sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Relationship evidence

Estou em pleno processo de retirada de family visa pra mó de voltar pra Inglaterra, pra perto do maridinho. Entre os documentos requeridos, estão os relationship evidences, o sea, provas de que nosso relacionamento é de verdadinha, e não de mentirinha. Fotos, troca de e-mails, passagens aéreas, páginas do feice... tudo isso serve. Mas kd? Quase não há. Que sempre fomos muito discretos, na base do exagero. Afinal, situação complicada a nossa, né? Pessoas de continentes diferentes, se conhecendo num mais diferente ainda, aonde estariam por um tempo provisório, determinado por vínculos empregatícios. Tudo muito incerto... Tudo muito frágil. Quem faz declaração de amor pública numa situação dessas? (Todos faz!)

Intaum, quando começamos a juntar as tais das evidências, eu me dei conta de que do nada, feito susto, publiquei aqui um post chamado "Casei!". E vocês aí do outro lado, devem ter pensando: "ué, mas ela tinha namorado?". Porque, assim como o povo do consulado inglês, vocês também não tem muitas relationship evidences.

Marido vai protestar, mas o blog é meu, né? E eu resolvi que vou "contar" em ordem cronológica de posts, nossa historinha de amor, do meu ponto de vista, lógico. Mas não espere detalhes sórdidos... que eu continuo tímida.

Nos conhecemos na Chillout, que é pra ser do contra com puritano que enche a boca pra dizer "ninguém conhece marido/esposa na balada". Conheci, tá? Chupa essa manga! Foi pouco antes desta viagem aqui, ó. Minha primeira viagem solo. O post foi publicado com muito atraso, o que é de praxe neste blog, né? Mas a viagem aconteceu no começo de agosto, o que quer dizer que nos conhecemos no final de julho de 2009. E desde então nos encontramos, pelo menos, uma vez por semana, a não ser nas férias. Ainda assim, não existia status de namoro... evoluímos devagarinho. Mas, na época deste post aqui, ó, eu já estava pega... já fazia coraçãozinho em volta do nome dele com bic 4 cores. Só um acréscimo ao drama da época.

Em 2011, ele começava a ser citado no blog. Taquí no finalzinho deste post, ó. Neste aqui também. E neste do DIY de Páscoa. Antes da viagem pra Paris, fiz escala no Porto, pra encontrá-lo e - pânico - conhecer a sogra. Sobrevivi, pra contar a história. Mas não contei. Ele, por sua vez, foi conhecer minha família no final deste mesmo ano, no Uruguay. Passamos o Reveillon juntos, e fizemos viagenzinha relâmpago pra Argentina. Mas acho que só fui clara sobre o "estar namorando", estilo categoria relationship evidence, neste post aqui sobre o DIY de Valentyne's Day. E neste outro sobre o Chá de Jasmim (o mais visitado da história do meu brog).

Em 2012 entramos em crise, em fase de decisões, estávamos numas de "ou vai ou racha". Rachamos! Eu nem sou muito de desabafos, mas o stress era grande, e rolou um neste post. Não foi fácil, nem feliz, ao contrário do que possa parecer neste post aqui. Mas também não durou muito, e há essa altura, já estávamos juntos de volta, só que ele em Londres, e eu em Angola. That's why I left.

Coisa de menininha, né? Isso de desistir de tudo por amor. Eu também pensei isso. Eu não só pensei nisso, como entrei em crise por conta disso. Afinal, desistir de tudo não era grandes novidades. Eu já tinha feito antes, algumas vezes, só que pela carreira. Por amor, é coisa de novela, de filme pra adolescente, de "Crepúsculo". Não foi fácil trabalhar a ideia na minha cabeça. Mas aconteceu, aqui ó.

O reencontro com namorado foi fofo! Oinnnnn! Comemoramos passando reveillon no Rio, e, por que não? Turistando em São Paulo. Chegando em Londres foi que perdi a vergonha na cara. Fiz post sobre o Valentyne's Day again, passei a citar namorado com mais frequência, à toa. Até postei descarada, fotos do momento noivado em Windsor. De lá pra cá, só alegria, viajamos juntos pra Berlim, Oxford, Ceiroquinho. Mudamos de casa. Decoramos (na medida do possível). Casamos. E ainda vamos casar (no religioso) no Brasil. Aqui no blog, ele passou de namorado à marido. E agora, é só viver o "felizes para sempre".


Esse foi o meu máximo éva de exposição no blog. Criando evidências...

Agora tô aqui com a letra gritando na cabeça: "E nessa loucura, de dizer que não te quero, vou negando as aparências, disfarçando as evidências..."


7 comentários:

  1. Fala sério!.... Tá tentando é facilitar a vida do inspetor que vai buscar as "relationship evidences".
    Achei muito gentil de sua parte!!
    :-)
    Eu que acompanhei quase tudo isso assino em baixo... foi "memo" isso!

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    1. Ficou mesmo com cara de cartinha pro consulado, né?

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  2. Caraca, Thais!!! Eu tentando ficar deslogada e querendo fazer leitura dinâmica pra chegar ao fim do post, e a pessoa casamentística tascando um rio Amazonas de links (evidências!). Mas tu-do-bem... adorei reler algumas postagens e ver ali comentários meus.
    Se precisar de mais "relationship evidences", há comentário teu lá no meu espaço sobre o então-namorado-agora-marido à respeito de ter de trabalhar fora do país de origem, ok!
    Bjks.

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    1. É verdade, menina, já tinha até esquecido! Mas a Carol (do comentário de cima) e mais dois amigos fizeram cartinhas contando pedacinhos do namoro. Foi lindo de ler, e acho que vão servir como evidências.

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  3. Parei de ler no "não espere detalhes sórdidos". humpf

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  4. Thais, tu mereces isso e muito mais. Felicidades, sua linda!

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  5. Ehehhe! Gostei de ler, só tu mesmo Thaís :)

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