quarta-feira, 11 de abril de 2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Prédio da Cuca

Existia, e ainda existe pela metade, um prédio no Centro de Luanda que era conhecido como Prédio da Cuca. A Cuca não morava lá. Até onde sei, ela ainda vive no sítio do pica-pau amarelo. O prédio da Cuca tinha este apelido por conta de um letreiro eterno colocado lá no topo, que dizia: CUCA. Essa Cuca é a cerveja, e eu já falei dela aqui.

Não sei a idade deste letreiro, nem do prédio, mas ambos eram emblemáticos. Se destacavam no meio de Luanda. E de certeza foram cenário pra muito anúncio, editorial e foto de expatriado-turista. Além de ponto de referência, claro. Agora tá todo mundo perdido.


Mas o mundo gira, a roda gira, o gira-gira, e no ano passado, o letreiro foi-se junto com o prédio. Parece-me que foi por conta das fundações do mega shopping que está sendo construído bem ali na frente. Era uma verdadeira cratera da fundura do centro da Terra, que abalou as estruturas deste prédio e dos vizinhos. Daí eles tiveram que ser esvaziados e demolidos.


Mas tem problema não, que a gente guarda na lembrança. Hein? Vitrola.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Herança colonial

Falta de patrimônio histórico cultural. Taí um problema que todo país “mais novo” e “menos rico” têm. No Brasil é assim, em Angola também. Não quer dizer que não temos história ou cultura. Temos, e muitas (histórias e culturas). O que não temos são os castelos/museus para contá-las.
Essa foi a parte chata do post. Agora vamos à parte legal:

Luanda pode não ter muitos castelos e museus, mas têm, espalhadas pelo centro, verdadeiras relíquias: as PLAQUINHAS DE RUA. Dá uma olhada na foto, e repara na arte: toda trabalhada no azulejo. É herança colonial! As novas placas com os novos nomes também são assim: azulejadas!


A plaquinha da sua rua é assim?

terça-feira, 27 de março de 2012

A minha fessora sabia rimar

“O vermelho é pra parar, o amarelo é pra esperar, e o verde quer dizer ‘você já pode atravessar’ ”. A tia do primário me ensinou esse versinho e eu lembro até hoje. Não me lembro do que comi ontem. Não me lembro de como cheguei a casa no sábado. Mas do versinho eu lembro.

É por isso que eu fico com dó do guardinha do semáforo da Samba. Porque a fessora dele não sabia rimar. Daí virou nisso, tá vermelho, ele manda passar, tá verde, ele manda parar.


É diferente dos motoqueiros. Esses, independente da cor, passam batido no semáforo. Mas é que motoqueiro angolano tem um status que varia de caminhão à pedestre. Ou seja, ele pode tudo! Andar na calçada, na contramão, de pista pra faixa, de faixa pra pista, por cima do povo.

Os guardinhas não reparam. Vai ver que além de daltônicos, são estrábicos.

Link da foto. O texto também é ótimo e sobre esse mesmo tema.


domingo, 25 de março de 2012

Hotéis que muito recomendo

Se arrepiou com meu último post? Achou coisa de gente que não se depila?

Então tá, acho que desse você vai gostar. Porque esse fala de hotel, mas não é qualquer hotel, é hotel boutique. Os dois melhores hotéis que fiquei na minha vida, tinham boutique no nome. E, a parte mais legal: apesar de ótimos, nenhum deles deu (muita) dor no bolso.

Um hotel boutique não é um hotel que tem uma boutique dentro (pena, né?). É um hotel que preza pela exclusividade, interatividade e pelo charme. Isso foi a wikipédia que me disse, tá? Deixa eu te explicar o que eu entendi dum hotel boutique: é super bem decorado, é altamente confortável, e é pequeninho. Também tem que ter um tema.

Cristal Duvet Guesthouse: Por exemplo, no Cristal Duvet (Johanesburg), o tema era cristal, né? Daí vc pensa, “ui, que coisa brega”. Mas gente, deixa eu dizer que não é. Ou, melhor, dá uma olhadinha nas fotos, e constata por si mesmo. Daí vc pensa: “Mas foto de hotel engana, né? É tipo a playboy!”. Eu respondo: Confia, esse não é o caso.




Quer ver outra coisa legal do Cristal Duvet? Você pode consumir tudo que tiver no frigobar, que é reabastecido todo dia, sem pagar nada. Quer mais? Todo dia tem um chocolatinho novo, e uma garrafinha de vinho no quarto. Tudo presente do hotel. Só aí já me ganhou! Ah, e tem piscina.

My Suites Montevideo: O tema desse é vinho. Niqui ele tem uma noite de degustação de vinho grátis. Já tá bom, né? Precisa falar mais nada. Mas eu falo: O quarto é espaçosérrimo. Tem piscina, tem academia (Porque nas férias tudo o que vc quer é malhar, né? Nem eu!), a decoração é linda, e a localização é um tudo.




Tá bom pra vc? Já passou a acreditar que eu me depilo? Então tá bom.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Hostels que muito recomendo!


Nota: Eu sei que vou convencer ninguém com esse manifesto pró-hostel. Se você não for adepto, faz só o favor de não torcer muito o nariz, tá?

Em Lisboa, Portugal: Old Town Hostel.
O Old Town foi minha primeira experiência nesse mundo de dividir quarto com gente desconhecida do mundo todo, umas com chulé, outras não, umas roncando, outras também. Podia ter sido traumatizante. Eu podia ter me incomodado, ter pego micose, ter sido abduzida.
Mas não fui. E foi ó-te-mo!!! Ficar hospedada no Old Town fez a maior diferença na minha vida. Porque se essa primeira experiência tivesse sido um bagaço, eu certamente não continuaria dando uma de "mochileira de mala de rodinha". Hostel é um ambiente multi-cultural aonde se conhece gente do mundo todo. A grande maioria vale muito a pena, e dá saudades depois.
Com carinha de casarão antigo, o Old Town tem dois andares, três salas, duas cozinhas, um número infinito de quartos (e de camas), e uma decoração toda descontraída. O dono (João) e os funcionários são jovens, e interagem com os visitantes como se fosse todo mundo da mesma grande família. O hostel fica no Chiado, bairro antigo, próximo de vários pontos turísticos. Fotos abaixo!





Se eu não te convencer, quem sabe o João te convence.

Em Granada, Espanha: Makuto Guesthouse.
Depois de passar por cinco cidades da Espanha, elegi Granada como minha preferida. E a culpa foi sim do Makuto Guesthouse. Já na chegada, senti uma super paz. Redes, velinhas aromáticas, natureza... parece até coluna da Bons Fluídos. O ambiente é zen. É pra relaxar e curtir!
Uma constante dos meus dois hostels preferidos é o super staff. Isso, a limpeza e a localização (neste caso, o bairro Albaicin). Se os funcionários são ótimos, dificilmente o resto vai ser estragado. O Makuto ainda tem um plus de organizar um walk tour no Albaicin todas as tardes, com pôr do sol no mirante. Além de ter jantarzinho especial para os guests quase todas as noites. Fotos abaixo!





Fiquei em uma porção de outros hostels pelo mundo. Alguns, como o de Madrid, o de Paris, o de Valência, e o de Montevideo foram uma grande roubada. Outros, como o de Barcelona, o do Porto, e o de Sevilla tinham potencial. Limpinhos, confortáveis e muito bem decorados, mas a vibe estava meio caída. Pode ter sido só azar da minha parte. E um que provavelmente entraria na catigoria “altamente recomendados”, se eu tivesse um tempinho a mais pra explorar, seria o de Punta del Este.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Chá de Jasmim

Sábado descobri uma coisa fantástica!

Fui tomar chá no restaurante chinês. Mintira, fui comer yakissoba, e depois pedi um chá pra fazer de conta que eu sou esse tipo de pessoa. Que toma chá depois da refeição. Daí veio o chá: um copo cheio de água quente, com uma bolinha verde, de folhas, mergulhada. Achei estranho esse jeito chinês de fazer chá, mas tá, né? Chinês é um povo que come cachorro de cultura milenar. Quem sou eu, que só tenho algumas décadas, pra discutir. Acontece que a bolinha foi se transformando. Abrindo. Crescendo, crescendo e me absorvendo. Até que, plum, brotou. Brotou uma flor de dentro da bolinha verde. Gente, coisa mais linda desse mundo. Eu não queria mais tomar o chá. Eu queria era congelar e guardar pra sempre.

Tirei fotinhos com o celular, mas ficou porcaria. Porque, né? Fotinho de celular. Então meu namorado, que é um lindo, me deu outra bolinha de presente, preu brincar em casa. Depois lembrei que no filme da Sophia Coppola, sobre a Maria Antonieta, rola uma ceninha (no bom sentido) com essa florzinha. A diferença é que a dela veio do imperador da China, e a minha, do chinês da esquina.



Pois, as fotos da câmera também não ficaram grande coisa


Além de lindo, o chá que era de jasmim, tem um cheirinho e um gostinho delícia.

domingo, 11 de março de 2012

Uma tarde em Buenos Aires

O post anterior é prólogo, então eu recomendo a leitura, pro entendimento deste aqui.

O passeio em Buenos Aires começa pelo Puerto Madero, porque, né? É lá que a gente desembarca. Este porto não é pra pescador. É pra turista. Tem centro de informações turísticas, uma super coleção de restaurantes, é cercada de modernos arranha-céus, e de um visual mara. Se chegar lá na hora do almoço, dá pra ficar até o jantar só trocando de cadeirinha. O passeio tá acabado, porém bem aproveitado.

Não foi o caso. De lá parti pra San Telmo, bairro mais velho de Buenos Aires, que hoje é um cantinho simpático cheio de prédios coloniais, antiquários, lojas de artesanato ou de quinquilharias mesmo. É o lugar onde se gasta o orçamento de uma tarde toda. E o passeio tá acabado, porém bem aproveitado.


Não foi o caso. De lá parti pro Caminito, destino turístico mais famoso de Buenos Aires. Famoso cadiquê é tipo cidade cenográfica, ou como conta a wikipédia, rua-museu. Remonta aos antigos bairros pobres da região, inteirinhos de casas de chapa. Uma verdadeira sinfonia em dia de chuva. É assim: vários restaurantes, lojinhas de souvennier, artistas de rua, e todo multicolorido! Ponto alto: show de tango no meio da rua. Bem legaus, mas eu não recomendo pra gastar uma tarde toda.




De lá parti pra Recoleta, e nem vou fazer rodeios, vou logo dizendo que "lá eu passava uma tarde inteirinha fácil", porque tem de tudo um pouco: Centro Cultural, Museu Nacional de Belas Artes (com Goya, Cezanne, Van Gogh), capela e cemitérios histórico (com Evita Perón enterrada), bares, restaurantes e a Floralis Generica.



Floralis Generica é uma flor gigante de aço inoxidável, no meio de um laguinho, no meio de um parque, que acompanha o nascer e o pôr do sol. Ou seja, está aberta de manhãzinha e vai fechando até oescurecer. De noite, emite uma luz avermelhada por dentro. Quando eu tirei as fotos, eram marromenos 18h (e acho que só ia escurecer as 21h).


É tudo isso que dá pra fazer em uma tarde em Buenos Aires. Ao estilo maratonista, claro!

Do Uruguai pra Argentina

Aquele Mar (del Plata) que na verdade é rio, tem uma margem no Uruguai e a outra na Argentina. E isso significa: passeio de barquinho!

A companhia mais famosa a fazer a travessia é a Buquebus, numa rota Montevidéo - Colonia del Sacramiento (de busão) - Buenos Aires (de balsa). A viagem toda dura umas 3 horas, é toda confortável, e com um plus: no barquinho tem freeshop.

Praquela categoria de mochileiro the flash, que, na Europa, faz 30 países em 15 dias, o passeio é ideal. É possível sair de Montevidéu de manhã, e voltar a noite, com história pra contar sobre outro país.

Eu não sou esse tipo de viajante. Eu viajo com mala de rodinha. E gosto de passar 15 dias conhecendo uma única cidade, se possível. Porque cada canto tem um potencial inesgotável. É o que pretendo fazer da próxima vez que for pra Buenos Aires. Se uma amostrinha conseguiu ser tudibom, estou aqui imaginado umas férias inteirinhas.


A introdução dum post virou um post todo, de modo que no próximo post, conto sobre "a tarde em Buenos Aires". Foi um post meramente informativo. 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Reveillon em Punta del Este

Já passou do Carnaval, e eu tô aqui sem vergonha, falando do Reveillon. Eu, a prima da lesma.

Quem achar esse post googlando, vai pensar que estou aqui pra dar dicas de várias festas “Ilha-de-Caras”, nos iates com as celebridades, onde se gasta vários dólares. Mas não eu, né? Que eu sou econômica. Economizo em festa, pra gastar em roupa.
Meu reveillon foi num hostel com ceia de Pamplona (frango na redinha), e fogos na Playa Barra, aquela da mão do gigante. Taí a mão do gigante, escultura do artista Mario Irarrazabal (repita rápido 3x).
Mario Irarrazabal é muito legal (ima, ima, ima...), mas o artista top de Punta é Carlos Paés Vilaró, o dono da Casa Pueblo. A Casa Pueblo não é casa, nem é pueblo. É um amontoado de coisas: museu, ateliê, hotel, restaurante, blá blá blá whiskas sachê. E segundo me contou a Wikipédia, é uma casa-escultura. Poético isso, né? Me lembrou um pouco Gaudi, mas de verdade era pra parecer ninho do Forneiro, um pássaro uruguaio. Não que a teoria não interesse, mas com essa vista, precisa mesmo de explicação?


O Porto de Punta é outra atração, porque dizem que tem vários leões marinhos. Eu acho que vi, mas não tenho certeza. Podia ser só fungo na minha lente, assim à distância. Minha irmã e primo deram risada da minha cara, quando eu gritei “Ali ó, um leão marinho!”. De modo que, quem sou eu pra afirmar alguma coisa.
Pra quem quer exercitar o vício, tem o Conrad Cassino. Eu fui, mas só a passeio, que eu já disse que sou econômica (aff). Tem um mural assinado pelo Carlos Paes Villaró, de parede a parede, fabricado, até onde me pareceu, pra ser fundo mara de foto.

Esse aí comigo, é meu priminho Fê.
Punta del Este é pequeninha, bonita, badalada e cara pra dedéu. Ainda assim vale muito o passeio! Se joga!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Montevidéu é a capital do Mercosul

Quando a idéia é turistar, a dica é googlar. Os primeiros pontos turísticos a aparecer na listinha do Google são os mais badalados. Mas não necessariamente os melhores.
Tipo, googlando “turismo Montevideo”, vai aparecer o Parque Rodó. Que é um parque, com pedalinho, laguinho e arvinha, no meio da cidade. Eu fui, porque, né? Googlei. E não estou aqui pra falar que não gostei. Porque sim, é bonito! Estou aqui pra falar que não achei a entrada. Então, em resumo, é bonito até do lado de fora! Mas é confuso (ou ele ou eu). E mesmo que você esteja só passando de carro, consegue visualizar um pedaço. O mesmo que eu visualizei.


E se eu quiser ver Montevidéu inteirinha? Há como! É só dar uma passadinha na Torre de Telecomunicações da Antel, na entrada da cidade. Não tem como errar, é um prédio espelhado em forma de vela de navio (Dubai não patenteou o formato). Acho que é lá no 11º andar que tem um mirante redondo e fantástico, daonde é possível apreciar a cidade na sua amplitude e majestade (ói eu, toda adjetivos).

porto visto do alto

Mais um ponto turístico, que assim como a torre da Antel é dois em um, ou seja, feito pra turista visitar e pra gente de verdade trabalhar, é o Palácio Legislativo. Daonde as leis saem. As visitas guiadas são ótimas pra quem quer conhecer um pouco da História do Uruguay, graças a guia trilingüe e simpática. Não é fácil ser trilingüe, quanto mais simpática! O Palácio fica perto da Praça Plebiscito, tá?


biblioteca do Palácio

Agora eu vou falar uma coisa que minha irmã não pára de repetir: Montevidéu é a capital do Mercosul, ok? É só isso. Era só pra você saber.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Montevidéu by night

Tem cidade que se enfeita com Rio ou Mar, né? Tipo Floripa, com aquela avenida beira-mar linda de tirar o fôlego. Ou o Porto, com a Vila Nova de Gaia se escorando no Rio D’Ouro. Ou Paris com o Senna e todas as suas pontes. Ou São Paulo com o Rio Tietê... ¬¬ (silêncio desconfortável)
Mas, como eu ia dizendo, Montevidéu também tem seu enfeite. É o Mar del Plata. Que, na verdade, é Rio. Rio bem disfarçado de mar. Com ondinha e orla de areia. Só não tem conchinha. Então não é mar!


O curioso dessa “beira-mar” (além do fato de ser rio), é que o horário dela bombar é à noite. Mas a noite mesmo, tipo 22h, 23h. O povo começa a fazer jogging, pescaria, ou simplesmente vai dar uma conferida na paisagem tomando um mate, assim bem tardão. A avenida fica cheia! Isso eu tô falando do verão, claro. Porque aquilo é uma ventania de tirar magrelo do chão. No frio deve ser um tantinho insuportável. De modo que, estando em Montevidéu, não deixe de conferir a beira-mar-rio à noite! Segundo dizem, Pocitos é a melhor das “praias”.

"Praia" de Pocitos

Outra coisa boa pra fazer a noite, e sobre a qual minha hermana pode falar melhor, é ir ao El Pony Pisador, uma baladénha! Uma baladénha com esse nome dá medo, né? Eu sei. E se eu te disser o repertório musical então, vai arrepiar. Toca de um tudo! De lambada à Macarena! De Withney Houston a Wando (momento homenagem)! Eu nem tô exagerando, hein? O mais engraçado é que não sou (só) eu que estou indicando o El Pony Pisador. O Lonely Planet fez isso antes de mim. Então, se tem o selo Lonely Planet, deixo cá o endereço (pra não passar vergonha sozinha): Bartolomé Mitre, 1325. Essa rua fica na Ciudad Vieja, perto de todos aqueles pontos turísticos do outro post, e é repleta de outros bares.


Mas sua vibe é mais “chiqui”? Então tá! Pocitos, que é meio que bairro nobre (seria inteiro, se hermana não morasse lá), tem bares gostosinhos. Hermana vai dizer mais no post que vou pedir pra ela fazer (tá bom, hermana? ), mas eu já posso indicar um supimpa, do ladinho do Shopping Punta Carretas. É o Siam (F.Garcia Cortina, 2466). As saladas, virge, são de virar o zóinho. E o resto deve ser bom também, né?

Taí o que eu conheço da noite de Montevidéu. Enfia o pé na jaaaaaaca!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Uruguay - o retorno!

Eu não sou a pessoa que mais tem férias nesse mundo, tá? Pra vc que taí se perguntando. Eu só falo muito delas. Muito, muito mesmo. Por exemplo, agora vou falar que as minhas últimas férias, que começaram na África do Sul, acabaram no Uruguay, lá onde moram papai e mamãe. Apesar de não ter mais quarto na casa deles, ainda vou pra lá findi-ano, porque, né? Não guardo mágoas.
Daí a chance de falar de novo de Montevidéu, que na última viagem ganhou um post mixuruca. Montevidéu merece ser esmiuçada.

Apesar de capital, a cidade é pequeninha, motivo pelo qual um tour leva apenas um dia.

Mercado Del Puerto. É mercado público, tá? Na minha cabeça logo vem a expressão cheiro-de-peixe. Mas não é bem assim. No Mercado Del Puerto, o cheiro é de parrilla, o sea, churrasco uruguaio. O churrasco uruguaio é cheio de carnes que a gente (do Brasil) nem pensa em comer, porque são partes que dão nojinho. Por exemplo: rim (riñon), intestino grosso e delgado (tripa gorda e tripa fina), sangue (em forma de lingüiça doce ou salgada, chamada morcilla). Éca, né? Agora vou fazer uma confissão de torcer o nariz: eu gosto! Principalmente de uma parte especial chamada molleja, que é nada mais, nada menos que uma glândula do boi (ou algo do gênero). Diliça!

Mercado del Puerto - link original da foto.

No Mercado Del Puerto tem também lojinhas de souvennier, porque ele se diz mercado público, quando na verdade é shopping rústico pra turista ver. Pensa na seguinte analogia: turista que passa por Montevidéu e não entra no Mercado Del Puerto, vai pra Paris e não vê a Torre Eiffel. Marromenos isso! E a região do mercado, que é a Ciudad Vieja (centro véio, né? nem precisa de tradução), é toda voltada ao turismo.

Tem, por exemplo, Museu do Carnaval. Eu achei fraquinho e improvisado. Mas é interessante pra gente entender que o Carnaval não nos pertence. Nós não registramos a patente. Inclusive, na rua da minha mãe, treina uma escola de samba uruguaia. É bem legal! Parece fanfarra!

Bem legaus mesmo é o Museu de Artes Decorativas, ou Palácio Taranco. Um palacete com tudo há que um palacete tem direito. Menos a princesa. Ele não é muito divulgado. Não tem luminoso na frente. Eu achei de ociosa curiosa que sou.


Palácio Taranco: link da foto original

A rua principal da Ciudad Vieja é a Sarandi, que na verdade é um calçadão. É lá que estão as galerias e feirinhas e o McDonald’s e o Burger King. Ela culmina num portal (ói aí, povo da Caverna do Dragão), que é a saída/entrada da Praça da Independência. Uma palavra pra Praça da Independência: grandiosa! Não estou falando de tamanho, mas da vibe cartão postal, sabe? Rodeada de prédios novos e antigos, entre eles o Teatro Solis (visitas guiadas u-hu), é onde está o monumento e memorial do Artigas, super-herói da independência.

Praça da Independência. Essa fui eu quem tirei.

É issaí! Eu queria ser uma pessoa sucinta! Mas não sou! Então vai ter mais post de Montevidéu nesse blog.

Reparou que temos enquete, né? Não? Tá ali em cim, à sua direita. Bjo, miliga!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Valentine's Day Craft, Pum, Scataplaf!

Eu não sei presentear homem. Se fosse menino, eu dava carrinho, G.I. Joe, Hot wheels. Mas pra menino adulto, eu não sei o que dar de presente. Claro, tem issaí que você já imaginou na sua mente poluída. Mas eu tô falando de coisa palpável. Tsc, tsc.
Depois, piora. Aqui em Angola a situação complica ainda mais, ou porque tudo é o zóio-da-cara, ou porque tudo é escasso.
De modo que, namorado vai ganhar craft. Parece onomatopéia de coisa se espatifando, mas não é. É trequinho feito a mão, em inglês. Zatamente, presente super hiper ultra-personalizado. Mas, nem tanto, né? Porque eu dei uma googlada antes de desenvolver qualquer coisa. Então, a idéia saiu daqui. E o resultado taí:


Se te interessar, vc vai precisar de garrafinha, esmalte, papel colorido, linha barbante, cola ou fita dupla-face, e furador.
A garrafinha escolhida é de molho picante. Foi esvaziada, lavada, escaldada (pra mó do rótulo sair sem teimosia), e lustrada com álcool em gel (aquele do H1N1). A tampinha foi pintada de esmalte bombom, por conta de esconder a marca do molho. Ficou mais brilhante. O rótulo e os tags vão de acordo com a imaginação de cada um. Eu imprimi os textículos textinhos, mas a pessoa pode desenhar, escrever, recortar, furar e colar. E essa amarração das tags, eu não sei ensinar, porque foi embolação de fio que deu certo. Eu acho, né?
Recheei de brigadeiro. Mais ou menos. Porque juntei bolacha Maria triturada depois do brigadeiro pronto, pra endurecer mais rápido e não amassar dentro da garrafinha. Mas engana bem que é trufa, né não?

Pronto! Agora é ver se namorado vai fazer cara de U-huuu, ou de Afff.

Happy Valentine`s Day, everybody!!!!