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domingo, 27 de abril de 2014

RUA no Porto

E a noite do Porto? Pessoalmente recomendo um lugar bem legal. Chama-se Rua.
Você tá ai mentalizando a tchurminha reunida na calçada, curtindo um som de carro no úrtimo... um funk light, um lepo-lepo... assim no meio da rua. Mas é nada disso! O RUA é um bar de tapas (paf paf), que fica na Travessa da Cedofeita, uma ruela estreita de paralelepipedos bem tradicional do centro antigo do Porto.

 

Agora vou escrever uma coisa que vai dar a impressão de que tudo isso é um grande jabá: sou amiga dos donos do Rua. Eu fiz a comunicação visual do bar. Mas, te acalma, não é só por isso que eu recomendo.

1. Recomendo porque o ambiente é descontraído e diferente. O bar é fechado, mas quer dar a impressão de que você ainda está passeando pela rua, por isso, o chão é calçamento (tem até sarjetas de mentirinha pra ficar bem realista), nas paredes tem grafites e luminárias estilo aquelas públicas, o menu é baseado no layout de jornais da década de 40 (eu sei, eu que fiz)

2. Recomendo porque o cardápio é maravilha, muito do gourmet. Mas você não disse que era um bar de chineladas tapas? E é, tapas no sentido de petiscos, porque as porções são pequenas. A idéia é provar um pouco de tudo. E acredite, vai dar vontade, porque mesmo o petisquinho mais tradicional tem um quê de diferente. Muitos dos pratos também foram baseados em comidinha de rua. Né? Pra manter o tema.

3. Recomendo pela música, porque o Rua é bar de tapas, mas também é music bar. Tem showzinho quase todo dia, isso quando não tem jam session. Os shows são de estilo variado, mas tem muita músiquinha brasileira, tipo chorinho, bossa nova (de novo, não tô falando de lepo-lepo).

E pra não dizer que aqui não tem jabá, tem um selfie jabá, meu próprio. Que é pra você ver o material que desenvolvi para o bar no início do ano passado.





quarta-feira, 12 de março de 2014

Rota do Chá no Porto


Digamos que você está seguindo o roteiro dos meus dois últimos posts. Digamos que você acabou de passear no Museu, e sentiu uma súbita vontade irresistível de tomar chá (acontece sempre, não é mesmo?). Há como!

Praticamente na quadra de trás do Museu tem um lugarzinho todo alternativo, puxando assim para o indiano, chamado "Rota do Chá". O lugar é meio que escondidinho, fica atrás de uma loja. Ao adentrar a primeira sala, a pessoa tem que apertar o zóinho, porque o ambiente é todo luzes vermelhas, e fica difícil distinguir mesa de cadeira. Quando a vista se acostuma, e a decoração começa a se revelar, parece uma tosqueira só: recortes grudados nas paredes, bonequinhos indis amontoados, tipo slumdog millionaire... Mas é sem querer querendo. É uma bagunça organizada e proposital pra gente entrar no clima indi.

Não pare por aí, continue andando em direção ao jardim. O dia em que eu fui estava chovendo (decepção nível tudo), e eu nem consegui super apreciar, mas pensa num lugarzinho mágico... futtons e coloridos e estátuas orientais e plantas e flores...

Depois entrei no site e me dei conta que existem mais uns dois ambientes que eu não conheci. Oh, well, fica pra próxima. Tem chá de todo tipo, mas também tem comidinhas. Acho que vale a visita, quando vocês estiver por Portugal de saco cheio de bacalhau.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Museu Soares dos Reis


Pertim do Palácio de Cristal do Porto (post anterior) tem um Museu Nacional de Artes relativamente grande, o Soares dos Reis. Esse moço, Soares dos Reis, foi escultor famoso, niqui deduz-se: o museu é todo estátua. Mas nem é, nem tem tanta assim. As que tem são fantásticas, do tipo que parecem que vão fazer "boo" a qualquer momento. Só que além delas, o lugar é cheio de telas, gravuras, ilustrações... todas sobre o norte de Portugal.


Intaum que o nome do Museu é homenagem ao escultor, que nasceu no Porto (em Gaia), e morreu de forma triste: se-suicidou-se.

"Sou cristão, porém, nestas condições, a vida para mim é insuportável. Peço perdão a quem ofendi injustamente, mas não perdôo a quem me fez mal."
Célebres últimas palavras.

Rancoroooooso. Parece que os últimos peitos seios bustos que lhe foram encomendados não foram assim muito muito apreciados, e isso gerou certa frustração na pessoa. Enquanto designer eu entendo. Quando o cliente não curte o layout, a gente xinga muito mentalmente. Mas na era digital, suicídio seria minimamente um exagero.


Falemos também do prédio do Museu, conhecido como Palácio dos Carrancas. O apelido vêm dos primeiros habitantes, os Morais e Castro. Devia ser uma família bunita! O prédio também já funcionou como casa de hóspedes da realeza, e depois foi doado a Santa Casa da Misericórdia, pra virar hospital, mas foi comprada pelo Estado que transformou em Museu. Pelo menos não foi em estádio.

terça-feira, 4 de março de 2014

Palácio de Cristal do Porto


A pessoa tem que explicar que vai falar do Palácio de Cristal do PORTO, porque existem, ou existiram,  vários outros pelo mundo, todos mais ou menos da mesma época (1800 e bolinha), todos seguindo a mesma modinha das feiras e exposições mundiais.
O do Porto, assim como o de Londres, no qual foi baseado, já não existe mais. Foi substituído por um pavilhão modernoso. Sob protestos, devo acrescentar.

Sorte a nossa, que por conta dessas manifestações (não são só 0,20 centavos), os jardins do Palácio ainda existem. E eu considero umas das oitavas maravilhas do mundo. Está na minha lista particular. Que é muito mais legal que a oficial.

Funciona assim: o jardim de entrada é lindão, tem estátuas, árvores, flores da estação... a coleção toda. Mas divertido mesmo é descer as escadas pros miradouros e ir ladeando as laterais do parque, porque aí sim estão os tesouros escondidos: capelinhas, estatuázinhas, escadarias que de tão antigas já estão verde musgo (tô falando de musgo mesmo), e tudo isso com vista pro Douro. Sério, é mágico! Depois também tem o laguinho ao lado do novo pavilhão, e os inúmeros pavões que ficam passeando livremente exibidos, como se não houvesse amanhã.




terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Feliz Natal!!!

Zatamente, é com essa cara de pau que volto com o blog depois de dois meses de sumiço! Como se fossem dois dias. Falando do Natal em pleno Carnaval! Mas vá, o layout novo ficou bonitinho, né?

Este ano (2013/2014) passei as festas lá no friozim, em Portugal. Ói, foram anos expatriando, viajando por aí, e sempre fiz questão de voltar pra São Paulo no Natal. Esperar o Papai Noel na casa da vovó. Esse foi o primeiro longe da família. Quer dizer, longe da família nem tanto, que agora, casadinha, a família se estendeu.

E, como foi a experiência? Bem divertida. Bem parecida também. Tirando o mega contraste térmico, de resto é tudo igual: árvore montada, família reunida, ceia farta, troca de presentes a meia noite. Só não tem panetone. Porque tem bolo rei: uma roscona seca recheada de frutas cristalizadas. Falta nela, aquele tchãn, sabe? Mas nem por isso deixei de me acabar. Que Natal taí pra isso.

Próspero Ano Novo pra todos nóis!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Aldeias do Xisto

Essa semana fui visitar a aldeia da minha sogra... que é uma quirida. E eu não estou escrevendo isso só porque ela me disse que passa por aqui vez em quando. Juro!



Ceiroquinho é uma cidade com 20 e poucos habitantes. Zatamente! Você não pegou vesguice! São apenas dois dígitos de habitantes. Sabe quando você diz que São Paulo (Curitiba, Florianópolis, variações...) é um ovo? Intaum, Ceiroquinho é um próton de um átomo de uma célula que forma a lateral esquerda do blastocisto deste ovo. Marromenos isso.

Então que Ceiroquinho não tem escola, nem hospital, nem lojinhas, nem mercearias, nem sala de cinema IMAX. De verdade mesmo, nem rua dessas normais aonde os carros passam, Ceiroquinho tem. O que Ceiroquinho tem, são ruelinhas e escadarias para pedestres, casas de xisto, fontes naturais, uma boa vizinhança, muita tranquilidade, e uma vista de tirar o fôlego. 

Óbvio que uma vilinha dessas não consegue sobreviver sozinha. Existem várias outras aldeias, de maior ou menor tamanho (eu sei: unbelievable) ali ao redor, pelas encostas da serra. A maioria delas tem origem lá pelos idos de 1200, e características muito parecidas.  




Aparentemente, Piodão é a mais turística. Talvez seja a única. Praticamente toda ela é casa de xistos (pedra-material da montanha), o que acaba por criar uma atmosfera bem típica. Se não fossem os chatinhos dos vendedores ambulantes, querendo encher a gente de souvenir-tralha na base da insistência nível máximo, seria um lugar completamente bucólico. 



Fajão foi a aldeia que eu mais curti depois de Ceiroquinho em si. Acho que pode ser considerada cidade grande média,  já que tem restaurante (divino, por sinal), cafés, uma piscina comunitária pra alegria da galera... mas não tem escola também. 

Boiças: é de loucos! Esta aldeia tem 1 dígito de habitantes. Um dígito, caras! Não sei ao certo que dígito é esse, mas quem me deu a informação, é de confiança: o tio Tó (tio do maridão, e agora meu, por ligação). Tio Tó conhece a região todinha como a palma da mão, porque é sapador florestal (tipo o guardinha do Zé Colmeia, só que mais astuto). Dá pra ir apé de Ceiroquinho à Boiças. 

Well, foi uma viagem rapidissíssima de uma noite, e praticamente foi isso que eu consegui ver. Isso, mais o super lago formado pela Barragem do Alto da Ceira, a master concha desenhada na serra pra marcar o Caminho de Santiago, as super eólicas, a igreja romana de Arganil... Ó, valeu a experiência. Até colhi cereja do pé, veja bem! Uma fruta que eu achava que só existia em calda, no vidrinho. Guria de apartamento, sabe como é?

igreja romana de Arganil

Não dá pra enxergar o desenho de conchinha daqui, mas está ali.
Adicionando comentário da minha sogrinha ao post:
Fantástica a forma como descreves estes lugares tão bucólicos e tão queridos para mim. Foi nestas serras que aprendi a ser gente a guardar o rebanho de cabrinhas que era tarefa dos filhos pequenos enquanto a Mãe cuidava das terras e o pai colhia a resina dos pinheiros, isto à 45 anos atrás.Nesse tempo a aldeia era cheia de gente crescida e muitas crianças pois até existia uma escolinha a funcionar.Agora apenas restam as tais poucas pessoas mais concretamente 11 sendo que 6 delas são senhoras idosas e solteironas. Muito mais havia para dizer, mas já dá para terem uma pequena ideia.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

"Sua Incelença Ricardo III"

Marido (me acostumando com o termo) chegou anunciando: Vamos assistir a uma peça de teatro na praça Dom João I! Ai, pregui, xente... tava frio, era tarde, a peça era no meio da rua, brasileira, e fazia parte de um festival de teatro. Juro que não é pré-conceito. É conceito. Adquiri depois de várias decepções nos Festivais de Teatro de Curitiba, sabe? Peça de grátis, valendo a pena, posso contar nos dedos. Com exceção das escritas/dirigidas/atuadas pelo Frávio, craro.


Mas fui, né? Que a gente não diz muito "não" dois dias depois do casamento. E, ó, inda bem! Que eu mordi a língua, e a peça arrasou. Mesmo eu não curtindo o estilo circense, ou a adaptação do texto pra linguagem paraibana (de novo, não é preconceito, é que, sei lá, não combina dizer que está indo lutar com o exército francês depois de um "óxente!"). 
O que eu amei: cenário, figurino, mudanças de cenários e figurinos ali no meio da rua, pra todo mundo ver, e ainda sim, de forma a combinar. E o principal: as cenas musicais. Porque o ator principal, Marcos França, é diretor musical, músico de formação, toca uma sanfona e um piano na perfeição, e canta. Todo mundo na peça canta, sozinho, em conjunto ou uníssono. Duas das interpretações que muito ganharam aplauso foram  Bohemian Rapsody (do Queen) e The Logical Song (do Supertramp). Ah, e pra quem é noveleiro, só como referência, uma das atrizes (das piorzinhas) era a Socorro, das Empreguetis. 



DADOS GERAIS
Festival: FITEI, que esse ano tava sem verba e acabou sendo patrocinado pelo Brasil-sil-sil, como parte do "Ano do Brasil em Portugal".
Peça: Sua Incelença Ricardo III

terça-feira, 11 de junho de 2013

Casei!

Tô até parecendo mais adulta, séria...

Só que não nessa foto.

Esse foi o casório no civil, que aconteceu no Porto, Portugal. Era pra ter uma comemoração de almoço simprinha, mas o sogrinho intercedeu. Ele não curte churrasco na lage. Então organizou um festão de quase doze horas, num sítio lindo dos sonhos, com mais de 150 convidados. Eu conhecia praí só uns 10%, mas isso não me impediu de me divertir  horrores. Conheci o resto da família, da qual já estou adorando fazer parte, muitos amigos, muita gente querida. Foi tanto mimo surpresa, que o casamento tradicional português, levou brigadeiro e pão de queijo só pra agradar a noiva. E o melhor? Mamãe veio do Brasil, só pra partilhar do momento aleluia!

Sogrão, sogrinha, marido e mamãe.

amigas essenciais, mamãe (que veio do Brasil só pra me ver) e sogrinha
buquet presente da tia Tona.


Há mais por vir...

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Sea Life London Aquarium

O pacotão do Corn Flakes tá em promoção no Sainsbury's.

Bão, né?

Mas tem coisa melhor! Tipo o voucher descontão que veio impresso na embalagem. Ele dá direito a dois pelo preço de um na entrada de várias atrações pagas aqui em London. Só vi depois que cheguei em casa, e foi uma super-surpresa. Tipo o kinder ovo, ao contrário e melhorado. Sempre curti o Tonny da Kellogg's!


Escolhemos o Sea Life, porque peixe é fixe. Isso é piadinha-trocadilho que só português entende. Português percebe de peixe, né? Eles tem o Oceanário em Lisboa, do qual eu nunca falei aqui no blog, porque na época em que visitei, eu sabia o que era síntese. E o Sea Life é legal, mas o Oceanário é 3x melhor.

O Oceanário é grande, espaçoso e variado. O Sea Life é apertadinho, meio claustrofóbico, e apesar do interessante acervo, o que mais se vê, são tubarões arraias, atuns e tartaguronas. Isso por conta do aquário gigante instalado no meio da exposição, pelo qual a gente passa várias vezes, em diferentes ângulos, no decorrer do passeio. A primeira vez é na entrada, e os peixes estão exatamente embaixo de nós. Tubarões enormes nadando sob os nossos pés.
 
Pra mim foi a melhor parte!

Olha o tubarão turbo passando.

As arraias também são impressionantes. Parece que estão voando na água.
Mas volto a afirmar, o Oceanário é mais bem resolvido.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Hostels que muito recomendo!


Nota: Eu sei que vou convencer ninguém com esse manifesto pró-hostel. Se você não for adepto, faz só o favor de não torcer muito o nariz, tá?

Em Lisboa, Portugal: Old Town Hostel.
O Old Town foi minha primeira experiência nesse mundo de dividir quarto com gente desconhecida do mundo todo, umas com chulé, outras não, umas roncando, outras também. Podia ter sido traumatizante. Eu podia ter me incomodado, ter pego micose, ter sido abduzida.
Mas não fui. E foi ó-te-mo!!! Ficar hospedada no Old Town fez a maior diferença na minha vida. Porque se essa primeira experiência tivesse sido um bagaço, eu certamente não continuaria dando uma de "mochileira de mala de rodinha". Hostel é um ambiente multi-cultural aonde se conhece gente do mundo todo. A grande maioria vale muito a pena, e dá saudades depois.
Com carinha de casarão antigo, o Old Town tem dois andares, três salas, duas cozinhas, um número infinito de quartos (e de camas), e uma decoração toda descontraída. O dono (João) e os funcionários são jovens, e interagem com os visitantes como se fosse todo mundo da mesma grande família. O hostel fica no Chiado, bairro antigo, próximo de vários pontos turísticos. Fotos abaixo!





Se eu não te convencer, quem sabe o João te convence.

Em Granada, Espanha: Makuto Guesthouse.
Depois de passar por cinco cidades da Espanha, elegi Granada como minha preferida. E a culpa foi sim do Makuto Guesthouse. Já na chegada, senti uma super paz. Redes, velinhas aromáticas, natureza... parece até coluna da Bons Fluídos. O ambiente é zen. É pra relaxar e curtir!
Uma constante dos meus dois hostels preferidos é o super staff. Isso, a limpeza e a localização (neste caso, o bairro Albaicin). Se os funcionários são ótimos, dificilmente o resto vai ser estragado. O Makuto ainda tem um plus de organizar um walk tour no Albaicin todas as tardes, com pôr do sol no mirante. Além de ter jantarzinho especial para os guests quase todas as noites. Fotos abaixo!





Fiquei em uma porção de outros hostels pelo mundo. Alguns, como o de Madrid, o de Paris, o de Valência, e o de Montevideo foram uma grande roubada. Outros, como o de Barcelona, o do Porto, e o de Sevilla tinham potencial. Limpinhos, confortáveis e muito bem decorados, mas a vibe estava meio caída. Pode ter sido só azar da minha parte. E um que provavelmente entraria na catigoria “altamente recomendados”, se eu tivesse um tempinho a mais pra explorar, seria o de Punta del Este.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sintra. Óbidos. Peniche. Porto.

Faz mais ou menos um século que eu voltei de Portugal, daqui há pouco estou saindo de férias de novo (bóra ver Dubai), e ainda assim vou descrever o restante da viagem nazoropa, por conta da minha futura terceira idade. Vai que eu o Alzhaimer me ataca!
Guenta que isso aqui é meu póprio diário!
Além de Lisboa e do Old Town Hostel, lugar em que me hospedei todo o tempo e aonde viveria tranquilamente se fosse mais desapegada, assim half a hippie, visitei:


Sintra
Em duas palavras: emo cionante. Castelos e palácios… isso e escova progressiva, é só o que eu preciso pra ser feliz. Foi entrando no Palácio da Pena, cafofo da família real, que percebi, como que por mágica, que estava começando a realizar meu sonho de conhecer o mundo. E daí, foi instantâneo, comecei a chorar… do na-da! Solta pobre nesse mundo pra ver qual tipo de mico que ele paga. Vergonhinha alheia. Taí um bom motivo pra viajar sozinha… constrangi ninguém. E ainda brinquei de Barbie Princesa do Arco Irís enquanto por lá.
Além do Palácio e do Castelo dos Mouros (medieval demais pro meu taste), visitei também o Museu do Brinquedo. Liberte a criança que há dentro de você! Ansiosérrima pra ver a secção das bonecas, mal lá entrei, já senti arrepios… super creep. Realizei que: boneca velha é coisa de filme de terror. Tipo a boneca da Xuxa que era possuída pelo demonho!


Óbidos
Eu já falei que curto um Castelo? Pois Óbidos é toda uma cidade dentro do Castelo. Lá é tudo fofo, realiza… vc anda ouvindo flautistas. E tem Taberna Medieval. Quer coisa mais Hollywood? Quando lá, prove a ginja, um licor de qualquer coisa que vem no copinho de chocolate. Embriague-se e consuma glicose na sequência. Super prático! Se todos adotassem a medida, seria a falência das emergências das madrugadas. Ficadica!

Peniche
Em duas palavras: praia desurfista. Gostei marromeno… todo mundo sabe que tenho ó-di-o de areia. Histórinha interessante: ficou de noite, o hostel estava lotado, não tinha mais ônibus pra ir embora da cidade. O que fazer? Dormir no banco da praça coberta de jornais de ontem… ai, que decadência! Pegar uma balada e simplesmente não dormir… sempre uma opção. Na indecisão, caminhando sem rumo, cruzei com uma tia segurando uma placa: Aluga-se quartos para casais. Pronto! Era só me digi-transformar num casal.
 
Porto
O portenho é um português acuritibanado. A cidade é mais fria, menos animada, mas muito mais bonita que Lisboa… que me perdoem os lisboetas. Em cada esquina uma fachada linda de dar brilhinho nozóio. Participei de um pub crawl (e não me lembro de como voltei pro Hostel), visitei cave de vinho do porto e passei embaixo de todas aquelas pontes do Rio D`ouro. Assim como em Lisboa fiz passeio em ônibus com laje (e choveu). Mas o gostoso mesmo foi passear a pé… me perdi em uns becos que davam em outros becos, que davam em outros becos e que acabavam em becos, todos com paisagens lindas. Eu tava na zoropa, até pedra me encantava.

Hein? Curtiu minhas férias?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Lisboa Turística

Como vida de mochileiro não é feita SÓ de noite, bóra virar 24 horas pra pegar o Yellow Buss (ônibus de turismo), aquele que tem banquinhos na lage pra melhor apreciação da paisagem. Faz parte do pacote passar horas nas filas, pegando marquinha sexy de óculos de sol, pra visitar mosteiros, igrejas, museus, castelos. De todos gostei mais foi do Castelo de São Jorge. Primeiro porque eu sou uma princesa. Depois porque ficava marromenos perto do Hostel, e dava pra ir a pé ver o pôr do sol sempre que a coragem permitia. Quando lá, visite o Chapitô, escola-de-circo/restaurante/bar, ambiente atlético/eclético (ao pé do Castelo), que, pasmem, tem porção de pimentinha no cardápio. Eu provei: é ruim, mas é bom!

Mas o top-must de Lisboa no verão, são, sem dúvida, os saldos. U-huuuu! Promoções pipocando, ululando saltitantes. Chega a dar vesguice! Me acabei! Se coubesse na mala eu trazia a Zara toda (ou pelo menos toda a seção infantil que é a que me cabe). Mas comprei, hein? Nó... como eu comprei!
Quando exausta de gastar, era comer. Aff, que vida! Sentava-me eu numa daquelas mesinhas ao ar livre (no Shiado) e pedia, na caruda, o Menu de Turista: entrada, prato principal, bebida (sangria) e cafezinho, tudo num pacotão de 7 euros. Todo dia era feriado de Páscoa: bacalhau, bacalhau, bacalhau. O número 1 da lista dos tops: Bacalhau (jura?)com Natas. Clássico, eterno, gratinado, único!
No caminho, pra não desperdiçar experiência, era sentar do ladinho de Camões pra tomar um fino (é chopp em "português", seu sem cultura!) assistindo for free (sacanagem!), showzinho de algum artista itinerante. O mais interessante/exótico/bizarro, foi o de um flautista medieval, coberto até o âmago de piercings e tatuagens, acompanhado de um vaimaraner (back vocal) trajando coleira fetiche-sado. Realizou? Meeeeda!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Lisboa Etílica

Tenho cara de Galileu pra ficar fazendo textinho de redenção? (“Looooógico que a Terra é quadrada”). Nem preciso, até onde sei português é beeeem menos piromaníaco que padre. Então acreditem quando vos digo: Portugal é tudibão no verão!
A começar por Lisboa. (suspiro). Ai, Lisboa. Bons momentos! Rodadas de shots constantes todas as noites no Bairro Alto aonde as pessoas não ficam paradinhas sentadas num bar, conversandinho, feito gente normal. Elas vão é descaradas pro meio da rua, fumar haxi e procurar o shot mais barato no estabelecimento ao lado. Realize ruas estreitíssimas lotadas até a boca de mochileiros, com uma porta atrás da outra aberta em forma de bar. Foi lá que eu aprendi a virar (sem fazer cara feia) tequila, whisky com amarula, licor de menta com vodka (continue variando aí na sua cabeça), e meu preferido sem remorso, o pastel de nata, que longe de ser aquele folhado-recheado-bomba-de-calorias que todo mundo conhece porque passou horas na fila da confeitaria de Belém, é um shot bem do docinho feito de licor de cacau e de chocolate, com chantily e canela no topo, tudo junto e misturado. Drink virado em sobremesa! Destaque para o bar Sem Nom (este é o nome!) que tem uma super variedade de shots por 1 Euro e um bar man/dono que paga a última rodada e bebe junto. Ê laia...

A pessoa quando frequenta o 3As gasta um post inteirinho discursando sobre o assunto. Don't worry, as férias foram curtas mas foram vastas, e tem muito mais Portugal by Thais pra entrar aqui. To be continued…

Crédito da Foto 2: Mônica Cheng, no Sem Nom.