Mostrando postagens com marcador Museus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Museus. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Caixa Cultural da Sé

Era só eu que não sabia da existência de um Museu da Caixa Econômica Federal no meio da Praça da Sé? Era, né? Não que as pessoas se interessem por um Museu da Caixa Econômica Federal. Quer dizer, qual é a graça em ver museu de banco? Principalmente deste banco em questão, sempre com filas eternamente infinitas e infinitamente eternas.


Bom eu, eu me interesso por Museu de Banco. Porque um banco fala muita da história de um país. E a Caixa Econômica em especial foi criada pelo Dom Pedro II, imagina. Uma idosa! Já viu e acompanhou muita mudança de moeda, governo, tendência econômica...

O Museu da Caixa fica lá no sexto andar do prédio art decó da Caixa Cultural. E é bem parecido com o Bank of England Museum. Só que do Brasil, né? Tem trajetória de layout das cédulas de dindin, história do sistema de poupança e loterias no país, remontagem de salas das primeiras instituições financeiras (lembra um cenário assim meio velho oeste), etecetera.


As pessoas costumam ir na Caixa Cultural por outros motivos: assistir um show, um espetáculo, visitar alguma exposição temporária… Inclusive, no dia em que fui, estavam rolando três exposições, mas nada que eu tenha considerado marcante. Eu gostei mesmo de ver a foto da primeira clienta da Caixa Econômica, e de saber que o primeiro presidente do banco, iniciou suas atividades lá como um simples atendente de caixa. Mas essa sou eu.



quarta-feira, 23 de julho de 2014

Transarquitetônica no MAC

Dia desses, seguindo sugestão da Camila, fui conhecer o novo prédio do MAC - Museu de Arte Contemporânea da USP, que foi inaugurado ano passado ali pelas redondezas do Parque Ibirapuera.
Eu nunca tinha ouvido falar, nem sabia que existia… e ADOREI! Uma exposição mais legal que a outra, e são uns 8 andares de exposição. Passeio pruma tarde inteira! Tudo muito moderninho. Pra quem não gosta de museu clássico, esse é o lugar. Achei, inclusive, comparável a Saatchi Galery.




A exposição, na verdade, a instalação que a Camila havia indicado, foi realmente a mais impressionante: chama-se Transarquitetônica. É tipo… UAU!
Existem duas formas de visualizar. Por dentro e por fora. Quer dizer, por fora, você visualiza, por dentro, você vivencia. É uma experiência! Porque o ambiente vai mudando, a medida que você vai entrando nele. Começa com uma estrutura de paredes brancas, limpas, concretas… e vai se descontruindo, passando pelo pau a pique, pela madeira… até que a estrutura em madeira vai ficando cada vez mais rústica, e os espaços ficam mais estreitos. Você se sente num labirinto. Até que enxerga o final. E o que encontra quando sai? As raízes (ou galhos?) de uma árvore. Como se você tivesse passado o tempo todo dentro da árvore. Entendeu?
Por fora, vendo de cima, você percebe a transformação na estrutura mais claramente. É uma metáfora, sabe? Não? É melhor ir visitar então.



segunda-feira, 9 de junho de 2014

Festa Junina no Museu da Casa Brasileira

Neste domingo fui a festa junina do Museu da Casa Brasileira. Que, né? Nem parecia uma festa junina. De tão organizadinha.



Eu sou do tempo em que festa junina era uma cena bem roots, sabe? Toda cheia de barraquinhas recheadas com os bolos das tias, quadrilhas mal ensaiadas com músicas tradicionais, sacolinha de prendas cheia de brinquedinhos plásticos do R$1,99 (quando nem existia R$1,99)… Saudades daquela época em que tudo o que eu queria era pescar um peixinho da barraca da pescaria…

Mas eu não estou falando mal da festinha do MCB, tá? Que tava bem bonitinha, bem organizadinha, e não fossem os animadores pentelhos gritando mais alto que pensamento lá do palco, teria sido um programinha bem feitinho pro domingo. É que eu não suporto gritaria no palco! Quando começaram a tocar só uns forrózinhos instrumentais ficou bem mais agradável. 


A verdade é que eu estou velha pra essas coisas… fica feio ir brincar na pescaria, eu não tenho mais o que fazer com uma prenda Barbie paraguaia, até correio elegante perdeu seu apelo.
Mas não vou desistir, e até final deste junho, prometo, vou reconquistar meu espírito caipira numa festa bem tradicional! Porque o balão vai subindo e vai caindo a garoa, o céu é tão lindo e a noite é tão boa! Tenho dito!

É nisso que dá escrever post segunda feira de manhã… fica registrado todo um mau humor. 

domingo, 18 de maio de 2014

Casa Guilherme de Almeida

Daí a pessoa tá num dia completamente preguicento... pijamento... e se obriga a dar uma saidinha de casa só pra ter assunto pro blog. Deve de ser doença! O que me faz pensar... o que surgiu primeiro? O ovo ou a galinha? Ou seja, o quê alimenta o quê? A minha vontade de escrever é o que me faz criar passeios? Ou o meu gosto por passear é o que me faz escrever o blog? Num sei... fica a reflexão...

Bom, o alvo da saidinha rápida foi um Museu aqui no bairro mesmo (eu moro no limbo indefinido entre Pompéia, Perdizes e Sumaré): o Museu Casa Guilherme de Almeida. 


Queeeem? Pois, não se sinta ingnorante se você não souber quem foi este célebre senhor, o Guilherme de Almeida. Não que ele não tenha sido super importante pra história das artes no Brasil. Não que ele não tenha tido uma vida super dinâmica, interessante, digna de biografia (se até Bruna Surfistinha...). O problema na minha opinião foi que ele tinha tantos talentos, e atuava em tantas áreas, que uma acabava por ofuscar a outra. 

Perceba: Guilherme de Almeida foi advogado por formação, jornalista, crítico de cinema, ilustrador publicitário e tradutor por profissão, poeta modernista e ensaísta por vocação. Dessas pessoas que faz a gente se perguntar: "que horas dorme?". Adivinha quem idealizou a semana de arte de 1922? Aham, ele mesmo! Que era BFF do Mário e do Oswald de Andrade, do Di Cavalcanti...  Como se não bastassem as tendências artísticas, ele ainda se voluntariou ao exército na Revolução Constitucionalista de 1932 contra Getúlio Vargas. Daí foi exilado em Portugal.


Por isso, apesar de ter tido uma vida tão rica, ele próprio não foi cheio de posses. A Casa da Colina, atual Casa Museu Guilherme de Almeida, sua morada durante os últimos 20 anos de vida, é assim... um sobrado com dois quartos. Recheado de obras originais de pintores, escultores e escritores renomados, mas ainda assim um sobrado. A visita, com guia a tiracolo, é bem interessante, principalmente na área do sotão, aonde ele costumava trabalhar. 

E não esqueçamos da programação agitada de workshops, oficinas, palestras... 



O ECO
"Perguntei à minha vida: Como achar a apetecida felicidade absoluta? E um eco me disse: Luta! Lutei. Como hei de a esta pena dar cadência serena que suaviza, embala e encanta? O eco então me disse: Canta! Cantei. Mas, como, num verso, resumir todo o universo que em mim vibra, esplende e clama? Então o eco me disse: Ama. Amei. Como achar agora a alma simples que eu pus fora pelo prazer de buscá-la? O eco, então, me disse: Cala! Calei-me. E ele, então, calou-se. Nunca a vida foi tão doce... Tudo é mais lindo a meu lado: Mais lindo, porque calado."
Guilherme de Almeida

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Casa das Rosas

É difícil de acreditar, mas acredite: a Avenida Paulista já foi estritamente residencial... calminha e bucólica até... de ouvir o cri-cri do grilinho. Era residencial do tipo elitizada, só palacetes dos barões do café, mas ainda assim, era residencial. E isso a menos de 100 anos. Dona Misao, não fosse japonesa, teria conhecido em vida. Dessa época sobraram pouquíssima evidências, que o progresso foi cruel, mas há quem interessar possa, a Casa das Rosas, no nº 37 está aberta para visitação.


Concebida para ser presente de casamento do Seu Ramos de Azevedo* - o arquiteto dos famosos da época - para a filha (eu não vou aproveitar a oportunidade pra reclamar de não ter ganho nem uma "Casa da Barbie" do meu pai), a Casa das Rosas enquanto residência durou uns 50 anos, até marromenos a década de 80, quando foi vendida a uma mega construtora megalomaníaca. Ói o perigo! Por pouco que o espaço não vira arranha céu envidraçado. A sorte foi que no mesmo período, ela foi tombada (kabum!) como patrimônio nacional. Daí, pra não perder o investimento, a construtora propôs ao Governo manter e restaurar a casa original, e construir um predião no terreno dos fundos. Um puxadinho bem do moderno, eu diria. Seria bizarro, não fosse a Paulista. Até combina.

Intaum que atualmente funciona na Casa das Rosas o Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura. Seu Haroldo foi poeta fundador do construtivismo e tradutor. Por conta da homenagem, além de uma biblioteca, acontecem exposições voltadas a poesia lá dentro. Lá fora, o jardim de rosas, que dá nome à Casa se mantém, e ainda foi instalado um café bem simpático junto a ele. Não esqueçamos dos eventos, que foi pra um desses que fui neste sábado: a feira "Troca tudo sem dinheiro até conselho", que é auto-explicativa. Eu troquei um sapato velho por uma saia mais velha ainda... bem linda! E se você conferir a agenda da Casa, vai ver que aquilo borbulha de cultura em forma de cursos, concertos, palestras e eteceteras.




*O nome Ramos de Azevedo não te lembra nada? Nadinha? Porque, se você for paulista, de certeza já andou num busão Praça Ramos! Exato! Seu Ramos dá nome à Praça Ramos. Só porque ele foi "o cara" que projetou o Teatro Municipal, o Mercado Municipal, a Pinacoteca do Estado... entre outros. Eu disse que era "o cara".

sexta-feira, 7 de março de 2014

Museu Soares dos Reis


Pertim do Palácio de Cristal do Porto (post anterior) tem um Museu Nacional de Artes relativamente grande, o Soares dos Reis. Esse moço, Soares dos Reis, foi escultor famoso, niqui deduz-se: o museu é todo estátua. Mas nem é, nem tem tanta assim. As que tem são fantásticas, do tipo que parecem que vão fazer "boo" a qualquer momento. Só que além delas, o lugar é cheio de telas, gravuras, ilustrações... todas sobre o norte de Portugal.


Intaum que o nome do Museu é homenagem ao escultor, que nasceu no Porto (em Gaia), e morreu de forma triste: se-suicidou-se.

"Sou cristão, porém, nestas condições, a vida para mim é insuportável. Peço perdão a quem ofendi injustamente, mas não perdôo a quem me fez mal."
Célebres últimas palavras.

Rancoroooooso. Parece que os últimos peitos seios bustos que lhe foram encomendados não foram assim muito muito apreciados, e isso gerou certa frustração na pessoa. Enquanto designer eu entendo. Quando o cliente não curte o layout, a gente xinga muito mentalmente. Mas na era digital, suicídio seria minimamente um exagero.


Falemos também do prédio do Museu, conhecido como Palácio dos Carrancas. O apelido vêm dos primeiros habitantes, os Morais e Castro. Devia ser uma família bunita! O prédio também já funcionou como casa de hóspedes da realeza, e depois foi doado a Santa Casa da Misericórdia, pra virar hospital, mas foi comprada pelo Estado que transformou em Museu. Pelo menos não foi em estádio.

domingo, 10 de novembro de 2013

Museu da Casa Brasileira

Você sabia que São Paulo tem um monte de museus? Nem eu!


Por exemplo, neste findi fui no Museu da Casa Brasileira.
Trata-se de uma mansão antigona no meio da Faria Lima. Quer dizer, marromenos antigona, porque, convenhamos, o Brasil é teen. O solar tem tipão de imperial, mas foi encomendado na década de 40 pelo então prefeito da cidade, Fabio da Silva Prado (e esposa). Pra agregar valor! Num sei se esse Fábio quatrocentão foi um bão político (existe?). Só sei que foi ele quem institui o Departamento de Cultura no Estado de São Paulo, colocando Mário de Andrade e demais modernistas à frente. Ousado, hein? Por conta dessa veia artística, e na falta de herdeiros, após sua morte, o casarão foi doado á Sociedade Padre Anchieta, que posteriormente concedeu uso ao atual MCB.  
Tá legal?

O espaço é gostosinho. Achei pequenas as exposições permanentes. Uma sobre concepção e evolução da casa enquanto ainda era de família. E outra, uma mini (bem mini) evolução de móveis com design brasileiro. Curti o mega banheirão original (vide foto). Neste momento está rolando também parte da "X Bienal de Arquitetura", além de espetáculos variados, assunto do próximo post. Aguardeãm.


Ó, no último post fui perguntada sobre minha atual localização permanente, e a resposta correta é (tchan-tchan-nan-nan): entre países. Futuras definições futuramente serão esclarecidas num futuro pouco distante. Aguardeãm.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Oxford, a cidade universitária

A University of Oxford foi fundada em 998. Isso mesmo, caras! Eu não tô falando de 1998. Tô falando de 998. E hoje ela é giganteeeesca, espalhada em não sei quantos campi pela cidade. Mas não pára por aí. A universidade ainda gere parques, acomodações de estudantes, bibliotecas, capelas, laboratórios e até museus. Até museus.
Entre os estudantes mais conhecidos estão J.R.R. Tolkien (o fundador da Terra Média), C.S. Lewis (de Narnia), Lewis Carol (do País das Maravilhas)... o que me faz pensar que a água dos dormitórios tinha dorgas alucinógenas. Margareth Tatcher, Bill Clinton, Toni Blair, Hugh Grant... e mais um monte de gente mais séria.



Deste jeito até parece que fui visitar a universidade. Mas não, fui visitar a cidade. É que uma se confunde com a outra. Uma engoliu a outra. 
Não tive assim muito tempo pra explorar, porque a viagem foi rapidinha: meia manhã, meia tarde. Mas já foi o suficiente pra concluir uma coisa: Oxford é mais legal por fora do que por dentro. A arquitetura dos edifícios é tão clássica, tão obra de arte que não dá vontade de sair das ruas. A gente chega a procurar o DeLorean, porque parece que voltou no tempo. 




Pra não dizer que este post tá inútil, que agrega nada, digo que visitei três museus dispensáveis: o de história da ciência, o de arte moderna (que tá mais pra galeria) e o Ashmoleum (tipo um mini Britsh). Já o Oxford Museum, que fica na Town Hall, é mara! Mas eu sou suspeita, né? Adoro um museu de cidade. 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Museum of London

Acredita que eu demorei esse tempo todo pra ir no Museu de Londres?

Acho que não me atraia horrores porque fica numa região que eu acho muito feia, o Barbican, puro concreto. E o Museu em si é bem do sem graça do lado de fora, parece uma big chaminé. Nada de edifício vitoriano imponente.


Precisei ir lá dentro pra descobrir a explicação pra isso.
Acontece que aquela área foi completamente bombardeada durante a II Guerra do Mal. Ou como diria tia Wikipédia, virtualy destroyed.

Intaum que eu devia ter ido no Museu há muito mais tempo, né? Porque Museu de cidade é aquele que te guia. Que explica qual a importância política/ histórica/cultural de todos os outros pontos turísticos. Este em especial usa muita montagem de cenário e filminho no processo. Highlights:

- Maquetes: são várias, principalmente entre a época pré histórica e a medieval. A do "grande incêndio de 1666" (o ano da besta - booh) tem luzinhas piscando aleatoriamente pra simular o fogo se espalhando.

- Cenários: antes da era vitoriana são toscos, mas daí em diante, hein? Puro espetáculo. O mais legal simula um bairro comercial de 1850 e qualquer coisa, e permite que a gente examine o que havia dentro das lojas e escritórios. Ou seja, a gente passeia dentro do bairro xeretando o alheio. Outra que eu super gostei, e mistura filminho com cenário, foi o Pleasure Gardens, que remonta um jantar de máscaras nos jardins reais, costume do final do século 18.

- Filminhos: tem sobre a peste negra, sobre o grande incêndio, sobre isso, sobre aquilo... e eu super curti um que é todo montado com depoimentos de civis durante a II Guerra.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Exhibition Road

Aqui em London, lá por Chelsea, tem essa rua chamada Exhibition Road. Prático, normal... você sabe que indo lá vai ver alguma coisa exibida a exibição de alguma coisa. E é isso mesmo. Nesta rua, neste pedacinho de Londres estão três dos museus mais legais da cidade. Todos de grátis.

Natural History Museu: em uma palavra "DINOSSAURO"! Todos ama dinossauro! Mas não é só isso. Lá dentro tem topo tipo de mamífero, inseto, pássaro, peixe... todo um reino animal bem empalhadinho (que é pra não dar cheiro). O Museu é voltada para as quianças (eu!eu!eu!), e por isso é cheio de explicações interativas em forma de joguinhos, principalmente nas alas aonde o assunto é geologia, evolução do mundo, do universo, desastres naturais. A gente pode até participar da simulação de um terremoto, imagina!


Tá vendo o esqueleto de dinossauro atrás de mim?

A noite parece o castelo do drácula.

V&A Museum: em uma palavra "decoração". Mas não é assim xoxo, esse "decoração". É tipo, TUDO e mais um pouco sobre "DECORAÇÃO". São mais de quatro milhões e meio de objetos espalhados por alas como vidro, ferro, madeira, louça, jóias... essa dá vontade de criar plano maléfico pra levar pra casa. Eu tenho um andar todinho pra chamar de preferido, é o da História Britânica (como não poderia deixar de ser). Este faz correlação entre a decoração, objetos de costume, indumentária, etc, etc e sua respectiva época de uso começando em 1500 e terminando em 1900 marromenos. Eles tem cômodos inteiros montados ali. Cheios de pompa e circunstância.



Science Museum: em uma palavra "CIÊNCIA". E o que é ciência pra você? Pra mim é laboratório, cientista maluco. Não foi o que eu vi por ali... vi estudos, invenções, a evolução do avião e alguns andares patrocinados pelo google com informações inúteis variadas. Como você pode perceber, foi o que menos me empolgou. Mas, oi, não deixa de ser legal mesmo assim.



Não pense que, por serem um do ladim do outro, você vai matar três coelhos com uma caixa d'água só. Esquece.. os três museus são gigaaaaantes! Levam horas. Igual este post, que ainda não acabou.

Não acabou porque eu tenho que contar o motivo de existência da Exhibition Road. Em 1851, aconteceu, no Hyde Park que é logalí, a Great Exhibition, uma mega feira internacional de cultura e indústria. Se não me engano, Paris já tinha feito uma antes. Se não me engano, foi pra ela que a Torre Eiffel foi montada. Então que a Inglaterra, e mais especificamente o Principe Albert, maridinho amado da Rainha Vitória, se mordeu de inveja e resolveu que queria uma também. A feira foi tão rentável que financiou a fundação do Natural History Museum, do V&A e de mais uma série de outras construções úteis tipo faculdades, fundações, etc, etc. O Science Museum é o mais recente.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Saatchi Gallery

Lembra quando eu disse que não curtia arte moderna? Intaum, mordi muuuuito a língua.

Na Saatchi Gallery a arte não é moderna, é de ontem. E apesar de ter muita bizarrice espalhada, tudo, quase tudo, é muito agradável de olhar.



Li em algum lugar o seguinte:
"The art he (Saatchi) acquires is still always worth a look for Londoners, for the way it combines visual interest with an accessible conceptual punch."

Traduzindo bem marromenos: A arte exposta no Saatchi é bunita (interessante visualmente, é o que diz ali), e tem um quê conceitual que geral percebe. Entendeu? Nada de pontinho abacate no meio de tela fúcsia querendo expressar a relação intrínseca e transcedental entre o abajur cor de carne e o lençol azul.

Fofoca: Saatchi não é so onomatopéia de espirro, é o nome do fundador da galeria, um playboy publicitário colecionador de arte estranha, que se casou com a Nigella (que tem programa de culinária igual a Palmirinha), e semana passada saiu nos tablóides por tentar estrangulá-ela no meio dum restaurante.


domingo, 23 de junho de 2013

Somerset House


A Somerset House foi dos primeiros lugares que visitei sozinha em Londres. Gosti, mas não a ponto de fazer post. Isso porque escolhi o mês errado pra conhecer.

Na época de Natal é montada uma pista de esqui no pátio da Somerset House, aquela mesma do "Love Actually". No verão, ela é substituída por 55 fontes dançantes (dançando lambada aê). A American Express promove duas semanas de open-air cinema neste mesmo pátio em Agosto. É só sentar no chão e assistir filme velho no telão. A mesma American Express organiza um festival de concertos open-air em Julho. E é lá que acontece a London Fashion Week desde 2009. Tá bom ou quer mais?


De modo que... era pra ter feito post, né? Até porque, o lugar é lindão estilo palácio. Inclusive, já existiu um palácio ali, da época dos Tudor. Aonde a rainha virgem Elizabeth (Kate Blancket... cara pintada de cal) morou durante o reinado da maluca da irmã, Mary. Aquela que ficou conhecida como Bloody Mary, por incentivar a Inquisição Católica como se não houvesse amanhã.


Hoje em dia, o edifício é outro. É neoclássico, e tem alas a norte, sul e a leste. Em uma dessas alas funciona a King's College London, em outra uma galeria de arte gratuita com bastante impressionismo, e na ala que dá de cara com o Rio Tâmisa... bom, tem uma vista linda pro Rio Tâmisa, e uma galeria com exposições itinerantes. Sem falar dos restaurantes e cafés. É bom dar uma olhada no site antes de aparecer por lá, porque sempre tem alguma coisa interessante acontecendo.

A não ser quando eu fui, né? Mas vou pedir uma revanche.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Charles Dickens Museum


Antes de escrever esse post, eu assisti um documentário sobre a vida do Seu Dickens na BBC, (porque eu sou esse tipo de nerd), e acabei por não simpatizar com o gajo. É que ele teve, lá pelos 40/50, uma crise de meia idade, dessas de querer largar a mulher pra pegar menininha. Acontece que ele não só se separou da esposa, mãe da sua ninhada de filhos, uma senhora já gordinha e envelhecida (como toda mulher vitoriana que seguia a rainha como modelo), como proibiu os 10 filhos de a visitarem, sob pena de cortar a mesada da meninada. Achei cruel, achei homenzinho do mal. Claro que entre quatro paredes só o casal sabe o que acontece, e por isso eu não devia julgar. Mas já julguei!

Plus, nunca fui muito fã das obras de Charles Dickens. Sempre achei muito rocambolescas e com personagens cheios de auto-piedade. Em tempos de "O Segredo", quem tem paciência pra gente que se faz de coitadinha?

Dito isso, vamos falar sobre o Museu, que é pra isso que aqui estamos. O Charles Dickens Museum funciona numa dessas mansões vitorianas tradicionais de Londres, aonde o escritor viveu com a família de 1837 a 39. Como toda casa-museu, pretende remontar o cotidiano familiar através de objetos e detalhes. Consegue? É... talvez... mas de forma bem fraquinha e sem emoção. Na verdade, o que mais me incomodou foi a parte da biografia. Parece que foi escrita por um fã clube póstumo, por uma seita aonde Dickens é semi-deus. Não há dúvida de ele que foi um homem extremamente talentoso. Estão aí seus 17 best sellers, clássicos da literatura, pra provar. Também é louvável o fato dele ter construído uma fortuna com o próprio trabalho, principalmente depois de ter passado por uma infância difícil. Mas o homem não era exatamente um santo, era um ser normal com erros e acertos. Ainda assim, só faltou montarem altar em sua homenagem no Museu.

Sei lá, vai ver estou over-reacting em cima dessa história de tiozinho Sukita... então fica ai uma mini-animação-biografia (são só 5 minutinhos) procê tirar as próprias conclusões.


Now, se você conhece nada de Dickens, não se deixe influenciar pela minha TPM. Aqui vai uma lista de obras em suas versões cinematográficas para vossa experimentação:
1. Oliver Twist - diretor Roman Polanski (2005)
2. A Christmas Carol - animação que leva a voz do Jim Carrey (2009)
3. Scrooged - outra versão de Christmas Carol. Certeza que vc já viu. Passava direto na Sessão da Tarde. Aquele em que o Bill Murray é assombrado pelos fantasmas do passado, presente e futuro, lembra? (1988)
4. David Copperfield - com o Harry Potter antes de ser Harry Potter (1999)
5. Great Expectations - com a Helena Boham Carter (a moça da cabeça achatada, que parece a Reese Whiterspoon mais velha) (2012)
6. Great Expectations - com Ethan Hawke e Guyneth Paltrow (1998)

terça-feira, 9 de abril de 2013

Museu kinder-ovo!

Sabe aqueles museuzinhos que vc nem pensa em ir quando a viagem é rapidinha-bate-ponto? Porque ninguém nunca ouviu falar, e nem parece grandes coisas, nem aparece em muitos guias, deve ser meio mequetrefe?


Intaum, esse é o caso do Sir John Soane's Musem, que de fora é só uma casinha vitoriana prática e normal. Mas por dentro, ah, por dentro é uma super, e eu enfatizo o super, coleção de artefatos, colunas, quadros, pedaços de edifícios empilhados de parede a parede num labirinto de escadas, salas e vãos. Eu não tô brincando! Parece que, uma vez dentro da casa, ela cresce, ganha outra dimensão, vira episódio do Arquivo X.
Agora eu vou fazer o Mister M, e revelar a mágica. O que acontece é que a gente entra pela porta de uma casinha, mas o museu compreende as duas mansões vizinhas. De fora não dá pra ver, porque elas estão intactas. Taí o truque!
Enfim, Sir John Soane's foi um arquiteto, filho de pedreiros, que em viagens de estudos, pegou gosto por coleções. HOARDER! O que hoje é o Museu, antes era sua casa e escritório. Ele inclusive dava aulas no meio daquela bagunça (organizada). A peça mais famosa é o sarcófago de Seti I. A festa do open-sarcófago durou 3 dias (uhu!).


O Museu é kinder-ovo! Isso tá concluído. Agora vamos falar da praça em frente a ele. Lincoln's Inn Fields é a maior praça pública de Londres (segundo tia wikipedia). O que surpreende um pouco. Porque ela tá mais pra média que pra grande (na minha escala de comparação, pelo menos). Ainda assim é um ótimo lugar pra lagartear, o que o clima de Londres raramente permite. Mas quando permite é satisfação profunda! Posso afirmar com experiência de causa.


Do outro lado da Praça tem mais um museu, só que esse é muito bizarro. Trata-se do Hunteriam Museum, dentro do Royal College of Surgeons. O que vc acha que pode ter num museu que funciona dentro duma escola de Medicina? Nada muito apetitoso, não é? Intaum, tem de tudo quanto é coisa relacionada ao corpo humano, de todos os tamanhos, tipos ou deformidades, boiando em vidrinhos com álcool. Tem que ter estômago pra fazer esse passeio. E eles tem. Vários estômagos.
O Hunteriam Museum surgiu da coleção (oi?) do cirugião John Hunter, que é lá do século XVII. Daquela época em que anestesia era shot de vodka, e que cirurgião tinha barbearia. Nunca me senti tão feliz por ter nascido no século XX.
A peça mais pitoresca do Museu é o esqueleto do gigante irlandês Charles Byrne. Segundo conta a lenda, o gigante queria ser cremado (ter as cinzas jogadas no pé de feijão), mas como morto reclama pouco, o médico malandrinho desviou o corpo pra sua coleção particular (que agora é pública).


Ah, já ia me esquecendo. O passeio aí de cima inteirinho é gratuíto.