Por que este blog está tão abandonado?
Porque sim, Zequinha.
Porque sim não é resposta!
É com essa introdução que vos digo que consegui ir (e entrar) na tão requisitada exposição do Castelo Rá-Tim-Bum. Rá-Tim-Bum!
Depois da exposição dos gêmeos, prometi pra mim mesma que fila pra exposição NUNCA MAIS. Por isso, quando eu soube que iam abrir a venda de ingressos para sábado, 18 de outubro, no site, fiquei de prontidão, de página aberta, no computador. Na hora marcada abriram as vendas, e em menos de um minuto, os ingressos já tinham acabado… sério, muita frustração! Eu apertava o F5 compulsivamente e só via horários em vermelho na minha frente. Até que, ainda na base da compulsão, apertei mais um F5 e o horário das 23h30 apareceu verdinho, liberado. Nem pensei… nem pensei que no sábado a noite eu podia ter uma vida social a manter, ou que meu marido ia ter certeza que eu tinha um amante, porque, quem é que vai acreditar na história esdrúxula de uma exposição infantil nesta data e neste horário? Comprei o ingresso, e lá estava eu, no MIS, num sábado a noite pronta pra entrar no castelo.
A exposição tá bem legal, bem montadinha, com todos os cenários, os bichinhos, os figurinos, as anotações dos diretores e produtores, a evolução dos conceitos, entrevistas inéditas com cada um dos participantes. Mundinho dos sonhos, mesmo, sabe? É como desvendar a mágica, mas continuar encantado com ela.
Acho que tio Sílvio devia fazer o mesmo com o Chaves! Tô na espera!
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domingo, 16 de novembro de 2014
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Histórias Mestiças
Pensa se eu não estou com saudades de Angola?
Estes dias entrei no Tommie Otahke assim só por entrar, e acabei dando de cara com uma exposição toda africanizada. Encheu o zóinho de lágrima. Já posso voltar, seu ZéDu?
A exposição se chama Histórias Mestiças e tem um montão de peças influenciadas pela mescla África/Brasil. É muita fonte de inspiração! Como diz a frase abaixo:
Uma das partes mais legais é essa instalação, que por fora é um cabanão de lençol, tipo dos que a gente montava quando era quiança, e por dentro é um labirinto com cheirinhos e sonzinhos que desemboca numa sala, tipo de ritual.
Legais também são as comparações antropológicas entre Angola e Congo… ai, saudades! Já posso voltar?
Estes dias entrei no Tommie Otahke assim só por entrar, e acabei dando de cara com uma exposição toda africanizada. Encheu o zóinho de lágrima. Já posso voltar, seu ZéDu?
A exposição se chama Histórias Mestiças e tem um montão de peças influenciadas pela mescla África/Brasil. É muita fonte de inspiração! Como diz a frase abaixo:
Uma das partes mais legais é essa instalação, que por fora é um cabanão de lençol, tipo dos que a gente montava quando era quiança, e por dentro é um labirinto com cheirinhos e sonzinhos que desemboca numa sala, tipo de ritual.
Legais também são as comparações antropológicas entre Angola e Congo… ai, saudades! Já posso voltar?
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Caixa Cultural da Sé
Era só eu que não sabia da existência de um Museu da Caixa Econômica Federal no meio da Praça da Sé? Era, né? Não que as pessoas se interessem por um Museu da Caixa Econômica Federal. Quer dizer, qual é a graça em ver museu de banco? Principalmente deste banco em questão, sempre com filas eternamente infinitas e infinitamente eternas.
Bom eu, eu me interesso por Museu de Banco. Porque um banco fala muita da história de um país. E a Caixa Econômica em especial foi criada pelo Dom Pedro II, imagina. Uma idosa! Já viu e acompanhou muita mudança de moeda, governo, tendência econômica...
O Museu da Caixa fica lá no sexto andar do prédio art decó da Caixa Cultural. E é bem parecido com o Bank of England Museum. Só que do Brasil, né? Tem trajetória de layout das cédulas de dindin, história do sistema de poupança e loterias no país, remontagem de salas das primeiras instituições financeiras (lembra um cenário assim meio velho oeste), etecetera.
As pessoas costumam ir na Caixa Cultural por outros motivos: assistir um show, um espetáculo, visitar alguma exposição temporária… Inclusive, no dia em que fui, estavam rolando três exposições, mas nada que eu tenha considerado marcante. Eu gostei mesmo de ver a foto da primeira clienta da Caixa Econômica, e de saber que o primeiro presidente do banco, iniciou suas atividades lá como um simples atendente de caixa. Mas essa sou eu.
Bom eu, eu me interesso por Museu de Banco. Porque um banco fala muita da história de um país. E a Caixa Econômica em especial foi criada pelo Dom Pedro II, imagina. Uma idosa! Já viu e acompanhou muita mudança de moeda, governo, tendência econômica...
O Museu da Caixa fica lá no sexto andar do prédio art decó da Caixa Cultural. E é bem parecido com o Bank of England Museum. Só que do Brasil, né? Tem trajetória de layout das cédulas de dindin, história do sistema de poupança e loterias no país, remontagem de salas das primeiras instituições financeiras (lembra um cenário assim meio velho oeste), etecetera.
As pessoas costumam ir na Caixa Cultural por outros motivos: assistir um show, um espetáculo, visitar alguma exposição temporária… Inclusive, no dia em que fui, estavam rolando três exposições, mas nada que eu tenha considerado marcante. Eu gostei mesmo de ver a foto da primeira clienta da Caixa Econômica, e de saber que o primeiro presidente do banco, iniciou suas atividades lá como um simples atendente de caixa. Mas essa sou eu.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Made by… feito por brasileiros!
Esse é o nome da exposição, que, na verdade, não foi feita por brasileiros. Feito por brasileiros foi o prédio da exposição, o antigo Hospital Matarazzo. Quer dizer, na verdade, o prédio foi "feito" por (e para) imigrantes italianos. E, quem organiza a exposição são empresários franceses. Resumindo, eu não sei o porquê do nome da exposição, tá?
Mas isso também nem interessa muito (né?). O que interessa é que a idéia foi fantástica. Pegar num imóvel antigão, tradicional da cidade, completamente abandonado, pouco antes de ser completamente remodelado, e ocupar todas as suas salas com arte para o público todo ver.
Agora imagina que ninguém fez uma faxininha antes de começar a ocupação. O prédio tá lá, jogado às traças há ages, e ninguém pensou em jogar uma águinha no chão, passar um limpol, um lustra-móveis, um mister muscle. E foi de propósito, pra ficar mais artístico. Pois, eu vos digo: ficou total filme de terror!
O que, na minha opinião, deixa tudo ainda mais legal.
Cada sala, quer dizer, cada pedaço do prédio foi ocupado por um artista diferente. Têm todo tipo de arte. Das ??? até as !!!. Vale a pena, é de grátis, não faz fila e vai até o dia das crianças.
Mas isso também nem interessa muito (né?). O que interessa é que a idéia foi fantástica. Pegar num imóvel antigão, tradicional da cidade, completamente abandonado, pouco antes de ser completamente remodelado, e ocupar todas as suas salas com arte para o público todo ver.
Agora imagina que ninguém fez uma faxininha antes de começar a ocupação. O prédio tá lá, jogado às traças há ages, e ninguém pensou em jogar uma águinha no chão, passar um limpol, um lustra-móveis, um mister muscle. E foi de propósito, pra ficar mais artístico. Pois, eu vos digo: ficou total filme de terror!
O que, na minha opinião, deixa tudo ainda mais legal.
Cada sala, quer dizer, cada pedaço do prédio foi ocupado por um artista diferente. Têm todo tipo de arte. Das ??? até as !!!. Vale a pena, é de grátis, não faz fila e vai até o dia das crianças.
domingo, 24 de agosto de 2014
A Ópera da Lua
Desfibrilador! Desfibrilador! Essa sou eu ressuscitando o blog.
E é por um bom motivo: Finalmente, consegui entrar na exposição d'OSGEMEOS! Yeyyyy!
Mas por que tanta comemoração? Por que? Te esclareço o porquê. Porque eu trabalho em horário integral, feito "um tantão de gente assim, ó" em São Paulo. E, por isso, pra entrar na exposição - aonde, inclusive, passei menos de 30 minutos - tive que enfrentar uma fila homérica, dessas de final de semana. Sério, eu não tô brincando, a fila era homérica. Virava o quarteirão. Pra ser mais explícita, passei mais de três horas na fila. Mais-de-3-hooooooras!
E valeu a pena? Olha, foi bem legal. Mas nada, nada nessa vida justifica três horas de fila. Nem Brinquedo da Disney, nem visita do Papa, nem Robin Williams ressuscitado. Na-da! Bom, Robin Williams talvez.
A arte d'OSGEMEOS é mega original... surrealista brejeira, eu diria, e ao mesmo tempo, o máximo do trend. Super atual, repleta de detalhes, forrada de padronagens, cores e até brilhos. A exposição Ópera da Lua foi toda ambientada, com sons e texturas. Além dos murais pintados (que de origem, OSGEMEOS são grafiteiros), haviam ainda instalações e esculturas. Tudo completamente elaborado numa tentativa de traduzir sentidos e sentimentos singelos.
Não sei se você sabe, mas OSGEMEOS (paulista-paulistanos) são fenômeno, influência e até já fizeram instalação no Tate Modern lá de London.
E é por um bom motivo: Finalmente, consegui entrar na exposição d'OSGEMEOS! Yeyyyy!
Mas por que tanta comemoração? Por que? Te esclareço o porquê. Porque eu trabalho em horário integral, feito "um tantão de gente assim, ó" em São Paulo. E, por isso, pra entrar na exposição - aonde, inclusive, passei menos de 30 minutos - tive que enfrentar uma fila homérica, dessas de final de semana. Sério, eu não tô brincando, a fila era homérica. Virava o quarteirão. Pra ser mais explícita, passei mais de três horas na fila. Mais-de-3-hooooooras!
E valeu a pena? Olha, foi bem legal. Mas nada, nada nessa vida justifica três horas de fila. Nem Brinquedo da Disney, nem visita do Papa, nem Robin Williams ressuscitado. Na-da! Bom, Robin Williams talvez.
A arte d'OSGEMEOS é mega original... surrealista brejeira, eu diria, e ao mesmo tempo, o máximo do trend. Super atual, repleta de detalhes, forrada de padronagens, cores e até brilhos. A exposição Ópera da Lua foi toda ambientada, com sons e texturas. Além dos murais pintados (que de origem, OSGEMEOS são grafiteiros), haviam ainda instalações e esculturas. Tudo completamente elaborado numa tentativa de traduzir sentidos e sentimentos singelos.
Não sei se você sabe, mas OSGEMEOS (paulista-paulistanos) são fenômeno, influência e até já fizeram instalação no Tate Modern lá de London.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Transarquitetônica no MAC
Dia desses, seguindo sugestão da Camila, fui conhecer o novo prédio do MAC - Museu de Arte Contemporânea da USP, que foi inaugurado ano passado ali pelas redondezas do Parque Ibirapuera.
Eu nunca tinha ouvido falar, nem sabia que existia… e ADOREI! Uma exposição mais legal que a outra, e são uns 8 andares de exposição. Passeio pruma tarde inteira! Tudo muito moderninho. Pra quem não gosta de museu clássico, esse é o lugar. Achei, inclusive, comparável a Saatchi Galery.
A exposição, na verdade, a instalação que a Camila havia indicado, foi realmente a mais impressionante: chama-se Transarquitetônica. É tipo… UAU!
Existem duas formas de visualizar. Por dentro e por fora. Quer dizer, por fora, você visualiza, por dentro, você vivencia. É uma experiência! Porque o ambiente vai mudando, a medida que você vai entrando nele. Começa com uma estrutura de paredes brancas, limpas, concretas… e vai se descontruindo, passando pelo pau a pique, pela madeira… até que a estrutura em madeira vai ficando cada vez mais rústica, e os espaços ficam mais estreitos. Você se sente num labirinto. Até que enxerga o final. E o que encontra quando sai? As raízes (ou galhos?) de uma árvore. Como se você tivesse passado o tempo todo dentro da árvore. Entendeu?
Por fora, vendo de cima, você percebe a transformação na estrutura mais claramente. É uma metáfora, sabe? Não? É melhor ir visitar então.
Eu nunca tinha ouvido falar, nem sabia que existia… e ADOREI! Uma exposição mais legal que a outra, e são uns 8 andares de exposição. Passeio pruma tarde inteira! Tudo muito moderninho. Pra quem não gosta de museu clássico, esse é o lugar. Achei, inclusive, comparável a Saatchi Galery.
A exposição, na verdade, a instalação que a Camila havia indicado, foi realmente a mais impressionante: chama-se Transarquitetônica. É tipo… UAU!
Existem duas formas de visualizar. Por dentro e por fora. Quer dizer, por fora, você visualiza, por dentro, você vivencia. É uma experiência! Porque o ambiente vai mudando, a medida que você vai entrando nele. Começa com uma estrutura de paredes brancas, limpas, concretas… e vai se descontruindo, passando pelo pau a pique, pela madeira… até que a estrutura em madeira vai ficando cada vez mais rústica, e os espaços ficam mais estreitos. Você se sente num labirinto. Até que enxerga o final. E o que encontra quando sai? As raízes (ou galhos?) de uma árvore. Como se você tivesse passado o tempo todo dentro da árvore. Entendeu?
Por fora, vendo de cima, você percebe a transformação na estrutura mais claramente. É uma metáfora, sabe? Não? É melhor ir visitar então.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Obsessão Infinita
A minha obsessão infinita é comida. Mais precisamente carboidratos. Mais precisamente pão de queijo. Mais precisamente pão de queijo com brigadeiro. Essa é a minha obsessão infinita.
Mas não é de mim que vamos falar neste post, é da donayaya Yayoi Kusama, cuja obsessão infinita são bolinhas.
Demorou preu tomar coragem de enfrentar a fila homérica de duas horas que vêm insistindo em se formar do lado de fora do Tommie Otahke (aonde acontece a exposição). Mas tanto se falava no assunto que resolvi encarar, e lá dentro, descobri seus motivos.
Motivo 1: As instalações produzidas pela Dona Yaya são divertidíssimas! Adjetivo estranho pra obras de arte, mas, na minha modesta opinião, é o mais apropriado. Muitas bolinhas, sempre bolinhas, das formas e nos lugares mais inusitados. Pra você ter uma ideia, na época que Yaya era amiga de Andy Warhol, lá em NY, costumava promover orgias (não sei se reais ou apenas marketeiras) aonde pintava os corpos dos amigos todinhos de bolinhas. Na exposição não tem gente pintada. Tem sala com bolinhas, tem falos com bolinhas, tem super bolonas, e a minha parte preferida: infinitas bolinhas luminosas. As bolinhas da Dona Yaya são fruto da sua esquizofrenia, que surgiu na adolescência. E, apesar da situação clínica, ela é artista, escritora e empresária mega produtiva. Hoje em dia mora num asilo no Japão, aonde se auto internou, mas produz num estúdio ali em frente usando um penteadinho a lá Rita Lee.
Motivo 2: Metade da fila homérica é de pessoas interessadas na exposição, a outra metade é de gente querendo fazer selfie em cenário badalado. Independente do motivo, lá estando, todo mundo faz selfie. Eu própria sou adepta do selfie. Eu faço, curto e posto. Mas não entendo gente que enfrenta duas horas de fila única e exclusivamente para fazer o selfie. Estou falando de grupos de adolescente que ficam se acotovelando nas instalações pra ver quem clica o melhor smize, e que só vai reparar que esteve num evento artístico depois, quando estiver olhando o fundo das fotos. Isso eu não entendo. E detalhe, além da fila de duas horas do lado de fora, para cada instalação, lá dentro, forma-se outra fila, não necessariamente mais rápida que a anterior. Estilo Disney, sabe? É muita vontade de fazer selfie. Beirando o exagero.
Intaum tá. Até dia 27 de julho tem Yaya no Tommie Otahke. Recomendo, sejam quais forem seus motivos.
Mas não é de mim que vamos falar neste post, é da dona
Demorou preu tomar coragem de enfrentar a fila homérica de duas horas que vêm insistindo em se formar do lado de fora do Tommie Otahke (aonde acontece a exposição). Mas tanto se falava no assunto que resolvi encarar, e lá dentro, descobri seus motivos.
Motivo 1: As instalações produzidas pela Dona Yaya são divertidíssimas! Adjetivo estranho pra obras de arte, mas, na minha modesta opinião, é o mais apropriado. Muitas bolinhas, sempre bolinhas, das formas e nos lugares mais inusitados. Pra você ter uma ideia, na época que Yaya era amiga de Andy Warhol, lá em NY, costumava promover orgias (não sei se reais ou apenas marketeiras) aonde pintava os corpos dos amigos todinhos de bolinhas. Na exposição não tem gente pintada. Tem sala com bolinhas, tem falos com bolinhas, tem super bolonas, e a minha parte preferida: infinitas bolinhas luminosas. As bolinhas da Dona Yaya são fruto da sua esquizofrenia, que surgiu na adolescência. E, apesar da situação clínica, ela é artista, escritora e empresária mega produtiva. Hoje em dia mora num asilo no Japão, aonde se auto internou, mas produz num estúdio ali em frente usando um penteadinho a lá Rita Lee.
Motivo 2: Metade da fila homérica é de pessoas interessadas na exposição, a outra metade é de gente querendo fazer selfie em cenário badalado. Independente do motivo, lá estando, todo mundo faz selfie. Eu própria sou adepta do selfie. Eu faço, curto e posto. Mas não entendo gente que enfrenta duas horas de fila única e exclusivamente para fazer o selfie. Estou falando de grupos de adolescente que ficam se acotovelando nas instalações pra ver quem clica o melhor smize, e que só vai reparar que esteve num evento artístico depois, quando estiver olhando o fundo das fotos. Isso eu não entendo. E detalhe, além da fila de duas horas do lado de fora, para cada instalação, lá dentro, forma-se outra fila, não necessariamente mais rápida que a anterior. Estilo Disney, sabe? É muita vontade de fazer selfie. Beirando o exagero.
Intaum tá. Até dia 27 de julho tem Yaya no Tommie Otahke. Recomendo, sejam quais forem seus motivos.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Um só coração
Não, esse post não é sobre a Copa. Mas meio que é.
Esse post é sobre aquele sentimento que todo brasileiro adquire durante a Copa, qualquer Copa... até nessa, a Copa do #imagina. Ahãn… tô generalizando. Mas é que eu costumo ser descrente quanto a existência do brasileiro sem o mínimo de comoção futebolística. Até sei de rarissississímas exceções, dessas que preferem assistir Netflix enquanto todas as vuvuzelas do prédio tocam, mas acho que deve ser difícil ignorar toda a vibe ao redor (sem falar do barulho).
De qualquer forma, repito, esse post não é sobre a Copa. É sobre uma peça de teatro, chamada "Um só coração", que trata do "ser humano brasileiro"na Copa. Neste contexto, vários aspectos bem nossos viram temática: jeitinho brasileiro, culturas diversas, povo que ri á toa, que se manifesta (mesmo sem saber como ou porquê(s)), que assiste sempre o mesmo horário eleitoral gratuito, que faz selfie, reclama no facebook, leva bala de borracha… todas essas questões das quais a gente ou se orgulha ou se envergonha.
Mas é comédia? Sim e não. Então é drama? Sim e não. É musical? Sim e não. Basicamente, a peça é sobre o sentimento de SER BRASILEIRO, ou seja, uma grande mistura.
Infelizmente cheguei tarde (apesar de ter assistido a peça duas vezes, durante os ensaios e agora em cartaz), porque só vai ter mais uma exibição. Há quem interessar possa:
Peça: Um só coração da Cia Dom Caixote, em cartaz dia 03/07 às 21h no Espaço Parlapatões, Praça Roosevelt ,158. Moito recomendo!
Esse post é sobre aquele sentimento que todo brasileiro adquire durante a Copa, qualquer Copa... até nessa, a Copa do #imagina. Ahãn… tô generalizando. Mas é que eu costumo ser descrente quanto a existência do brasileiro sem o mínimo de comoção futebolística. Até sei de rarissississímas exceções, dessas que preferem assistir Netflix enquanto todas as vuvuzelas do prédio tocam, mas acho que deve ser difícil ignorar toda a vibe ao redor (sem falar do barulho).De qualquer forma, repito, esse post não é sobre a Copa. É sobre uma peça de teatro, chamada "Um só coração", que trata do "ser humano brasileiro"na Copa. Neste contexto, vários aspectos bem nossos viram temática: jeitinho brasileiro, culturas diversas, povo que ri á toa, que se manifesta (mesmo sem saber como ou porquê(s)), que assiste sempre o mesmo horário eleitoral gratuito, que faz selfie, reclama no facebook, leva bala de borracha… todas essas questões das quais a gente ou se orgulha ou se envergonha.
Mas é comédia? Sim e não. Então é drama? Sim e não. É musical? Sim e não. Basicamente, a peça é sobre o sentimento de SER BRASILEIRO, ou seja, uma grande mistura.
Infelizmente cheguei tarde (apesar de ter assistido a peça duas vezes, durante os ensaios e agora em cartaz), porque só vai ter mais uma exibição. Há quem interessar possa:
Peça: Um só coração da Cia Dom Caixote, em cartaz dia 03/07 às 21h no Espaço Parlapatões, Praça Roosevelt ,158. Moito recomendo!
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Festa Junina no Museu da Casa Brasileira
Neste domingo fui a festa junina do Museu da Casa Brasileira. Que, né? Nem parecia uma festa junina. De tão organizadinha.
Eu sou do tempo em que festa junina era uma cena bem roots, sabe? Toda cheia de barraquinhas recheadas com os bolos das tias, quadrilhas mal ensaiadas com músicas tradicionais, sacolinha de prendas cheia de brinquedinhos plásticos do R$1,99 (quando nem existia R$1,99)… Saudades daquela época em que tudo o que eu queria era pescar um peixinho da barraca da pescaria…
Mas eu não estou falando mal da festinha do MCB, tá? Que tava bem bonitinha, bem organizadinha, e não fossem os animadores pentelhos gritando mais alto que pensamento lá do palco, teria sido um programinha bem feitinho pro domingo. É que eu não suporto gritaria no palco! Quando começaram a tocar só uns forrózinhos instrumentais ficou bem mais agradável.
A verdade é que eu estou velha pra essas coisas… fica feio ir brincar na pescaria, eu não tenho mais o que fazer com uma prenda Barbie paraguaia, até correio elegante perdeu seu apelo.
Mas não vou desistir, e até final deste junho, prometo, vou reconquistar meu espírito caipira numa festa bem tradicional! Porque o balão vai subindo e vai caindo a garoa, o céu é tão lindo e a noite é tão boa! Tenho dito!
É nisso que dá escrever post segunda feira de manhã… fica registrado todo um mau humor.
Eu sou do tempo em que festa junina era uma cena bem roots, sabe? Toda cheia de barraquinhas recheadas com os bolos das tias, quadrilhas mal ensaiadas com músicas tradicionais, sacolinha de prendas cheia de brinquedinhos plásticos do R$1,99 (quando nem existia R$1,99)… Saudades daquela época em que tudo o que eu queria era pescar um peixinho da barraca da pescaria…
Mas eu não estou falando mal da festinha do MCB, tá? Que tava bem bonitinha, bem organizadinha, e não fossem os animadores pentelhos gritando mais alto que pensamento lá do palco, teria sido um programinha bem feitinho pro domingo. É que eu não suporto gritaria no palco! Quando começaram a tocar só uns forrózinhos instrumentais ficou bem mais agradável.
Mas não vou desistir, e até final deste junho, prometo, vou reconquistar meu espírito caipira numa festa bem tradicional! Porque o balão vai subindo e vai caindo a garoa, o céu é tão lindo e a noite é tão boa! Tenho dito!
É nisso que dá escrever post segunda feira de manhã… fica registrado todo um mau humor.
terça-feira, 27 de maio de 2014
Virada Cultural. Meio que fui!
Não, não tenho nada de novo pra contar. Tá friozim, tá chovendo... a última foto do meu instagrão é de uma sopa... que eu mesma fiz, na minha própria casa. Podia ser pior, podia ser miojo.
Eu posso contar o que fiz no ooooutro final de semana. No retrasado, pode ser? O final da semana da Virada Cultural paulistana.
Não, eu não participei ativamente da Virada Cultural paulistana, porque, apesar de já ter ido em festinha no Morro do Vidigal, tive medo do Vale do Anhagabaú nas madrugadas. Por isso, pra não deixar passar em branco, fui ao show do Karnak aqui no SESC Consolação.
Ain, foi tão legal! Eu nem super curto Karnak. Quer dizer, admiro o André Abujamra desda época da finada MTV, mas não conhecia exatamente músicas da banda, com exceção de "Alma não tem cor", que não é do Zeca Baleiro. Mas o show é muito legal, porque eles interagem o tempo todo com o público, fazem caras e bocas, e as músicas são cantáveis, dançantes. O saxofonista é show! Os músicos são de verdade.
Além disso, a estrutura do SESC estava muito legal. O tema nesta parte que eu fui era circo, tipo dos vintage, então tinha gêmeas siamesas, malabares, povo se equilibrando naquelas bicicletinhas de uma roda só... todos maquiados, só que não de palhaço tosco. Estava tudo muito bem organizado, o show foi mara e de grátis, ninguém se acotovelava. O que mais uma pessoa pode querer prum sábado a noite?
Sabia que o André Abujamra foi o responsável pela trilha de abertura do bum-bum-bum Castelo Rá Tim Bum?
Eu posso contar o que fiz no ooooutro final de semana. No retrasado, pode ser? O final da semana da Virada Cultural paulistana.
Não, eu não participei ativamente da Virada Cultural paulistana, porque, apesar de já ter ido em festinha no Morro do Vidigal, tive medo do Vale do Anhagabaú nas madrugadas. Por isso, pra não deixar passar em branco, fui ao show do Karnak aqui no SESC Consolação.
Ain, foi tão legal! Eu nem super curto Karnak. Quer dizer, admiro o André Abujamra desda época da finada MTV, mas não conhecia exatamente músicas da banda, com exceção de "Alma não tem cor", que não é do Zeca Baleiro. Mas o show é muito legal, porque eles interagem o tempo todo com o público, fazem caras e bocas, e as músicas são cantáveis, dançantes. O saxofonista é show! Os músicos são de verdade.
Além disso, a estrutura do SESC estava muito legal. O tema nesta parte que eu fui era circo, tipo dos vintage, então tinha gêmeas siamesas, malabares, povo se equilibrando naquelas bicicletinhas de uma roda só... todos maquiados, só que não de palhaço tosco. Estava tudo muito bem organizado, o show foi mara e de grátis, ninguém se acotovelava. O que mais uma pessoa pode querer prum sábado a noite?
Sabia que o André Abujamra foi o responsável pela trilha de abertura do bum-bum-bum Castelo Rá Tim Bum?
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Aulinha de Culinária Chinesa
Você sabe aonde fica Sichuan? Nem eu! Mas já sei fazer um prato típico de lá.
É que o Instituto Confúcio para Negócios - orgão que promove uma parceria educacional entre China e Brasil dentro do campus principal da FAAP - anda oferecendo umas aulinhas de culinária chinesa esporádicas for free. A deste sábado foi baseada na culinária de Sichuan, uma província central da China, famosa por seus pratos tão apimentados, mas tão apimentados que chegam a adormecer a boca.
A professora benevolente adaptou pra culinária brasileira, apimentada nível Bahia. Se bem que a turma tava bem globalizada: tinha espanhol, mexicano, chinês, e nóis. Aprendi a fazer o Ma Puo Tofu. Quer dizer, não sei bem se aprendi, porque ainda não tentei reproduzir sozinha no calor da minha cozinha. Na aulinha ficou bem comível. Cobaias?
Como você pode imaginar, o Instituto também ministra cursos de mandarim, workshops, seminários, e até um MBA em China Comtemporânea (pra quem é mais culto do que guloso).
Não sei quando vai acontecer a próxima aula, mas se cadastrando no site, você recebe notificações. Quem sabe você aparece lá, e a gente troca figurinhas da Copa.

É que o Instituto Confúcio para Negócios - orgão que promove uma parceria educacional entre China e Brasil dentro do campus principal da FAAP - anda oferecendo umas aulinhas de culinária chinesa esporádicas for free. A deste sábado foi baseada na culinária de Sichuan, uma província central da China, famosa por seus pratos tão apimentados, mas tão apimentados que chegam a adormecer a boca.
A professora benevolente adaptou pra culinária brasileira, apimentada nível Bahia. Se bem que a turma tava bem globalizada: tinha espanhol, mexicano, chinês, e nóis. Aprendi a fazer o Ma Puo Tofu. Quer dizer, não sei bem se aprendi, porque ainda não tentei reproduzir sozinha no calor da minha cozinha. Na aulinha ficou bem comível. Cobaias?
Como você pode imaginar, o Instituto também ministra cursos de mandarim, workshops, seminários, e até um MBA em China Comtemporânea (pra quem é mais culto do que guloso).
Não sei quando vai acontecer a próxima aula, mas se cadastrando no site, você recebe notificações. Quem sabe você aparece lá, e a gente troca figurinhas da Copa.

domingo, 18 de maio de 2014
Casa Guilherme de Almeida
Daí a pessoa tá num dia completamente preguicento... pijamento... e se obriga a dar uma saidinha de casa só pra ter assunto pro blog. Deve de ser doença! O que me faz pensar... o que surgiu primeiro? O ovo ou a galinha? Ou seja, o quê alimenta o quê? A minha vontade de escrever é o que me faz criar passeios? Ou o meu gosto por passear é o que me faz escrever o blog? Num sei... fica a reflexão...
Bom, o alvo da saidinha rápida foi um Museu aqui no bairro mesmo (eu moro no limbo indefinido entre Pompéia, Perdizes e Sumaré): o Museu Casa Guilherme de Almeida.
Queeeem? Pois, não se sinta ingnorante se você não souber quem foi este célebre senhor, o Guilherme de Almeida. Não que ele não tenha sido super importante pra história das artes no Brasil. Não que ele não tenha tido uma vida super dinâmica, interessante, digna de biografia (se até Bruna Surfistinha...). O problema na minha opinião foi que ele tinha tantos talentos, e atuava em tantas áreas, que uma acabava por ofuscar a outra.
Perceba: Guilherme de Almeida foi advogado por formação, jornalista, crítico de cinema, ilustrador publicitário e tradutor por profissão, poeta modernista e ensaísta por vocação. Dessas pessoas que faz a gente se perguntar: "que horas dorme?". Adivinha quem idealizou a semana de arte de 1922? Aham, ele mesmo! Que era BFF do Mário e do Oswald de Andrade, do Di Cavalcanti... Como se não bastassem as tendências artísticas, ele ainda se voluntariou ao exército na Revolução Constitucionalista de 1932 contra Getúlio Vargas. Daí foi exilado em Portugal.
Por isso, apesar de ter tido uma vida tão rica, ele próprio não foi cheio de posses. A Casa da Colina, atual Casa Museu Guilherme de Almeida, sua morada durante os últimos 20 anos de vida, é assim... um sobrado com dois quartos. Recheado de obras originais de pintores, escultores e escritores renomados, mas ainda assim um sobrado. A visita, com guia a tiracolo, é bem interessante, principalmente na área do sotão, aonde ele costumava trabalhar.
E não esqueçamos da programação agitada de workshops, oficinas, palestras...
O ECO
"Perguntei à minha vida: Como achar a apetecida felicidade absoluta? E um eco me disse: Luta! Lutei. Como hei de a esta pena dar cadência serena que suaviza, embala e encanta? O eco então me disse: Canta! Cantei. Mas, como, num verso, resumir todo o universo que em mim vibra, esplende e clama? Então o eco me disse: Ama. Amei. Como achar agora a alma simples que eu pus fora pelo prazer de buscá-la? O eco, então, me disse: Cala! Calei-me. E ele, então, calou-se. Nunca a vida foi tão doce... Tudo é mais lindo a meu lado: Mais lindo, porque calado."
Guilherme de Almeida
terça-feira, 29 de abril de 2014
Ocupação Zuzu Angel
Estilista famosa de renome internacional.
Mãe sofredora de militante político desaparecido.
Uma coisa não orna com a outra, não é mesmo? Não combina. Mas no caos falsamente organizado da ditadura militar, as duas personalidades coexistiram.
Quem assistiu ao filme com a Patrícia Pilar (nem curti) sabe que eu estou falando da Zuzu Angel (apesar da parte da estilista ter ficado bastante ofuscada). Pois bem, a ilustre senhora ganhou Ocupação no Itaú Cultural (ocupou 4 andares e o mês inteiro com eventos relacionados) que vai até 11 de maio aqui em São Paulo. Se cabe a minha opinião, vale a pena visitar.
Alerta de spoiller! Vou contar tudinho!
No térreo, dentro de um nicho escondido atrás de nuvens de acrílico vermelho e transparente, acontece a contextualização aonde podemos acompanhar, através de uma linha do tempo, a situação na vida de Zuzu, em paralelo com a situação política do país e ao hit musical do momento. Que é pra tudo fazer sentido.
No primeiro andar está a exposição da ESTILISTA com modelitos originais envitrinados. Moda atemporal, eu diria. Ou vai ver, me encantei por ser vintage. Não sei, só sei que eu usaria de um tudo. Maxi dresses com estampas floridinhas, de bichinhos, tudo muito colorido, ou rendado, ou bordado a mão. Um capricho e com estilo. Não é a toa que ela vestia estrelas de Hollywood, tipo Joan Crawford. Ali também está a simulação de um ateliê, e o público pode interagir deixando uma mensagem no mural de uma das paredes de mentirinha.
No subsolo está a exposição da MÃE SOFREDORA que escreveu carta pra "Deus e o Mundo" denunciando a tortura e assassinato do filho e pedindo ajuda pra, de alguma forma, localizar seu corpo. É carta pra senador americano, pra presidente, pra jornalista, pra jornaleiro. Pra geral mesmo. Pra torcida do Flamengo. Uma situação desesperadora. Nessa ala encontramos algumas peças da coleção que ela lançou com essa temática, além de vestidos de luto que ela própria usava em protesto. Para o público está aberta a possibilidade de escrever cartas saudosas para quem nunca apareceu. Eu não escrevi, porque achei muito triste. Não é um dom que eu tenho, esse da melancolia.

E pros finalmentes, no sub-subsolo (que deve ter um nome técnico diferente deste) está um mural de parede a parede com uma das últimas estampas criadas por Zuzu não finalizada (supostamente ela foi assassinada em um acidente de carro forjado). A proposta aqui é, cada um dar seu toque: um desenhinho, uma pintura dentro da linha, um poeminha batatinha quando nasce... cada um contribui com o que pode.
Eu tô contribuindo com esse post, vale?
Pra uma biografia completinha da Zuzu, sugiro este texto aqui, ó: "Estilista mineira Zuzu Angel enfrentou os militares em busca do filho."
Mãe sofredora de militante político desaparecido.
Uma coisa não orna com a outra, não é mesmo? Não combina. Mas no caos falsamente organizado da ditadura militar, as duas personalidades coexistiram.
Quem assistiu ao filme com a Patrícia Pilar (nem curti) sabe que eu estou falando da Zuzu Angel (apesar da parte da estilista ter ficado bastante ofuscada). Pois bem, a ilustre senhora ganhou Ocupação no Itaú Cultural (ocupou 4 andares e o mês inteiro com eventos relacionados) que vai até 11 de maio aqui em São Paulo. Se cabe a minha opinião, vale a pena visitar.
Alerta de spoiller! Vou contar tudinho!
No térreo, dentro de um nicho escondido atrás de nuvens de acrílico vermelho e transparente, acontece a contextualização aonde podemos acompanhar, através de uma linha do tempo, a situação na vida de Zuzu, em paralelo com a situação política do país e ao hit musical do momento. Que é pra tudo fazer sentido.
No primeiro andar está a exposição da ESTILISTA com modelitos originais envitrinados. Moda atemporal, eu diria. Ou vai ver, me encantei por ser vintage. Não sei, só sei que eu usaria de um tudo. Maxi dresses com estampas floridinhas, de bichinhos, tudo muito colorido, ou rendado, ou bordado a mão. Um capricho e com estilo. Não é a toa que ela vestia estrelas de Hollywood, tipo Joan Crawford. Ali também está a simulação de um ateliê, e o público pode interagir deixando uma mensagem no mural de uma das paredes de mentirinha.
No subsolo está a exposição da MÃE SOFREDORA que escreveu carta pra "Deus e o Mundo" denunciando a tortura e assassinato do filho e pedindo ajuda pra, de alguma forma, localizar seu corpo. É carta pra senador americano, pra presidente, pra jornalista, pra jornaleiro. Pra geral mesmo. Pra torcida do Flamengo. Uma situação desesperadora. Nessa ala encontramos algumas peças da coleção que ela lançou com essa temática, além de vestidos de luto que ela própria usava em protesto. Para o público está aberta a possibilidade de escrever cartas saudosas para quem nunca apareceu. Eu não escrevi, porque achei muito triste. Não é um dom que eu tenho, esse da melancolia.
E pros finalmentes, no sub-subsolo (que deve ter um nome técnico diferente deste) está um mural de parede a parede com uma das últimas estampas criadas por Zuzu não finalizada (supostamente ela foi assassinada em um acidente de carro forjado). A proposta aqui é, cada um dar seu toque: um desenhinho, uma pintura dentro da linha, um poeminha batatinha quando nasce... cada um contribui com o que pode.
Eu tô contribuindo com esse post, vale?
Pra uma biografia completinha da Zuzu, sugiro este texto aqui, ó: "Estilista mineira Zuzu Angel enfrentou os militares em busca do filho."
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Ópera no Theatro Municipal
Quando você pensa em ópera, qual a primeira coisa que lhe vêm a cabeça? Julia Roberts em dia da transformação da Xuxa ao lado do Richard Gere? Luciano Pavarotti? Todas as anteriores? É exatamente nisso que eu penso. Em resumo a imagem de ópera da minha cabeça sempre foi: Um espetáculo de dramalhão clássico, cantado e representado por uma minoria rechonchuda e altamente talentosa, destinado à diversão da nobreza.
Well, eu não sou da nobreza, e eu fui à ópera. Aqui no Theatro Municipal de São Paulo. E vos digo, não custa nem um terço de um ingresso prum show da Beonça em tour pelo Brasil. E ninguém mais veste longo de Óscar pra ir à Ópera. Julia Roberts estaria completamente fora de contexto.
Mas a minha surpresa maior nem foi essa. A grande surpresa foi: A ópera - Falstaff do Giuseppe Verdi - é uma COMÉDIA! E existe? Pois, existe! A gente custa a perceber porque tudo é cantado em italiano em tom de dramalhão, sendo piada ou não, mas é comédia. Dá pra dar risada. E TU-DO-TU-DO é cantado. "Pega ali meu chinelo" é cantado. "Essa coxinha é de ontem" é cantado. "Trim trim" do telefone é cantado.
Apesar da estranheza inicial, eu curti muito. Principalmente o último ato. Nunca vi tanta gente em cena. A peça é uma adaptação operística de uma obra de Shakespeare, e portanto se passa na Inglaterra, em Windsor. Nessa montagem moderninha tem até punk!
Imagine, uma ópera cheia de punks... tem nada a ver com a imagem que eu tinha na minha cabeça. Nada a ver. Lá se foi a imagem Julia Roberts.
sábado, 12 de abril de 2014
A lagartixa da Bartira
Eu estou morando em Perdizes, um bairro cheio de subidas e descidas, o desânimo dos pedestres (eu não sou motorizada). Perdizes é como a vida, cheia de altos e baixos.
Pois, imagine que você está num ponto lá em baixo, olha pra ladeira em frente (ui!) e vê uma lagartixa gigante desenhada no meio do asfalto. Surpresaaaaaa! Porque Perdizes é como a vida, sempre aparece uma surpresinha no meio do caminho.
Fui atrás de saber "quem, como, quando?", e descobri que a lagartixa original foi feita em 2012 por um artista auto-denominado TEC. TEC é um hermano argentino que já mora há uns aninhos no Brasil, e gosta de deixar desenhos gigantes espalhados por lugares inusitados. Esse da Bartira já resiste há muito tempo, porque os moradores curtem, e em cada renovação ganha um traço diferente.
Assim TEC, se você tiver meio de bobeira, também tem asfalto aqui na Aimberê.
Pois, imagine que você está num ponto lá em baixo, olha pra ladeira em frente (ui!) e vê uma lagartixa gigante desenhada no meio do asfalto. Surpresaaaaaa! Porque Perdizes é como a vida, sempre aparece uma surpresinha no meio do caminho.
Fui atrás de saber "quem, como, quando?", e descobri que a lagartixa original foi feita em 2012 por um artista auto-denominado TEC. TEC é um hermano argentino que já mora há uns aninhos no Brasil, e gosta de deixar desenhos gigantes espalhados por lugares inusitados. Esse da Bartira já resiste há muito tempo, porque os moradores curtem, e em cada renovação ganha um traço diferente.
Assim TEC, se você tiver meio de bobeira, também tem asfalto aqui na Aimberê.
domingo, 6 de abril de 2014
David Bowie is
Vou confessar pra vocês que, quando ouvi falar desta exposição, intindi nada. Pra mim David Bowie era um cantor pop dos anos 80 que tinha feito um filme pra Sessão da Tarde (Labirinto)... e só. Qual seria o sentido de toda uma exposição-homenagem em vida? Como ficaria Elton Jhon nesse contexto?
Santa ignorância, Batman! Eu simplesmente desconhecia a existência de todo um background bombástico nos anos 70. Porque, veja bem, David Bowie foi o precursor do glam rock, o que quer dizer que ele inspirou Queen, e a produção do Rock Horror Show, (Ney Matogrosso, de certeza) só para citar alguns.
David Bowie assumiu um caráter completamente andrógino no início dos anos 70, uma mistura de roupas femininas e masculinas + maquiagem + brilho, que conseguia deixar o povo confuso. Até porque, na altura, ele era um ser casado e com filho. Inclusive, apesar de ter se "assumido" gay, hoje em dia ele está casadíssimo com a top model Inman. Parece que foi só golpe de marketing. Porque bom marketeiro ele é, e o maior exemplo disso foi a criação de seu personagem Ziggy Stardust.
Durante o período mais famoso de David Bowie (início da década de 70) ele foi Ziggy Stardust, um extra-terrestre andrógino caído na Terra. Parece tosqueira, mas não é, porque ele representava (compunha e cantava também, claro) loucamente bem. A ponto de ficar ofuscado pelo personagem. Há certa altura ninguém mais queria saber de David Bowie, só de Ziggy Stardust, e ele, cheio de dorgas na cabeça, deu uma enlouquecida com a situação, e cortou laços com o ET repentinamente.
Na exposição do MIS eu descobri isso tudo. Descobri também que depois de muita rehab, ele virou ícone super pop. Descobri que ele representava, pintava quadros e compunha as próprias músicas (se bem que muitas delas usando um programa chamado Verbasizer que cria letras juntando frases prontas ramdomizadas). Descobri que ele praticamente lançou Alexander Macqueen! Descobri que já tem marromenos umas cinco décadas que ele faz sucesso, e que eu curtia e conhecia uma série de músicas dele, sem saber que eram dele (que eu sou analfabeta musical), tipo "Under Pressure", "Changes", "The man who sold the world", "Rebel Rebel" e a minha preferida do momento "Space Oddity". Descobri que ele sempre estava a frente do seu tempo.
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| O zóio colorido são sequela de uma briguinha de infância. |
Pontos negativos da mostra (nem tudo são flores):
1. Ao entrar na exposição, todo mundo recebe um audio-guia. Até aí, normal. Só que nem tanto, porque ele tem um sistema diferenciado - é ativado automaticamente sempre que aproximado de uma faixa diferente. Intaum que você tá lá andando, quando de repente começa a tocar uma música tema daquela parte da exposição na sua cabeça. Genial, não é? Nem tanto... porque, né? Não funciona direito. Devem ser interferências, porque o som ficava sumindo o tempo todo assim sem mais nem menos, mesmo quando eu estava paradinha, tipo brincando de estátua.
2. As plaquinhas de legendas cronológicas eram mini! Tudo bem que eu sou cegueta, gente, mas oi? Ter que se aproximar de cada placa, quase grudando o zóio pra conseguir entender o que tá escrito, é fora de cogitação. Principalmente numa exposição que anda bem cheinha. Talvez seja por conta da luz, sei lá, sei que perdi muita informação por falta de conseguir enxergar.
O resto tá ótimo. Uma lindeza só!
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