Nas últimas 4 semanas estive freelando numa agência, que fica ali naquela região que ninguém sabe dizer se é Pinheiros ou Vila Madalena. Sempre que dava, eu tirava uma fotinho de alguma arte de rua pelo caminho.
São Paulo é museu a céu aberto. Me apaixonando dia sim, outro também, pela minha pópria cidade.
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domingo, 17 de novembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Florilégio II - Nas ondas do rádio
Esse é pra quiança paulista dos anos 80, que cresceu assistindo a TV Cultura. Não é preconceito estatal, gentem! É que Cultura, acho eu, só tinha em Sâo Paulo. Corrija-me se eu estiver enganada.
Kadiquê esse público tão seleto? Nem é, néam? Tanto que, no dia em que lá estive, vendo a peça, toda a platéia era caravana da terceira idade. Porque esse sim é o público! Mas quiança paulista que cresceu nos anos 80 assistindo TV Cultura se encanta, porque o elenco são personagens da infância:
- Mira Haar: mais conhecida como "a mãe do Lucas Silva e Silva" do "Mundo da Lua", onde tudo pode acontecer...
- Patrícia Gasppar: também conhecida como Caipora do "bum-bum-bum Castelo Rá Tim Bum".
- Carlos Moreno: aka Garoto Propaganda da Bombril. Esse geral conhece. É ícone nacional!
Eu sei que ator desgosta de ser conhecido por um só papel. Mas, veja bem, nesse caso foi inevitável, e não desmerece o talento. Pelo contrário, prova que é inesquecível.
E a peça? É um espetáculo, figurativa e literalmente. Trata-se de um programa musical da era do rádio, só que ao vivo. E, se é musical, os artistas fazem o que? Cantam, caras! Muito e muito bem! Eles cantam, representam, fazem graça... tudo junto e misturado! Carlos Moreno é tenor, sabia? As músicas são antigas, porque esse é o contexto, mas "todos conhece". Todos faz coro!
E se toda essa minha tietagem não te convenceu, digo mais, a peça é grátis! Todo sábado e domingo as 16h no Museu da Casa Brasileira até 08 de dezembro. Coração com a mão!
Kadiquê esse público tão seleto? Nem é, néam? Tanto que, no dia em que lá estive, vendo a peça, toda a platéia era caravana da terceira idade. Porque esse sim é o público! Mas quiança paulista que cresceu nos anos 80 assistindo TV Cultura se encanta, porque o elenco são personagens da infância:
- Mira Haar: mais conhecida como "a mãe do Lucas Silva e Silva" do "Mundo da Lua", onde tudo pode acontecer...
- Patrícia Gasppar: também conhecida como Caipora do "bum-bum-bum Castelo Rá Tim Bum".
- Carlos Moreno: aka Garoto Propaganda da Bombril. Esse geral conhece. É ícone nacional!
Eu sei que ator desgosta de ser conhecido por um só papel. Mas, veja bem, nesse caso foi inevitável, e não desmerece o talento. Pelo contrário, prova que é inesquecível.
E a peça? É um espetáculo, figurativa e literalmente. Trata-se de um programa musical da era do rádio, só que ao vivo. E, se é musical, os artistas fazem o que? Cantam, caras! Muito e muito bem! Eles cantam, representam, fazem graça... tudo junto e misturado! Carlos Moreno é tenor, sabia? As músicas são antigas, porque esse é o contexto, mas "todos conhece". Todos faz coro!
E se toda essa minha tietagem não te convenceu, digo mais, a peça é grátis! Todo sábado e domingo as 16h no Museu da Casa Brasileira até 08 de dezembro. Coração com a mão!
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Hábitos expatriados
Quando a gente mora fora, pega umas manias estranhas sem perceber. Daí volta pro país natal e se pega falando/fazendo coisas que ninguém entende. O povo olha pra gente com cara de "oi? hein?".
Segue lista:
1. Responder "Ya" no lugar de "Sim". No lugar de "sim" ou genéricos (ok, concordo, jóinha, certeza...). Esse hábito peguei em Angola. Não me pergunte o porquê de angolano usar essa expressão. Vai ver é herança comunista russa. Que Cuba e Rússia financiaram o "partido" que ganhou a Guerra Civil, néam? Num sei, mas desconfio que haja um bando de gente, achando que voltei de Londres sem saber falar "yéis".
2. Responder "Ainda" (e só) no lugar de "ainda não". Cri cri cri...
A gente que é brasileiro fica esperando pelo que vem em seguida: "ainda não", "ainda que...", "ainda mais..." "ainda assim...". Quando cheguei em Angola, isso me causou muita confusão. Eu perguntava "cicrano, tá pronto o layout do criente x?", e ele respondia "ainda". Ainda o quê, criatura? Me dava aquela agonia da tortura do Roger Rabbit: tan-tan-na-na-nan.... Num dá? Num dá um ruim? Até que alguém me esclareceu: se a resposta só puder ser sim ou não, "ainda", serve como não, afinal, não existe "ainda sim". Deu pra entender? Não? Ainda?
3. Olhar pros dois lados antes de atravessar a rua. Não é simplesmente normal! No meu caso, é falta de orientação. Porque, veja bem, em Londres, com essa história de mão inglesa, eu nunca sabia direito pra que lado olhar. Sempre rolava uma desnorteada. E, na dúvida, eu examinava o lado que parecia certo, o contrário, e vice versa. Daí, em estando em São Paulo, numa cidade aonde eu sei exatamente qual é a direção certa, ainda fico confusa. Parece que meu cérebro não confia mais no meu julgamento lógico. Logicamente.
4. Ficar surpresa quando entra alguém falando brasileiro no metrô. É que lá em Londres, a maioria das pessoas que entravam no tube nosso de cada dia, falavam inglês, né? Tinha muita gente falando línguas impronunciáveis, mas no meio, sempre tinha um brasileiro. Dava aquele felicidadezinha do "familiar", sabe? Daí, quando eu ando no metrô aqui, sinto a mesma felicidadezinha quando ouço alguém falando o meu idioma... até perceber que tá todo mundo falando o meu idioma. É força do hábito. Ou efeito retardado. Você escolhe.
5. Sempre esquecer o guarda-chuva. Morei 4 anos em Angola, lembra? Foram 4 anos de muito sol, muito calor, e muito pouca chuva. Adoooouro! Minha pele fica melhor. Meu cabelo me obedece. A chapinha agradece! Uma versão do paraíso! Já, aqui em São Paulo, a terra da garoa, só chove. Só chove! Dia sim, outro também! E eu me esqueci que era assim. Me esqueci dessa particularidade. Daí, cortei franjinha. O erro!!! Franjinha não orna com umidade. Tô uó!
A princípio, é só disso que me lembro. Mas a lista é grande, hein? Tende a aumentar.
Segue lista:
1. Responder "Ya" no lugar de "Sim". No lugar de "sim" ou genéricos (ok, concordo, jóinha, certeza...). Esse hábito peguei em Angola. Não me pergunte o porquê de angolano usar essa expressão. Vai ver é herança comunista russa. Que Cuba e Rússia financiaram o "partido" que ganhou a Guerra Civil, néam? Num sei, mas desconfio que haja um bando de gente, achando que voltei de Londres sem saber falar "yéis".
2. Responder "Ainda" (e só) no lugar de "ainda não". Cri cri cri...
A gente que é brasileiro fica esperando pelo que vem em seguida: "ainda não", "ainda que...", "ainda mais..." "ainda assim...". Quando cheguei em Angola, isso me causou muita confusão. Eu perguntava "cicrano, tá pronto o layout do criente x?", e ele respondia "ainda". Ainda o quê, criatura? Me dava aquela agonia da tortura do Roger Rabbit: tan-tan-na-na-nan.... Num dá? Num dá um ruim? Até que alguém me esclareceu: se a resposta só puder ser sim ou não, "ainda", serve como não, afinal, não existe "ainda sim". Deu pra entender? Não? Ainda?
3. Olhar pros dois lados antes de atravessar a rua. Não é simplesmente normal! No meu caso, é falta de orientação. Porque, veja bem, em Londres, com essa história de mão inglesa, eu nunca sabia direito pra que lado olhar. Sempre rolava uma desnorteada. E, na dúvida, eu examinava o lado que parecia certo, o contrário, e vice versa. Daí, em estando em São Paulo, numa cidade aonde eu sei exatamente qual é a direção certa, ainda fico confusa. Parece que meu cérebro não confia mais no meu julgamento lógico. Logicamente.
4. Ficar surpresa quando entra alguém falando brasileiro no metrô. É que lá em Londres, a maioria das pessoas que entravam no tube nosso de cada dia, falavam inglês, né? Tinha muita gente falando línguas impronunciáveis, mas no meio, sempre tinha um brasileiro. Dava aquele felicidadezinha do "familiar", sabe? Daí, quando eu ando no metrô aqui, sinto a mesma felicidadezinha quando ouço alguém falando o meu idioma... até perceber que tá todo mundo falando o meu idioma. É força do hábito. Ou efeito retardado. Você escolhe.
5. Sempre esquecer o guarda-chuva. Morei 4 anos em Angola, lembra? Foram 4 anos de muito sol, muito calor, e muito pouca chuva. Adoooouro! Minha pele fica melhor. Meu cabelo me obedece. A chapinha agradece! Uma versão do paraíso! Já, aqui em São Paulo, a terra da garoa, só chove. Só chove! Dia sim, outro também! E eu me esqueci que era assim. Me esqueci dessa particularidade. Daí, cortei franjinha. O erro!!! Franjinha não orna com umidade. Tô uó!
A princípio, é só disso que me lembro. Mas a lista é grande, hein? Tende a aumentar.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Você fala baleês?
Mas não foi só isso, do post anterior, que eu fiz na minha lua de mel...
... eu também vi baleia!
E não foi me olhando no espelho, tá? Você, leitor maldoso, taí fazendo um bullying mental, que eu sei.
Foi visitando Imbituba, uma cidadezinha litorânea no meio de Santa Catarina, que bomba de surfista categoria Kelly Slater no verão, e enche de baleia franca no inverno.
Há muito tempo atrás, quando ainda não existia direitos humanos dos animais, era ok pescar as baleias pra comercializar carne, óleo, ossos... Hoje já não pode. É proibido por lei. Então, elas esfregam na cara de quem quiser ver, uma felicidade saltitante há poucos metros da praia.
Taí um vídeo:
Ah, mentira, não fiz vídeo, nem foto... mas pode googlar, que elas existem.
domingo, 6 de outubro de 2013
Santo Antônio de Lisboa
Tá bom, tá bom! Eu conto como foi minha lua de mel. Já que você insiste.
Foi lá em Floripa, que você já sabe (sabe?) eu adouro! Já residi! Residiria de novo!
A maioria dessas fotos léeendas foram feitas em Santo Antonio de Lisboa, que, em Portugal, é nome de uma festa... em homenagem a Santo Antonio... que acontece em Lisboa. E em Florianópolis, é nome de um bairro.
Minha teoria é que os açorianos (portugueses importados da Península dos Açores), que se instalaram na região no século XVIII, eram fãs da festa e resolveram lembrar dela foréva. Ou, os mesmos, celebravam a festa versão-Brasil por alí, e o nome acabou pegando.
Num sei, só sei que foi assim..
Pra mim, STdL é mara porquê: tem criação de ostras, e essas ostras são servidas pra mó da gente comer nos vários restaurantes instalados na beira-do-mar; tem arquitetura antiga fofinha; tem feirinha de artesanato aos domingos...
Foi lá em Floripa, que você já sabe (sabe?) eu adouro! Já residi! Residiria de novo!
A maioria dessas fotos léeendas foram feitas em Santo Antonio de Lisboa, que, em Portugal, é nome de uma festa... em homenagem a Santo Antonio... que acontece em Lisboa. E em Florianópolis, é nome de um bairro.
Minha teoria é que os açorianos (portugueses importados da Península dos Açores), que se instalaram na região no século XVIII, eram fãs da festa e resolveram lembrar dela foréva. Ou, os mesmos, celebravam a festa versão-Brasil por alí, e o nome acabou pegando.
Num sei, só sei que foi assim..
Pra mim, STdL é mara porquê: tem criação de ostras, e essas ostras são servidas pra mó da gente comer nos vários restaurantes instalados na beira-do-mar; tem arquitetura antiga fofinha; tem feirinha de artesanato aos domingos...
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Bazar Ógente
Agora que eu já contei tuuuuuudo o que tinha pra contar sobre o casamento, vocês devem estar querendo saber da lua de mel, né? Mas eu não conto! Que esse é um blog de família. Ao invés de falar da lua de mel, vou contar o que fiz neste sábado.
Neste sábado, eu fui no Bazar Ógente. Sabe esse monte de blogueira prendada que costura, pinta, borda, e depois abre loja virtual pra vender as coisinhas pra nóis? Intaum, a gente encontra elas fisicamente no Bazar Ógente. Até rima! Do site deles:
Divertidíssimo! Fiquei com vontade de comprar um milhão de coisas que não preciso. Além disso, a feira acontece num templo budista. Diz lá se não é pra ficar zen? A próxima edição acontece só em dezembro, mas no site deles tem catálogo prévio.
A loja que mais curti foi essa aqui, ó: brilha brilha estrelinha.
Oministeriodasaudeadvertesepersistiremossintomasomédicodeveráserconsultado.
Neste sábado, eu fui no Bazar Ógente. Sabe esse monte de blogueira prendada que costura, pinta, borda, e depois abre loja virtual pra vender as coisinhas pra nóis? Intaum, a gente encontra elas fisicamente no Bazar Ógente. Até rima! Do site deles:
"O Bazar Ógente une micronegócios que são feitos-a-mão e com carinho, mas têm empenho de empresa."
Divertidíssimo! Fiquei com vontade de comprar um milhão de coisas que não preciso. Além disso, a feira acontece num templo budista. Diz lá se não é pra ficar zen? A próxima edição acontece só em dezembro, mas no site deles tem catálogo prévio.
A loja que mais curti foi essa aqui, ó: brilha brilha estrelinha.
Oministeriodasaudeadvertesepersistiremossintomasomédicodeveráserconsultado.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
"Sua Incelença Ricardo III"
Marido (me acostumando com o termo) chegou anunciando: Vamos assistir a uma peça de teatro na praça Dom João I! Ai, pregui, xente... tava frio, era tarde, a peça era no meio da rua, brasileira, e fazia parte de um festival de teatro. Juro que não é pré-conceito. É conceito. Adquiri depois de várias decepções nos Festivais de Teatro de Curitiba, sabe? Peça de grátis, valendo a pena, posso contar nos dedos. Com exceção das escritas/dirigidas/atuadas pelo Frávio, craro.
Mas fui, né? Que a gente não diz muito "não" dois dias depois do casamento. E, ó, inda bem! Que eu mordi a língua, e a peça arrasou. Mesmo eu não curtindo o estilo circense, ou a adaptação do texto pra linguagem paraibana (de novo, não é preconceito, é que, sei lá, não combina dizer que está indo lutar com o exército francês depois de um "óxente!").
O que eu amei: cenário, figurino, mudanças de cenários e figurinos ali no meio da rua, pra todo mundo ver, e ainda sim, de forma a combinar. E o principal: as cenas musicais. Porque o ator principal, Marcos França, é diretor musical, músico de formação, toca uma sanfona e um piano na perfeição, e canta. Todo mundo na peça canta, sozinho, em conjunto ou uníssono. Duas das interpretações que muito ganharam aplauso foram Bohemian Rapsody (do Queen) e The Logical Song (do Supertramp). Ah, e pra quem é noveleiro, só como referência, uma das atrizes (das piorzinhas) era a Socorro, das Empreguetis.
DADOS GERAIS
Companhia: Clowns de Shakespeare.
Festival: FITEI, que esse ano tava sem verba e acabou sendo patrocinado pelo Brasil-sil-sil, como parte do "Ano do Brasil em Portugal".
Peça: Sua Incelença Ricardo III
quarta-feira, 20 de março de 2013
Ammyuniki
Quando a gente toma a decisão de mudar completamente de vida, nem sempre o cérebro acompanha. O sea, a cabeça fica numa total rave (tutz-tutz) de indecisões, balanços, prós e contras, "what ifs", ansiedades, inseguranças. Dá tilt, e o coração acompanha.
Durante os meses em que fiquei de passagem no Brasil, eu estava completamente destemperada. Nem lá nem cá. Cambaleando de ladinho. Precisada de uma rehab de mim mesma. E a solução surgiu como mágica, kapuf! O LT!
Ki-isso? LT é nickname de Liderança e Transformação, um treinamento super intensivo de auto-conhecimento ministrado pela Ammy. Now, você provavelmente vai pensar que é mais um daqueles lances de neurolinguística. E sim, em alguns momentos acho que essas técnicas são usadas. Mas o LT é muito mais do que isso. Ele vai mais fundo, pega mais pesado e te deixa mais radiante da vida. A minha descrição lembra dorgas, mas também não é isso. A verdade é que eu não posso falar muito a respeito porque o efeito surpresa é essencial. Mas a questão é que eu muito recomendo. Principalmente pra famílias, sejam elas problemáticas (e qual não é?) ou não (ah tá).
Depois do LT a vida fica mais transparente. E no mínimo você passa a entender melhor daonde vêm parte das suas reações em relação ao mundo. O que já é meio caminho andado pra alterar aquilo que não funciona, né não? Em resumo, se vc estiver fora da casinha, fica mais fácil entrar nela de novo. E se você já estiver dentro, ela ganha upgrade.
Depois que eu fiz, meu pai fez também, e minina, loucura! Loucura como a minha relação com ele melhorou (e ele já tinha feito alguns cursinhos de neurolinguística). Não é mágica, tá? Mas ó, vez em quando até parece! Intaum, se vc se interessou, e eu espero que sim, porque tô com vontade de espalhar a felicidade pós-LT, clicaki.
Durante os meses em que fiquei de passagem no Brasil, eu estava completamente destemperada. Nem lá nem cá. Cambaleando de ladinho. Precisada de uma rehab de mim mesma. E a solução surgiu como mágica, kapuf! O LT!
Ki-isso? LT é nickname de Liderança e Transformação, um treinamento super intensivo de auto-conhecimento ministrado pela Ammy. Now, você provavelmente vai pensar que é mais um daqueles lances de neurolinguística. E sim, em alguns momentos acho que essas técnicas são usadas. Mas o LT é muito mais do que isso. Ele vai mais fundo, pega mais pesado e te deixa mais radiante da vida. A minha descrição lembra dorgas, mas também não é isso. A verdade é que eu não posso falar muito a respeito porque o efeito surpresa é essencial. Mas a questão é que eu muito recomendo. Principalmente pra famílias, sejam elas problemáticas (e qual não é?) ou não (ah tá).
Depois do LT a vida fica mais transparente. E no mínimo você passa a entender melhor daonde vêm parte das suas reações em relação ao mundo. O que já é meio caminho andado pra alterar aquilo que não funciona, né não? Em resumo, se vc estiver fora da casinha, fica mais fácil entrar nela de novo. E se você já estiver dentro, ela ganha upgrade.
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| Meus padrinhos amados! |
Depois que eu fiz, meu pai fez também, e minina, loucura! Loucura como a minha relação com ele melhorou (e ele já tinha feito alguns cursinhos de neurolinguística). Não é mágica, tá? Mas ó, vez em quando até parece! Intaum, se vc se interessou, e eu espero que sim, porque tô com vontade de espalhar a felicidade pós-LT, clicaki.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Reveillon no Rio
Nunca tive um relacionamento saudável com fogos de artifício. Um primo teve um pequeno acidente quando quiança (o esperto jogou a bombinha pra cima... dãr), e fui eu quem traumatizei pra vida toda. Até hoje me escondo debaixo da mesa. Eu e os cachorros.
Quando ouvi falar que seriam 16 minutos de fogos na Praia de Copacabana, quase me fiz de avestruz.
Mas, como você pode constatar pelo bozo da fotinho acima, mudei de ideia, e AMEI!!! Foi daquelas experiências emocionantes, em que o sistema nervoso surta, e não sabe se chora ou ri, daí mistura tudo. Não tem como soltar uma palavra, sem fazer careta descontrolada de lábio tremendo. É lindo!
Incrível como luzinhas no céu podem criar tanta comoção. Mas né? Não são simples luzinhas no céu. São 24 toneladas de fogos coloridos e sincronizados com música orquestrada, espalhados por 11 balsas no oceano longinquo (do jeitinho que eu gosto). São cerca de 2 milhões de pessoas de todas as idades partilhando a mesma vibe (de forma civilizada). É muita energia, gente!
Quem diz que o Rio de Janeiro não está preparado pra Copa ou wathéva, está muito é despeitado. A cidade tem experiência em organizar a bagunça pra satisfazer os turistas. O único putz da noite foi encontrar transporte pra casa. Porque os que existem superfaturam. Mas daí é só ser esperto e comprar passe especial de metrô com antecedência.
Claro que a noite não teria sido tão perfeita, se não fosse cercada de amigos. Se não fosse o jantar super gostoso proporcionado por Carol e família. Foi o que deu "aquele toque"! Coração com a mão.
Quando ouvi falar que seriam 16 minutos de fogos na Praia de Copacabana, quase me fiz de avestruz.
Mas, como você pode constatar pelo bozo da fotinho acima, mudei de ideia, e AMEI!!! Foi daquelas experiências emocionantes, em que o sistema nervoso surta, e não sabe se chora ou ri, daí mistura tudo. Não tem como soltar uma palavra, sem fazer careta descontrolada de lábio tremendo. É lindo!
Incrível como luzinhas no céu podem criar tanta comoção. Mas né? Não são simples luzinhas no céu. São 24 toneladas de fogos coloridos e sincronizados com música orquestrada, espalhados por 11 balsas no oceano longinquo (do jeitinho que eu gosto). São cerca de 2 milhões de pessoas de todas as idades partilhando a mesma vibe (de forma civilizada). É muita energia, gente!
Quem diz que o Rio de Janeiro não está preparado pra Copa ou wathéva, está muito é despeitado. A cidade tem experiência em organizar a bagunça pra satisfazer os turistas. O único putz da noite foi encontrar transporte pra casa. Porque os que existem superfaturam. Mas daí é só ser esperto e comprar passe especial de metrô com antecedência.
Claro que a noite não teria sido tão perfeita, se não fosse cercada de amigos. Se não fosse o jantar super gostoso proporcionado por Carol e família. Foi o que deu "aquele toque"! Coração com a mão.
quinta-feira, 14 de março de 2013
O Rio de Janeiro é lindo!
Eu sou tão hipócrita!
Vivo fazendo post sobre o mundo dos outros, enquanto que no meu póprio país, mal conheço o Estado vizinho. Foi por isso que para o Reveillon, resolvi conhecer a cidade maravilhosa: Rio de Janeiro.
(Zatamente tô falando do Reveillon de 2012. Sentaí no DeLorean e não reclama!)
Vou começar dizendo que: What a surprise! O Rio de Janeiro é realmente lindo! Eu escrevo isso com espanto, porque na minha cabeça, ela era um bicho papão (alimentado com ração diária pelo Jornal Nacional). Não vi favelas, zé-pequenos, nem balas perdidas
Não vou ficar falando de praia, tá? Porque, como você sabe, eu sou psicologicamente alérgica à areia. Mas, por outro lado, pedalei 7,5 kms em volta da Lagoa Rodrigo de Freitas... de quadriciclo (que eu ainda não aprendi a andar sem rodinha). Aff, quebrei meu record! E recomendo. A paisagem é tão deslumbrante, que nem cansa!
Também não visitei o Pão de Áçucar ou o Corcovado. Muita fila, muito alto (da vertige)... mas nem por isso deixei de conferir uma vista linda. De um ponto mais baixinho e mais a minha cara: o Parque das Ruínas em Santa Tereza. Santa Tereza já foi bairro nobre nos anos 40, niki é cheio de mansões fofas, muitas ainda em estilo colonial. Tem gente que compara ao Montmartre (exageraaaaados), não só por causa das ladeiras e escadarias estreitas de paralelepípedos (repita rápido 3x), mas também porque tem muito artista morando por lá. O Parque das Ruínas, quando ainda era um casarão inteirinho, bombava de festénhas que os donos promoviam. Hoje é teatro, café, mirante, e ainda tem ligação com o Museu Chácara do Céu (quando cheguei já estava fechado). Dou cinco estrelinhas!
Não interessa que eu estava no Rio de Janeiro todo sol-praia-festas, eu queria era ver Museu. Que eu sou viciadinha! E o escolhido foi o Museu da República. Nada mais nada menos que o antigo Palácio do Catete, sede do Poder Executivo entre 1897 e 1960, antes da invenção de Brasília. O prédio é lindo! Em uma palavra: neoclássico! Foi ali que Getúlio Vargas se suicidou. "Saio da vida, para entrar na história". Bem diva! O quarto está preservadinho pra gente visitar.
A noite tem mais museu, só que disfarçado de balada. Tô falando do bar/restaurante Rio Scenarium na Lapa. Um sobradão de três andares, abarrotado de objetos e mobiliário antigão. Porcelana chinesa, bonecas de biscuit, máquinas registradoras, cadeiras de barbeiro.... Pra você ter uma ideia, tem até uma farmácia homeopática da década de 30 montadinha. É surreal de bom!
Pressinto que vc está tentado a parar de ler, intaum vou deixar pra contar sobre a sensacional noite de reveillon no próximo post, tá bão? Inté!
segunda-feira, 11 de março de 2013
Paulista no Pateo
Não é segredo que São Paulo cresceu muvucada. O povo foi chegando, se ajeitando, e ficando por isso mesmo. Na bagunça, ninguém nem se atentou pra questão "Patrimônio Histórico Cultural". Intaum, São Paulo ficou quase desprovido.
Eu disse quase...
Acho eu que a Catedral da Sé é bem histórica. A neogótica que existe hoje foi terminada só em 1967. Mas desde 1616 já existia igreja no mesmo lugar. Este walk tour começa na Catedral, que é pra ser abençoado. Afinal, estamos bem no meio da Praça da Sé. Lugarzinho mal frequentado. Um mendigo sujinho por metro quadrado. Há que esconder o dinheiro na meia. Dá dó, porque a praça é grande, majestosa, apalmeirada.
Bóra então pro Pateo do Colegio (vc acha que eu escrevi errado, mas eu escrevi feito os antepassados), marco inicial do nascimento da cidade (que é mais bem frequentadinho). Lá os jesuítas montaram seus cafofos pra mó de catequizar os índios em 25 de janeiro de 1554. O lugar foi também sede do governo paulistano de 1765 a 1912. É difícil imaginar que São Paulo já tenha sido clássica e pequeninha daquele jeito.
No meio do Pátio tem um Obelisco em homenagem aos fundadores da cidade. A maior parte dos prédios em volta está bem conservada. O edifício principal é o Museu Padre Anchieta, aonde funcionava o antigo Colégio dos Jesuítas. Óbvio que ele é baseado em coisinhas de igreja, mas também tem algumas maquetes e mapas de São Paulo no tempo do epa (quando vovó ainda não tinha celulite). Um pedaço específico é só sobre a vida do Padre Zé com trequinhos particulares dele pra ilustrar, tipo uma túnica podrinha e um osso da perna. É, tô falando de um osso de perna humana! Prático, normal...
Minha atração preferida foi o solar da marquesa de Santos, amante oficial do D. Pedro I. Ela não era nobre de nascimento, se digitransformou só depois de virar filial (tipo a Camila Parker-Bowles, que agora é Duquesa da Cornualha). O solar foi prêmio de consolação por levar um pé na bunda do Imperador. O que é uma peninha. Apesar da relação imoral, eles pareciam ser bem apaixonados. Taqui um trechinho de uma das 143 cartas, que ele mandou pra ela:
Não sou amiga íntima, mas acho que foi merecido. No primeiro casamento, ela tinha só quinze anos e o marido era um ogro. Tão ogro, tão ogro, que a esfaqueou enquanto grávida do terceiro filho.
É hora do lanche, que hora tão feliz! O Café do Pátio é bem agradável, o cardápio é apetitoso, mas é relativamente caro. Quer comer bem, baratinho e conhecer um lugar diferente? O Bairro da Liberdade é logali. Tomado pelos japoneses refugiados da Segunda Guerra, o bairro era essencialmente nipo no meio de São Paulo. Agora tá uma mistureba de orientais. Tem chinês, coreano, mais chinês (não que eu consiga perceber a diferença). Niqui vc escolhe entre sushi, yakissoba, shop suey,cachorro...
E o bairro é basicamente comercial, então dá pra fazer comprinhas também.
Eu disse quase...
Acho eu que a Catedral da Sé é bem histórica. A neogótica que existe hoje foi terminada só em 1967. Mas desde 1616 já existia igreja no mesmo lugar. Este walk tour começa na Catedral, que é pra ser abençoado. Afinal, estamos bem no meio da Praça da Sé. Lugarzinho mal frequentado. Um mendigo sujinho por metro quadrado. Há que esconder o dinheiro na meia. Dá dó, porque a praça é grande, majestosa, apalmeirada.
Bóra então pro Pateo do Colegio (vc acha que eu escrevi errado, mas eu escrevi feito os antepassados), marco inicial do nascimento da cidade (que é mais bem frequentadinho). Lá os jesuítas montaram seus cafofos pra mó de catequizar os índios em 25 de janeiro de 1554. O lugar foi também sede do governo paulistano de 1765 a 1912. É difícil imaginar que São Paulo já tenha sido clássica e pequeninha daquele jeito.
No meio do Pátio tem um Obelisco em homenagem aos fundadores da cidade. A maior parte dos prédios em volta está bem conservada. O edifício principal é o Museu Padre Anchieta, aonde funcionava o antigo Colégio dos Jesuítas. Óbvio que ele é baseado em coisinhas de igreja, mas também tem algumas maquetes e mapas de São Paulo no tempo do epa (quando vovó ainda não tinha celulite). Um pedaço específico é só sobre a vida do Padre Zé com trequinhos particulares dele pra ilustrar, tipo uma túnica podrinha e um osso da perna. É, tô falando de um osso de perna humana! Prático, normal...
Minha atração preferida foi o solar da marquesa de Santos, amante oficial do D. Pedro I. Ela não era nobre de nascimento, se digitransformou só depois de virar filial (tipo a Camila Parker-Bowles, que agora é Duquesa da Cornualha). O solar foi prêmio de consolação por levar um pé na bunda do Imperador. O que é uma peninha. Apesar da relação imoral, eles pareciam ser bem apaixonados. Taqui um trechinho de uma das 143 cartas, que ele mandou pra ela:
"Nada mais digo senão que sou teu, e do mesmo modo quer esteja no céu, no inferno ou não sei onde. Tu existes e existirás sempre em minha lembrança, e não passa um momento que meu coração me não doa de saudades tuas...”Enfim, a marquesa não tinha boa reputação quando se mudou do Rio pra São Paulo, porque né? Fama de pirigueti. Mas ela tinha dinheiro. Intaum começou a promover um monte de festénhas pra high society lá no solar. Boa de marketing pessoal, acabou se tornando importante e influente, formadora de opinião. Acabou que se casou com um brigadeiro (que encheu ela de beijinhos. Ha!).
Não sou amiga íntima, mas acho que foi merecido. No primeiro casamento, ela tinha só quinze anos e o marido era um ogro. Tão ogro, tão ogro, que a esfaqueou enquanto grávida do terceiro filho.
É hora do lanche, que hora tão feliz! O Café do Pátio é bem agradável, o cardápio é apetitoso, mas é relativamente caro. Quer comer bem, baratinho e conhecer um lugar diferente? O Bairro da Liberdade é logali. Tomado pelos japoneses refugiados da Segunda Guerra, o bairro era essencialmente nipo no meio de São Paulo. Agora tá uma mistureba de orientais. Tem chinês, coreano, mais chinês (não que eu consiga perceber a diferença). Niqui vc escolhe entre sushi, yakissoba, shop suey,
E o bairro é basicamente comercial, então dá pra fazer comprinhas também.
sábado, 9 de março de 2013
Paulista na Luz
O metrô de São Paulo tá mara!
Detectei um ar de "Du-vi-do-ô" no ar?
Acredite em mim. Tá prático, tá rápido, tá bonito e policiado dentro do possível. Em hora do rush deve ficar craudeado, afinal é um exagero (11 milhões) de habitantes, né? Mas as linhas estão sendo ampliadas, e as antigas passaram ou estão passando por remodelação.
É o caso da Estação da Luz, uma senhora de 146 anos que inicialmente era só estação ferroviária, e desdos anos 90 também funciona como metrô. Toda clássica, mas conservadinha, tem até piano público na entrada. Pena que ninguém senta pra tocar...direito.
Taí um bom lugar pra começar um walk tour, já que no piso superior da estação funciona o Museu da Língua Portuguesa. O nome é auto-explicativo, néam? Ele conta como a língua BRASILEIRA se formou. Uma verdadeira salada. A grande atração é a apresentação multimídia, que começa com a Fernanda Montenegro fazendo um resumão do que é o Brasil em termos de língua. Depois o público é transportado pra uma sala escura (e meio claustrofóbica) aonde vozes conhecidas (lê-se globais) recitam (em gravação, craro) poemas de vários escritores famosos. Ao mesmo tempo, esses mesmo poemas são representados nas paredes, feito teatrinho de sombra. Eu saí de lá com "as árvores somos nozes" na cabeça. Não que isso tenha sido recitado. Minha mente é que faz dessas conexões.
Saindo do Museu, em frente a Estação da Luz, tem a Pinacoteca do Estado. Não tem como perder, é um prédio grande, lindo e clássico, que funciona como museu desde 1905. In fact, foi o primeiro museu de artes de São Paulo. Se alguém leu o post anterior, viu que eu não sou muito fã do MASP, néam? Intaum, da Pinacoteca, eu sou, tá?
E o que mais tem pra ver na região? Tem o Memorial da Resistência, no Largo General Osório, que é nada mais nada menos que um antigo prédio do DEOPS. Já ouviu falar? Daquele lugarzinho do mal aonde ficavam os presos políticos durante a ditadura? Intaum, São Paulo resolveu que tava na hora de parar de esconder essa fase da história do país. O museu é pequeninho, mas nem por isso deixa de ser impressionante. Uma das salas é representação de uma cela da época. Em outra, antigos revolucionários deixaram declarações nas paredes, do tipo "aqui esteve ______" (preencha com o nome da pessoa desaparecida). Em outra, a gente pode ouvir depoimentos de quem esteve preso ali. Histórias reais de pessoas reais. Te digo já que eu nunca seria revolucionária. Tenho móito medo de sentir dor. Acho que é por isso que essas coisas me chocam tanto. Tortura, sabe? Ninguém devia passar por isso.
E almoçar? Tem como? Ói, eu curti a lanchonete da Pinacoteca, mas se vc quiser passar por uma experiência mais paulistana, o Mercadão Municipal tá logo ali. São cerca de 8 quadras, e um super sanduba de mortadela a sua espera. O restaurante que eu fui, tinha até estátua do Adoniram Barbosa.
Se rolar inspiração pra comprinhas, a 25 de março é do ladinho também.
Detectei um ar de "Du-vi-do-ô" no ar?
Acredite em mim. Tá prático, tá rápido, tá bonito e policiado dentro do possível. Em hora do rush deve ficar craudeado, afinal é um exagero (11 milhões) de habitantes, né? Mas as linhas estão sendo ampliadas, e as antigas passaram ou estão passando por remodelação.
É o caso da Estação da Luz, uma senhora de 146 anos que inicialmente era só estação ferroviária, e desdos anos 90 também funciona como metrô. Toda clássica, mas conservadinha, tem até piano público na entrada. Pena que ninguém senta pra tocar...direito.
Taí um bom lugar pra começar um walk tour, já que no piso superior da estação funciona o Museu da Língua Portuguesa. O nome é auto-explicativo, néam? Ele conta como a língua BRASILEIRA se formou. Uma verdadeira salada. A grande atração é a apresentação multimídia, que começa com a Fernanda Montenegro fazendo um resumão do que é o Brasil em termos de língua. Depois o público é transportado pra uma sala escura (e meio claustrofóbica) aonde vozes conhecidas (lê-se globais) recitam (em gravação, craro) poemas de vários escritores famosos. Ao mesmo tempo, esses mesmo poemas são representados nas paredes, feito teatrinho de sombra. Eu saí de lá com "as árvores somos nozes" na cabeça. Não que isso tenha sido recitado. Minha mente é que faz dessas conexões.
Saindo do Museu, em frente a Estação da Luz, tem a Pinacoteca do Estado. Não tem como perder, é um prédio grande, lindo e clássico, que funciona como museu desde 1905. In fact, foi o primeiro museu de artes de São Paulo. Se alguém leu o post anterior, viu que eu não sou muito fã do MASP, néam? Intaum, da Pinacoteca, eu sou, tá?
E o que mais tem pra ver na região? Tem o Memorial da Resistência, no Largo General Osório, que é nada mais nada menos que um antigo prédio do DEOPS. Já ouviu falar? Daquele lugarzinho do mal aonde ficavam os presos políticos durante a ditadura? Intaum, São Paulo resolveu que tava na hora de parar de esconder essa fase da história do país. O museu é pequeninho, mas nem por isso deixa de ser impressionante. Uma das salas é representação de uma cela da época. Em outra, antigos revolucionários deixaram declarações nas paredes, do tipo "aqui esteve ______" (preencha com o nome da pessoa desaparecida). Em outra, a gente pode ouvir depoimentos de quem esteve preso ali. Histórias reais de pessoas reais. Te digo já que eu nunca seria revolucionária. Tenho móito medo de sentir dor. Acho que é por isso que essas coisas me chocam tanto. Tortura, sabe? Ninguém devia passar por isso.
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| Dependendo da maneira como o carcereiro abria a porta, a gente percebia o que era, se era pra chamar alguém para a tortura, se era alguém chegando, se era comida que estava vindo... |
E almoçar? Tem como? Ói, eu curti a lanchonete da Pinacoteca, mas se vc quiser passar por uma experiência mais paulistana, o Mercadão Municipal tá logo ali. São cerca de 8 quadras, e um super sanduba de mortadela a sua espera. O restaurante que eu fui, tinha até estátua do Adoniram Barbosa.
Se rolar inspiração pra comprinhas, a 25 de março é do ladinho também.
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| Roteiro completo googlemapeado |
Paulista na Paulista
Quando de férias, eu faço turismo. Não importa se é na minha cidade ou na dos outros, que eu não tenho preconceitos. E São Paulo, cidade supimpa na qual eu acordei pra vida literalmente, é bastante explorável. Dá muito pra filtrar uns walk tours. Que é exatamente o que eu vou fazer, começando pela Avenida Paulista.
A Paulista é a avenida mais business-zenta de São Paulo. Nela estão as sedes dos maiores bancos, escritórios de muitas super empresas, alguns consulados... também tem teatros, museus, galerias ... Ou seja, une o útil ao agradável. Contenta geral. Como se não bastasse, ainda é bonita de olhar. É elegante ela e quem anda nela. Já era assim quando eu era pequena, e tá melhorando com o tempo. Tipo eu!
O meu walk tour começa pela FNAC no número 901. Juro que não é consumismo da minha parte. Inclusive, pra ver o que eu quero mostrar, mal é preciso entrar na loja. A atração é mesmo a entrada, TODA GRAFITADA. O grafite está virando símbolo das ruas de São Paulo. É uma arte que eu pessoalmente respeito, admiro, acho mara. E aparentemente muitos paulistas pensam do mesmo jeito, porque a cidade tá virando uma super tela.
Agora vamos caminhar até o MASP que já é ponto turístico desde 1968. No caminho, bem em frente a FNAC tem a Reserva Cultural com filminhos cult. Andando um pouco mais tem o Teatro Gazeta. E um pouquinho mais à frente tem o Centro Cultural Fiesp, que além de teatro, tem galeria. Quando fui, a mostra era de fotografias de Londres nos anos 60. Pertinente, hum?
O MASP está no número 1578. Talvez eu não devesse escrever isso assim em voz alta, mas a verdade é que... eu não gosto do MASP, a super obra brutalista. Acho chato. Acho quadrado, alto e vermelho. Nada assim tão empolgante. E a coleção de obras? Parece que eu já vi antes em alguns outros lugares, bastante dejavu. Meio mequetrefe. Agora abusei, né? Intaum tá, vamos mudar de assunto.
Na frente do MASP tem o Parque Trianon, pra contrastar o cinza com um pouquinho de verde. É gostoso dar uma passeadinha nele, respirar um ar marromenos puro, antes de ir pra mega-mega-megastore da Livraria Cultura. Livraria é loja, mas é loja que vale a pena, néam?
Ah, já ia me esquecendo. No caminho tem o Palacete Franco de Melo, aonde infelizmente a gente não pode entrar, porque o tombamento ainda está em discussão judicial. Esta casa existe desde 1905, e era mansão da família do mesmo nome. Tem 38 quartos lá dentro! Fazendo figuinha pra que vire museu.
Se depois de andar tudo isso, bater uma fominha, é bastante compreensível. Muito sugiro a Padaria Bella Paulista logo ali na Haddock Lobo. Só de pensar no pão de queijo recheado na chapa, com aquela crostinha dos-Deuses crocante por cima... faço u-huu!
A Paulista é a avenida mais business-zenta de São Paulo. Nela estão as sedes dos maiores bancos, escritórios de muitas super empresas, alguns consulados... também tem teatros, museus, galerias ... Ou seja, une o útil ao agradável. Contenta geral. Como se não bastasse, ainda é bonita de olhar. É elegante ela e quem anda nela. Já era assim quando eu era pequena, e tá melhorando com o tempo. Tipo eu!
O meu walk tour começa pela FNAC no número 901. Juro que não é consumismo da minha parte. Inclusive, pra ver o que eu quero mostrar, mal é preciso entrar na loja. A atração é mesmo a entrada, TODA GRAFITADA. O grafite está virando símbolo das ruas de São Paulo. É uma arte que eu pessoalmente respeito, admiro, acho mara. E aparentemente muitos paulistas pensam do mesmo jeito, porque a cidade tá virando uma super tela.
Agora vamos caminhar até o MASP que já é ponto turístico desde 1968. No caminho, bem em frente a FNAC tem a Reserva Cultural com filminhos cult. Andando um pouco mais tem o Teatro Gazeta. E um pouquinho mais à frente tem o Centro Cultural Fiesp, que além de teatro, tem galeria. Quando fui, a mostra era de fotografias de Londres nos anos 60. Pertinente, hum?
O MASP está no número 1578. Talvez eu não devesse escrever isso assim em voz alta, mas a verdade é que... eu não gosto do MASP, a super obra brutalista. Acho chato. Acho quadrado, alto e vermelho. Nada assim tão empolgante. E a coleção de obras? Parece que eu já vi antes em alguns outros lugares, bastante dejavu. Meio mequetrefe. Agora abusei, né? Intaum tá, vamos mudar de assunto.
Na frente do MASP tem o Parque Trianon, pra contrastar o cinza com um pouquinho de verde. É gostoso dar uma passeadinha nele, respirar um ar marromenos puro, antes de ir pra mega-mega-megastore da Livraria Cultura. Livraria é loja, mas é loja que vale a pena, néam?
Ah, já ia me esquecendo. No caminho tem o Palacete Franco de Melo, aonde infelizmente a gente não pode entrar, porque o tombamento ainda está em discussão judicial. Esta casa existe desde 1905, e era mansão da família do mesmo nome. Tem 38 quartos lá dentro! Fazendo figuinha pra que vire museu.
Se depois de andar tudo isso, bater uma fominha, é bastante compreensível. Muito sugiro a Padaria Bella Paulista logo ali na Haddock Lobo. Só de pensar no pão de queijo recheado na chapa, com aquela crostinha dos-Deuses crocante por cima... faço u-huu!
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| Grafites no túnel do final da paulista. |
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