Mostrando postagens com marcador Argentina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Argentina. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Mais uma de Argentino: San Luís

Meu pai também é cigano feito eu (ou vice-versa), e do tipo católico. Só mora em cidade com nome de santo: São Paulo, Curitiba (fail), São Ludgero, San Luís, San José. Destas todas só não falei de San Luís pra vcs. Mas, não seja por isso. Falo já-agora.


San Luís fica no centro-oeste da Argentina, vizinha da cordilheira dos Andes. Neva no inverno, faz um calor absurdo no verão, mas a paisagem é sempre a mesma: os picos branquinhos. Cena de postal cafona de Natal. Mesmo lindo! Eu nunca vi neve, daonde conclui-se que nunca estive lá na época de frio, mas passei algumas temporadas derretendo na quentura.

 

Na primeira, papai não tinha casa porque ainda estava avaliando as possibilidades, e ficamos hospedados no hotel dos venados (dois bambis). Hotelzinho muito legal, com piscina e bañero... ai, ai... bañero. Me lembro que a cidade fechava toda pra fazer a siesta. Anoitecia muito tarde e os restaurantes abriam a partir das 22h da noite. O povoado tinha um único shopping, afastado de tudo. Meu pai perdia o salário todo de um mês no cassino.

Cassino, vc entra com os dois rins...
Hotel Dos Venados

Da última vez que fui, de 2008 pra 2009, a cidade já tinha crescido bastante, estava uma mocinha. Mas não perdeu o charme de vilinha interiorana.
Um passeio que o povo gosta de fazer por lá, é acampar ou piquenicar em Potrero de los Funes, uma área de campo com rios e cachoeiras (lê-se mosquitos).
O povo nota 10, nem parece argentino.

Estação Ferrocarril

*bañero em argentino é salva-vidas. Tava achando que eu passei a viagem toda desarranjada, né?

domingo, 11 de março de 2012

Uma tarde em Buenos Aires

O post anterior é prólogo, então eu recomendo a leitura, pro entendimento deste aqui.

O passeio em Buenos Aires começa pelo Puerto Madero, porque, né? É lá que a gente desembarca. Este porto não é pra pescador. É pra turista. Tem centro de informações turísticas, uma super coleção de restaurantes, é cercada de modernos arranha-céus, e de um visual mara. Se chegar lá na hora do almoço, dá pra ficar até o jantar só trocando de cadeirinha. O passeio tá acabado, porém bem aproveitado.

Não foi o caso. De lá parti pra San Telmo, bairro mais velho de Buenos Aires, que hoje é um cantinho simpático cheio de prédios coloniais, antiquários, lojas de artesanato ou de quinquilharias mesmo. É o lugar onde se gasta o orçamento de uma tarde toda. E o passeio tá acabado, porém bem aproveitado.


Não foi o caso. De lá parti pro Caminito, destino turístico mais famoso de Buenos Aires. Famoso cadiquê é tipo cidade cenográfica, ou como conta a wikipédia, rua-museu. Remonta aos antigos bairros pobres da região, inteirinhos de casas de chapa. Uma verdadeira sinfonia em dia de chuva. É assim: vários restaurantes, lojinhas de souvennier, artistas de rua, e todo multicolorido! Ponto alto: show de tango no meio da rua. Bem legaus, mas eu não recomendo pra gastar uma tarde toda.




De lá parti pra Recoleta, e nem vou fazer rodeios, vou logo dizendo que "lá eu passava uma tarde inteirinha fácil", porque tem de tudo um pouco: Centro Cultural, Museu Nacional de Belas Artes (com Goya, Cezanne, Van Gogh), capela e cemitérios histórico (com Evita Perón enterrada), bares, restaurantes e a Floralis Generica.



Floralis Generica é uma flor gigante de aço inoxidável, no meio de um laguinho, no meio de um parque, que acompanha o nascer e o pôr do sol. Ou seja, está aberta de manhãzinha e vai fechando até oescurecer. De noite, emite uma luz avermelhada por dentro. Quando eu tirei as fotos, eram marromenos 18h (e acho que só ia escurecer as 21h).


É tudo isso que dá pra fazer em uma tarde em Buenos Aires. Ao estilo maratonista, claro!

Do Uruguai pra Argentina

Aquele Mar (del Plata) que na verdade é rio, tem uma margem no Uruguai e a outra na Argentina. E isso significa: passeio de barquinho!

A companhia mais famosa a fazer a travessia é a Buquebus, numa rota Montevidéo - Colonia del Sacramiento (de busão) - Buenos Aires (de balsa). A viagem toda dura umas 3 horas, é toda confortável, e com um plus: no barquinho tem freeshop.

Praquela categoria de mochileiro the flash, que, na Europa, faz 30 países em 15 dias, o passeio é ideal. É possível sair de Montevidéu de manhã, e voltar a noite, com história pra contar sobre outro país.

Eu não sou esse tipo de viajante. Eu viajo com mala de rodinha. E gosto de passar 15 dias conhecendo uma única cidade, se possível. Porque cada canto tem um potencial inesgotável. É o que pretendo fazer da próxima vez que for pra Buenos Aires. Se uma amostrinha conseguiu ser tudibom, estou aqui imaginado umas férias inteirinhas.


A introdução dum post virou um post todo, de modo que no próximo post, conto sobre "a tarde em Buenos Aires". Foi um post meramente informativo.