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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Haja amor!

Sabe quando a pessoa queria ser uma abelha pra pousar na sua flor?

Intaum, he proposed to me!

Em Windsor!
Foi a noite, no jantar, num restaurantezinho da estação ferroviária.
Nem faz careta de "ui"! A estação de Windsor é toda charmosinha, toda cafés e lojinhas.


Eu respondi "I do", e fui promovida à noiva.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Windsor Castle parte II


A gente enxerga o castelo lá de longe, bem antes de aterrar na estação de Windsor. A impressão que dá é que ele ocupa a cidade inteeeeeeira. E deve ocupar, mesmo que indiretamente.
Os muros que o cercam, passam rente a avenida principal, e vão longe, longe, longe....

De fora o castelo é um prédio maciço feito de tijolos e pedras. Bastante clássico, mas um clássico diferente do Louvre. A gente não devia comparar um castelo com o outro, um país com o outro. Deve ser politicamente incorreto. Mas o blog é meu, eu escrevo o que eu penso. E o que eu penso é o seguinte: Paris é menina, Londres é menino. Seguindo esta lógico, Louvre é menina e Windsor é menino. Em termos de arquitetura e decoração clássicas, é isso que eu penso. E apesar deu ser menina, aprecio os dois.
O Louvre é todo claro, com decoração em detalhes, florido... Windsor é parede de pedras, salas escuronas, menos firulas. Tem tipão de Tavola Redonda. É medieval de raiz.


O turista pode visitar os aposentos reais (que duvido sejam utilizados pela rainha hoje em dia. Ela deve ficar em alguma outra ala, toda equipada com eletrodomésticos dos Jetsons). As salas são lindas, como todo castelo deve ser. As que mais me chamaram a atenção foram aquelas que tem uma tuga desenhada no teto.

Dna. Catarina de Bragança, foi uma portuguesa que se casou com Carlos II, digitransformando em rainha da Inglaterra. E sabe que mais? A idéia do chá das cinco, posh no úrtimo, foi invenção dela, tá? E todo mundo achando que tomar chazinho é o que há de mais inglês, né?
Quer mais? O dote deste casamento, de Portugal pra Inglaterra, foi nada mais, nada menos que a cidade de Bombai. Bom isso de casar com uma moça expatriada, e levar de presente praticamente um país, né? Meu noivo vai ter que se contentar com uma Havaianas.


Uma coisa de menininha neste castelo de menino é a Queen Mary´s Doll´s House. A Casa de bonecas da Rainha Maria tem 3 metros de altura, instalação hidráulica, elétrica e elevadores funcionando (porque, né? Os bonecos precisam.), móveis que são réplicas dos que existem no castelo, inclusive feitos do mesmo material, ou seja, chão de mármore, cadeiras de marfim... eteceteras... A Barbie se morde de inveja!


Que mais? No terreno do castelo tem ainda a Catedral de São Jorge. Você sabia que São Jorge, aquele do dragão, é padroeiro da Inglaterra? Nem eu. Não é bizarro que ele seja tão cultuado no Brasil? Principalmente porque, no final das contas, ele é originário da Turquia? Salada mista total. O must da globalização, eu diria. Mas enfim, falando da Catedral, ela é lindona e tem o túmulo de um monte de gente da família real, tipo Henrique VIII e Janne Seymour (a esposa que morreu com a cabeça no lugar, só que parindo, o que eu, sinceramente, acho que deve ser pior).

E isso é tudo o que eu tenho a dizer sobre o Castelo de Windsor. Se você tiver interessado no que eu escrevi na primeira parte, clica aqui ó.


domingo, 28 de abril de 2013

Castelo de Windsor

Do meu passeio pelo Louvre, saíram dois posts, porque, né? Muita história.
De Windsor podiam sair, sei lá, uns 37,66666... Porque ele é a casinha da família real desdo século 12. Sabe o que é isso? É tipo há muito muito tempo atrás. Muita coisa aconteceu por lá. Mas tipo, muuuita coisa.


Por exemplo, lembra do William Wallace (Mel Gibson) maquiado de azul gritando Freeeeedom no Braveheart? Então, isso não aconteceu em Windsor. Mas o inimigo dele, o Rei Edward I (que, no filme, é velhão, malzão e morre tossindo), era inglês, e ele sim, morava em Windsor. Inclusive, ele não só morava no Castelo, como investia no castelo, construindo, reformando e expandindo como se não houvesse amanhã. Diz a wikipédia, que essa construção foi a mais cara de toda a Idade Média.
O filho dele, que no filme era um banana e dava a mínima pra mulher, também era assim na vida real. Na verdade, ele era gay (teve dois steadies boyfriends), o que tem nada a ver com ser banana. Mas imagina que naquela época todo mundo era Marcos Feliciano. Dureza né? Ele não podia sair do armário, daí fazia festénhas dentro do armário, mas em revolta deixava o reino desatendido. E foi isso que pegou mal! Deixar o reino desatendido. No final, a rainha, esposa dele (que no filme se faz de romântica pra levantar a saia do Mel Gibson), arranjou um affair francês e deu golpe de estado com aprovação da população. O rei foi exilado num castelo distante e acabou morrendo (assassinado, dizem).


É, por mais que eu queira, ache super divertido e educativo, não dá pra ficar contando a história de cada rei/rainha que viveu por ali. Porque, né? Foram tipo, todos, e são váaaarios. Isso seria uma Barsa, e não um post.

Voltemos então a história do Castelo em si: Ele foi construído em 1066 a mando de Willian de Conqueror, o primeiro rei normando da Inglaterra, e servia mais como fortaleza do que como casinha. Na verdade, ele fazia parte de um conjunto de castelos que cercavam Londres, e ficavam a um dia de distância um do outro. Uma questão de logística! Com o tempo, ele virou das principais moradias da família real, e cada monarca fez sua melhoria, uns mais outros menos. Moraram lá Henrique VIII (e todas as esposas), Rainha Elizabeth, Rainha Victoria ... E o rei gago (do "Discurso do Rei"), que usou o Castelo como esconderijo durante a II Guerra Mundial. Na época era segredo. Nem os inimigos, nem a população podiam saber. Por motivos diferentes, né? Os inimigos por razões óbvias. A população, pra não se sentir desprotegida e/ou pra não achar que o rei era goiabão. Niqui, o Castelo ficou lacrado, com blackouts nas janelas, e por questões de proteção, foram criados tetos falsos rebaixados (que machucavam menos, no caso de desabar em cima de uma cabeça).


Em 1992 rolou um mega incêndio no Castelo. Durou tipo 15 horas de muito fogo. Tava difícil de apagar. Destruiu completamente 9 salas, e estragou mais um montão de outras. Um desastre, minha gente! Muita história indo pelo espaço. Claro que, incêndio apagado, a Rainha, que passa todos os finais de semana lá (e, pra rainha, todo dia é domingo) quis reconstruir tudo igualzinho tintim por tintim. Mas o povo reclamou, porque, né? Quem sustenta esses luxos são os impostos. E daí, pra nossa imensa sorte, o governo criou uma solução muito prática: cobrar por visitas turísticas no castelo de Buckingham.

Hoje em dia, marromenos 500 pessoas vivem e trabalham no Castelo. É quase a população de São Ludgero!


Um post inteiro, e nem dei minha opinião sobre o que vi (sua opinião é muito importante para nós). Vai ficar pro próximo, tá? Que, né? Você não aguenta mais ler, e eu já tô com pregui de escrever.