Eu sou tão hipócrita!
Vivo fazendo post sobre o mundo dos outros, enquanto que no meu
póprio país, mal conheço o Estado vizinho. Foi por isso que para o
Reveillon, resolvi conhecer a cidade maravilhosa: Rio de Janeiro.
(Zatamente tô falando do Reveillon de 2012.
Sentaí no
DeLorean e não reclama!)
Vou começar dizendo que:
What a surprise! O Rio de Janeiro é realmente lindo! Eu escrevo isso com espanto, porque na minha cabeça, ela era um bicho papão (alimentado com ração diária pelo
Jornal Nacional). Não vi favelas,
zé-pequenos, nem balas perdidas
essas passaram muito rápido. O que eu vi foram paisagens lindas de verão cercadas por montanhas verdes, cenários típicos das novelas do Manoel Carlos! Bossa Nova tocando... no meu cérebro.
Não vou ficar falando de praia, tá?
Porque, como você sabe, eu sou psicologicamente alérgica à areia. Mas, por outro lado, pedalei 7,5 kms em volta da Lagoa Rodrigo de Freitas... de quadriciclo (que eu ainda não aprendi a andar sem rodinha). Aff, quebrei meu record! E recomendo. A paisagem é tão deslumbrante, que nem cansa!
Também não visitei o Pão de Áçucar ou o Corcovado. Muita fila, muito alto (da
vertige)... mas nem por isso deixei de conferir uma vista linda. De um ponto mais baixinho e mais a minha cara: o Parque das Ruínas em Santa Tereza. Santa Tereza já foi bairro nobre nos anos 40,
niki é cheio de mansões fofas, muitas ainda em estilo colonial. Tem gente que compara ao
Montmartre (exageraaaaados), não só por causa das ladeiras e escadarias estreitas de paralelepípedos (repita rápido 3x), mas também porque tem muito artista morando por lá. O Parque das Ruínas, quando ainda era um casarão inteirinho, bombava de
festénhas que os donos promoviam. Hoje é teatro, café, mirante, e ainda tem ligação com o Museu Chácara do Céu (quando cheguei já estava fechado). Dou cinco estrelinhas!
Não interessa que eu estava no Rio de Janeiro todo
sol-praia-festas, eu queria era ver Museu. Que eu sou viciadinha! E o escolhido foi o Museu da República. Nada mais nada menos que o antigo Palácio do Catete, sede do Poder Executivo entre 1897 e 1960, antes da invenção de Brasília. O prédio é lindo! Em uma palavra: neoclássico! Foi ali que Getúlio Vargas se suicidou. "Saio da vida, para entrar na história". Bem diva! O quarto está preservadinho pra gente visitar.
A noite tem mais museu, só que disfarçado de balada. Tô falando do bar/restaurante Rio Scenarium na Lapa. Um sobradão de três andares, abarrotado de objetos e mobiliário antigão. Porcelana chinesa, bonecas de
biscuit, máquinas registradoras, cadeiras de barbeiro.... Pra você ter uma ideia, tem até uma farmácia homeopática da década de 30 montadinha. É surreal de bom!
Pressinto que vc está tentado a parar de ler,
intaum vou deixar pra contar sobre a sensacional noite de reveillon no próximo post,
tá bão? Inté!