pois, eu vos digo: ficou total filme de terror!


O que, na minha opinião, deixa tudo ainda mais legal.

Cada sala, quer dizer, cada pedaço do prédio foi ocupado por um artista diferente. Têm todo tipo de arte. Das ??? até as !!!. Vale a pena, é de grátis, não faz fila e vai até o dia das crianças.

domingo, 24 de agosto de 2014

A Ópera da Lua

Desfibrilador! Desfibrilador! Essa sou eu ressuscitando o blog.

E é por um bom motivo: Finalmente, consegui entrar na exposição d'OSGEMEOS! Yeyyyy!

Mas por que tanta comemoração? Por que? Te esclareço o porquê. Porque eu trabalho em horário integral, feito "um tantão de gente assim, ó" em São Paulo. E, por isso, pra entrar na exposição - aonde, inclusive, passei menos de 30 minutos - tive que enfrentar uma fila homérica, dessas de final de semana. Sério, eu não tô brincando, a fila era homérica. Virava o quarteirão. Pra ser mais explícita, passei mais de três horas na fila. Mais-de-3-hooooooras!

E valeu a pena? Olha, foi bem legal. Mas nada, nada nessa vida justifica três horas de fila. Nem Brinquedo da Disney, nem visita do Papa, nem Robin Williams ressuscitado. Na-da! Bom, Robin Williams talvez.

A arte d'OSGEMEOS é mega original... surrealista brejeira, eu diria, e ao mesmo tempo, o máximo do trend. Super atual, repleta de detalhes, forrada de padronagens, cores e até brilhos. A exposição Ópera da Lua foi toda ambientada, com sons e texturas. Além dos murais pintados (que de origem, OSGEMEOS são grafiteiros), haviam ainda instalações e esculturas. Tudo completamente elaborado numa tentativa de traduzir sentidos e sentimentos singelos.




Não sei se você sabe, mas OSGEMEOS (paulista-paulistanos) são fenômeno, influência e até já fizeram instalação no Tate Modern lá de London.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Transarquitetônica no MAC

Dia desses, seguindo sugestão da Camila, fui conhecer o novo prédio do MAC - Museu de Arte Contemporânea da USP, que foi inaugurado ano passado ali pelas redondezas do Parque Ibirapuera.
Eu nunca tinha ouvido falar, nem sabia que existia… e ADOREI! Uma exposição mais legal que a outra, e são uns 8 andares de exposição. Passeio pruma tarde inteira! Tudo muito moderninho. Pra quem não gosta de museu clássico, esse é o lugar. Achei, inclusive, comparável a Saatchi Galery.




A exposição, na verdade, a instalação que a Camila havia indicado, foi realmente a mais impressionante: chama-se Transarquitetônica. É tipo… UAU!
Existem duas formas de visualizar. Por dentro e por fora. Quer dizer, por fora, você visualiza, por dentro, você vivencia. É uma experiência! Porque o ambiente vai mudando, a medida que você vai entrando nele. Começa com uma estrutura de paredes brancas, limpas, concretas… e vai se descontruindo, passando pelo pau a pique, pela madeira… até que a estrutura em madeira vai ficando cada vez mais rústica, e os espaços ficam mais estreitos. Você se sente num labirinto. Até que enxerga o final. E o que encontra quando sai? As raízes (ou galhos?) de uma árvore. Como se você tivesse passado o tempo todo dentro da árvore. Entendeu?
Por fora, vendo de cima, você percebe a transformação na estrutura mais claramente. É uma metáfora, sabe? Não? É melhor ir visitar então.



quinta-feira, 3 de julho de 2014

Obsessão Infinita

A minha obsessão infinita é comida. Mais precisamente carboidratos. Mais precisamente pão de queijo. Mais precisamente pão de queijo com brigadeiro. Essa é a minha obsessão infinita.

Mas não é de mim que vamos falar neste post, é da dona yaya Yayoi Kusama, cuja obsessão infinita são bolinhas.


Demorou preu tomar coragem de enfrentar a fila homérica de duas horas que vêm insistindo em se formar do lado de fora do Tommie Otahke (aonde acontece a exposição). Mas tanto se falava no assunto que resolvi encarar, e lá dentro, descobri seus motivos.

Motivo 1: As instalações produzidas pela Dona Yaya são divertidíssimas! Adjetivo estranho pra obras de arte, mas, na minha modesta opinião, é o mais apropriado. Muitas bolinhas, sempre bolinhas, das formas e nos lugares mais inusitados. Pra você ter uma ideia, na época que Yaya era amiga de Andy Warhol, lá em NY, costumava promover orgias (não sei se reais ou apenas marketeiras) aonde pintava os corpos dos amigos todinhos de bolinhas. Na exposição não tem gente pintada. Tem sala com bolinhas, tem falos com bolinhas, tem super bolonas, e a minha parte preferida: infinitas bolinhas luminosas. As bolinhas da Dona Yaya são fruto da sua esquizofrenia, que surgiu na adolescência. E, apesar da situação clínica, ela é artista, escritora e empresária mega produtiva. Hoje em dia mora num asilo no Japão, aonde se auto internou, mas produz num estúdio ali em frente usando um penteadinho a lá Rita Lee.



Motivo 2: Metade da fila homérica é de pessoas interessadas na exposição, a outra metade é de gente querendo fazer selfie em cenário badalado. Independente do motivo, lá estando, todo mundo faz selfie. Eu própria sou adepta do selfie. Eu faço, curto e posto. Mas não entendo gente que enfrenta duas horas de fila única e exclusivamente para fazer o selfie. Estou falando de grupos de adolescente que ficam se acotovelando nas instalações pra ver quem clica o melhor smize, e que só vai reparar que esteve num evento artístico depois, quando estiver olhando o fundo das fotos. Isso eu não entendo. E detalhe, além da fila de duas horas do lado de fora, para cada instalação, lá dentro, forma-se outra fila, não necessariamente mais rápida que a anterior. Estilo Disney, sabe? É muita vontade de fazer selfie. Beirando o exagero.


Intaum tá. Até dia 27 de julho tem Yaya no Tommie Otahke. Recomendo, sejam quais forem seus motivos.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Ocupação Zuzu Angel

Estilista famosa de renome internacional.
Mãe sofredora de militante político desaparecido.
Uma coisa não orna com a outra, não é mesmo? Não combina. Mas no caos falsamente organizado da ditadura militar, as duas personalidades coexistiram.


Quem assistiu ao filme com a Patrícia Pilar (nem curti) sabe que eu estou falando da Zuzu Angel (apesar da parte da estilista ter ficado bastante ofuscada). Pois bem, a ilustre senhora ganhou Ocupação no Itaú Cultural (ocupou 4 andares e o mês inteiro com eventos relacionados) que vai até 11 de maio aqui em São Paulo. Se cabe a minha opinião, vale a pena visitar.

Alerta de spoiller! Vou contar tudinho!
No térreo, dentro de um nicho escondido atrás de nuvens de acrílico vermelho e transparente, acontece a contextualização aonde podemos acompanhar, através de uma linha do tempo, a situação na vida de Zuzu, em paralelo com a situação política do país e ao hit musical do momento. Que é pra tudo fazer sentido.



No primeiro andar está a exposição da ESTILISTA com modelitos originais envitrinados. Moda atemporal, eu diria. Ou vai ver, me encantei por ser vintage. Não sei, só sei que eu usaria de um tudo. Maxi dresses com estampas floridinhas, de bichinhos, tudo muito colorido, ou rendado, ou bordado a mão. Um capricho e com estilo. Não é a toa que ela vestia estrelas de Hollywood, tipo Joan Crawford. Ali também está a simulação de um ateliê, e o público pode interagir deixando uma mensagem no mural de uma das paredes de mentirinha.

No subsolo está a exposição da MÃE SOFREDORA que escreveu carta pra "Deus e o Mundo" denunciando a tortura e assassinato do filho e pedindo ajuda pra, de alguma forma, localizar seu corpo. É carta pra senador americano, pra presidente, pra jornalista, pra jornaleiro. Pra geral mesmo. Pra torcida do Flamengo. Uma situação desesperadora. Nessa ala encontramos algumas peças da coleção que ela lançou com essa temática, além de vestidos de luto que ela própria usava em protesto. Para o público está aberta a possibilidade de escrever cartas saudosas para quem nunca apareceu. Eu não escrevi, porque achei muito triste. Não é um dom que eu tenho, esse da melancolia.


E pros finalmentes, no sub-subsolo (que deve ter um nome técnico diferente deste) está um mural de parede a parede com uma das últimas estampas criadas por Zuzu não finalizada (supostamente ela foi assassinada em um acidente de carro forjado). A proposta aqui é, cada um dar seu toque: um desenhinho, uma pintura dentro da linha, um poeminha batatinha quando nasce... cada um contribui com o que pode.

Eu tô contribuindo com esse post, vale?
Pra uma biografia completinha da Zuzu, sugiro este texto aqui, ó: "Estilista mineira Zuzu Angel enfrentou os militares em busca do filho."

domingo, 6 de abril de 2014

David Bowie is

Vou confessar pra vocês que, quando ouvi falar desta exposição, intindi nada. Pra mim David Bowie era um cantor pop dos anos 80 que tinha feito um filme pra Sessão da Tarde (Labirinto)... e só. Qual seria o sentido de toda uma exposição-homenagem em vida? Como ficaria Elton Jhon nesse contexto?

Santa ignorância, Batman! Eu simplesmente desconhecia a existência de todo um background bombástico nos anos 70. Porque, veja bem, David Bowie foi o precursor do glam rock, o que quer dizer que ele inspirou Queen, e a produção do Rock Horror Show, (Ney Matogrosso, de certeza) só para citar alguns. 


David Bowie assumiu um caráter completamente andrógino no início dos anos 70, uma mistura de roupas femininas e masculinas + maquiagem + brilho, que conseguia deixar o povo confuso. Até porque, na altura, ele era um ser casado e com filho. Inclusive, apesar de ter se "assumido" gay, hoje em dia ele está casadíssimo com a top model Inman. Parece que foi só golpe de marketing. Porque bom marketeiro ele é, e o maior exemplo disso foi a criação de seu personagem Ziggy Stardust.


Durante o período mais famoso de David Bowie (início da década de 70) ele foi Ziggy Stardust, um extra-terrestre andrógino caído na Terra. Parece tosqueira, mas não é, porque ele representava (compunha e cantava também, claro) loucamente bem. A ponto de ficar ofuscado pelo personagem. Há certa altura ninguém mais queria saber de David Bowie, só de Ziggy Stardust, e ele, cheio de dorgas na cabeça, deu uma enlouquecida com a situação, e cortou laços com o ET repentinamente.   

Na exposição do MIS eu descobri isso tudo. Descobri também que depois de muita rehab, ele virou ícone super pop. Descobri que ele representava, pintava quadros e compunha as próprias músicas (se bem que muitas delas usando um programa chamado Verbasizer que cria letras juntando frases prontas ramdomizadas). Descobri que ele praticamente lançou Alexander Macqueen! Descobri que já tem marromenos umas cinco décadas que ele faz sucesso, e que eu curtia e conhecia uma série de músicas dele, sem saber que eram dele (que eu sou analfabeta musical), tipo "Under Pressure",  "Changes", "The man who sold the world", "Rebel Rebel" e a minha preferida do momento "Space Oddity". Descobri que ele sempre estava a frente do seu tempo. 

O zóio colorido são sequela de uma briguinha de infância.

Pontos negativos da mostra (nem tudo são flores):
1. Ao entrar na exposição, todo mundo recebe um audio-guia. Até aí, normal. Só que nem tanto, porque ele tem um sistema diferenciado - é ativado automaticamente sempre que aproximado de uma faixa diferente. Intaum que você tá lá andando, quando de repente começa a tocar uma música tema daquela parte da exposição na sua cabeça. Genial, não é? Nem tanto... porque, né? Não funciona direito. Devem ser interferências, porque o som ficava sumindo o tempo todo assim sem mais nem menos, mesmo quando eu estava paradinha, tipo brincando de estátua. 
2. As plaquinhas de legendas cronológicas eram mini! Tudo bem que eu sou cegueta, gente, mas oi? Ter que se aproximar de cada placa, quase grudando o zóio pra conseguir entender o que tá escrito, é fora de cogitação. Principalmente numa exposição que anda bem cheinha. Talvez seja por conta da luz, sei lá, sei que perdi muita informação por falta de conseguir enxergar. 

O resto tá ótimo. Uma lindeza só!

domingo, 3 de novembro de 2013

Stanley Kubrick no MIS

Stanley Kubrick pra mim é trauma!


E nem é por causa do machadão do Jack Nicholson. Ou das gêmeas do corredor. Minha perturbação é com Laranja Mecânica.

Cena-trauma (nem vou avisar de spoiler, porque, né? O filme é mais velho que eu): Casal feliz, classe alta, felizinho em casa, de boa na lagoa... quando o delinquente principal e sua gang resolve que vai ser divertido invadir e barbarizar. Eles estupram a moça enquanto espancam o senhor!!! Trauma! Eu devia ter uns 13 anos quando assisti. Sabia que existia maldade no mundo. Já tinha visto muito Jornal Nacional, Gil Gomes (quem nunca?)... mas foi aquela cena nua e crua, do ponto do vista do agressor, que me fez realizar a fragilidade humana.

Ain, até deprimiu o blog.

Daí, ouvi falar da exposição Stanley Kubrick, que está rolando no MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo), e pensei "Será que serve pra tirar "o ruim" ?".

Olha, a mostra é bem legal! Pros fãs deve ser o nirvana. Trata-se de objetos genuínos usados nos sets, e anotações/correspondências originais do diretor. Cada filme tem seu espaço. Cada espaço é muito bem ambientado. Por exemplo (agora sim, pode reclamar de spoiler): Na parte do "The Shining", o cenário são os corredores do hotel; No "Eyes wide shut", a gente passa por um baile de máscaras; No "2001: uma odisséria no zzzzzzzzzz", o cenário é igual o da última cena bizarríssima do filme. Tem até bebê cabeçudo na bolha.
Mas o que mais marca é a sonorização. Porque o que mais marca nos filmes do Kubrick, é a sonorização. Experimenta extrair o soundtrack do "The Shining", e colocar nos Teletubies. Vai tirar seu sono igual! Intaum que cada vez que a gente entra em uma câmara, é transportado pro universo de um dos filmes. É inevitável! Mesmo pra quem não é fã.


A mostra acontece até 12 de janeiro, de terça a domingo no MIS. Há que se fantasiar de hipster pra participar! De terça a entrada é grátis. Entre os organizadores está a University of the Arts London, aonde eu fiz meu English Plus! Fotos e vídeo a seguir, retirados deste blog aqui.