sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Loucurinhas da África do Sul

Saliento que, o que é loucurinha pra mim, pode não ser pra você. Uma loucurinha meio Einstein. 

Rhino parade. A tara dos guardinhas.

 - Em Johannesburgo transporte público é coisa que quase não há, o que começa a me parecer uma constante nos países africanos. E os bairros são todos distantes uns dos outros, estritamente separados entre residenciais, comerciais e industriais (com exceção do centrão, que é a muvuca). Daí a grande necessidade dos guias. Eu achei os táxis tão caros quanto os guias, com a exceção de que o guia, né? Te guia. Mas quem optar por táxi, que opte pelo pré-pago, pra não correr o risco de ter que deixar as calças, ou um rim.

- Cafézinho expresso é Chá-fezão de 200ml. Cuidado pra não se afogar.

- Na hora de pagar a conta, sempre surge a dúvida: dar gorjeta ou não? Cada país tem sua mania. 10% é normal? Ou numa próxima, o garçom vai lamber seu bife? Em Johannesburgo, a conta vem com o valor total consumido, um espaço pra preencher o valor da tip, e outro pra fazer a matemática e descobrir quanto saiu o preju. Achei supimpa! Ninguém fica confuso. Quando gerei os 10%, o garçom nem fez cara de Aff, nem de U-hu, então acho que tudo bem.

- É normal entrar numa loja, e ver toda a equipe conversando num dialeto bem louco. Porque antes da África do Sul ser quem ela é, era um amontoado de povos com culturas distintas e línguas próprias. Se o atendente não simpatizar com o turista, pode chamar de “bobo, feio, chato, cara de kibe”. Quem é que vai saber? O importante é que trollando ou não, o povo sempre oferece um sorriso colgate.

Mandela Square. Quem acertar de quem é a estátua, ganha um doce.

- Dicas de comidinhas? Na Mandela Square, uma praça aberta, anexa ao mega shopping Sandton City Centre, tem uma porção de restaurantes, típicos ou não. Papei no mais típico que há, o Lekgotla (repita rápido 3x). Além da decoração e do staff paramentado, vez em quando, do nada, o povo pira, e começa uma dancinha acompanhada de batuque. Tem também uma mocinha, que passa de mesa em mesa, pra mó de fazer pinturinha tradicional no rosto da clientada. Eu dispensei. Por que, né? Não sou mais criança!

- Mais dicas de comidinhas? No Rosebank Mall - que é muito legal de passear porque é a céu aberto, e tem feirinha de artesanato - um restaurante em especial me chamou a atenção, cadiquê a decoração era muito kitsch: o Crancks. Brilha no escuro! Por fim, calhou dele ser tipicamente tailandês e ter umas gororobas muito doidas, que eu provei e gosti. 


Prataria do Cranks. Kitsch. Adouro!




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Pretoria: Meu limão, meu limoeiro…

A África do Sul não tem uma, nem duas... tem três capitais! Aff, megalomaníaca! Pretória é a administrativa, o que quer dizer que é de lá que o presidente põe ordem na bagaça. Taí na foto a casinha bege dele.

Tá bom, não é só uma casinha, é a sede do governo sul-africano. O Union Building. Todo fyno e victoriano. Repara no jardim estilinho Versalhes. De verdade mesmo, é bunitu pra dedéu.



Outro lugar legal de visitar é a Church Square. Juntou uma igreja e uma vendinha, tá feita uma cidade. Foi assim com Pretória também. Por isso que essa praça é legal, é o coração da cidade, e tá rodeada de prédios históricos. Tem até um boteco Belle Époque, do tempo que a vovó não tinha celulite. Hein? Vitrola.


Do site FrenchFoodFool

Outro lugar legal de visitar (vixi, um dejavu), é o Museu de História Natural. Porque, pra quem não sabe, a África do Sul é o berço da humanidade. Foi lá que encontraram a ossada do hominídeo (ou elo perdido, caro amigo geek) mais véio desse mundo. E chamaram de Mrs. Ples. Depois, a cabeça da moça foi reconstruída, e instalada no Museu de Pretória. No fim, calhou da moçoila ser um moço.


Outro lugar legal de visitar (omg) é o Museu Nacional Histórico-Cultural, ou “Janelas da África”. Mega interessante! Tem exposição de um pouquinho de tudo que é sul-africano, inclusive a reprodução de um bantusão (bairro “reservado” aos negros durante o apartheid).

Curtiu? Curiosidade procê: O apelido carinhoso de Pretória é “Jacaranda City”, cadiquê as ruas são forradas de árvores de Jacarandá made in Brasil. Ó, nóis!
Foto by Pikkie

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Soweto

Pra desambiguar: esse post não é sobre a bandinha de pagode do Belo (Mel, sua boca tem o Mel), aquele feio. É sobre o bairro de Johanesburgo que simboliza a luta revolucionaria contra o Apartheid. Porque ser negro durante o Apartheid não era bolinho. Eu não vou falar muito a respeito que é pra não deprimir, mas num resumão, os direitos eram poucos e as injustiças... nussa, eram móooitas!

Foto by Marcos Couto

Então que o governo do Apartheid criou umas leis educacionais sem noção, e os estudantes negros foram pra rua, manifestar (esses, ao contrário dos da USP tinham motivo). Realiza uma criançada na rua fazendo bagunça. Mas pensa que era uma bagunça pacífica e cheia de razão. A puliça não pensou. Nem mesmo considerou colocar de castigo olhando pra parede. E saiu distribuindo tiro. Que deselegante!
Foram cerca de 700 crianças assassinadas na hora ou depois, na cadeia. A primeira delas no auge dos seus 12 anos, virou manchete! Hoje em dia tem um Museu em Soweto com o nome do primeiro garoto assassinado: Hector Pieterson.
A opinião pública internacional chocou, e se já vinha dando um gelo comercial na África do Sul, depois dessa, rasgou cartãozinho e excluiu do Facebook de qualquer negociação.

Por aí percebe-se que as mentes pensantes da revolução estavam no Soweto, né? Mandela, por exemplo. A casa que pertenceu à família dele, hoje é Museu. E era lá no Soweto, na igreja Regina Mundi, que aconteciam as reuniões clandestinas do ANC, partido opositor ao governo (hoje, partido do governo). A coitadinha tá cheia de cicatriz de batalha.

 Hoje Soweto é um bairro de classe média multi-colorido. Winnie Mandela, a segunda esposa de Nelson tem um mansãozinha lá no meio. Eu vi o jardineiro, e ele usa uma coroa. ¬¬
Pra visitar todos esse lugares, o ideal é contratar um guia. Se você deixar recadão do coração aí nos comments pedindo indicação, conheço um super jóinha.

O jardineiro da Winnie

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

África do Sul! Hakuna Matata!

Quando eu digo que moro na África, o povo logo pensa no Rei Leão. Nisso ou na foto triste da criancinha desnutrida da Etiópia. É referência coletiva, não dá pra fugir. Na África tem elefante, no Brasil tem índio, na Holanda tem tulipa...

Só que em Angola não tem elefante. O.o.
Então, borá pra África do Sul. Estive só em Johanesburgo, que é metrópole, e consequentemente, quase esvaziada de bichinhos. Repara no “quase”.


Lyons Park: é um berçário de leões. Cuti-cuti. Se der coragem, o visitante pode “brincar” com eles. Mas ó, todos tem dente. E um deles rosnou pra mim.


Apesar do nome, não é só de leão que vive o parque. Tem também a girafa mais simpática que eu já conheci em toda a minha vida. Ela é fofa, faz amizade e vem comer ração na mão. Baba de girafa até o cotovelo. Ai, mas é tão legal!
E tem o mini-sáfari, que é bem parecido com o falecido Simba Safari de SP. Os bichinhos ficam soltos, mas separados por alas, que é pra um leão não comer o outro. ¬¬


Parque Nacional Pilanesberg: Não é bem em Johanesburgo, fica há uns 200km marromenos. Mas pensa numa viagem que vale a pena, porque lá tem SAFÁRI EM CIMA DO ELEFANTE. É EMOCIONANTE! O meu elefão ficou com fome no meio do caminho, e resolveu arrancar uma arvinha de lanche. Assim, coisa simples, arrancar uma árvore pela raiz, e sair comendo feito lanchinho. Light. Depois ainda comeu ração da minha mão. O guloso!


Pilanesberg é o quarto maior parque da África do Sul, daí vc conclui que: safári. Assim, eu sou moça de apartamento, né? Criança de cidade. Nunca achei que ia curtir tanto fazer um safári. Só que observar os bichinhos na casa pópria deles, sem cativeiro, tratador, é muuuito mais legal. Eles agem diferente, desencanados, assim hakuna matata.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Casório

Tenho marromenos um milhão de coisas pra descrever aqui, e o tópico de hoje é: CASAMENTO. Pulou da cadeira, achando que desencalhei em 2012, né? Foi pegadinha! O casamento foi da Zana, amiga baiana, e foi em Angola, antes deu sair de férias.


Zana casou só no estilo papelada, porque, né? É o que acontece quando as famílias estão em outros continentes. Mas casamento é coisa séria, e não dá pra passar despercebido. Intaum uma festinha assim pequeninha foi levantada. Fiquei responsável pelo convite e pelo bolo. O bolo foi by All Dar. A idéia da decoração de papel tirei do site da Carol Rivello.


Tá vendo as caixas de lembrancinhas ali decorando a mesa? Eu e a Carol Engel fizemos. Estão recheadas com aquelas amendôas açucaradas que imitam MMs, só que em tons de quarto de bebê.

Daí me empolguei e fiz um videozinho retrospectiva digital de presente pro casal. Fofíssimos!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ilustração

Tem quem não saiba, então eu explico: sou metida a arteira! E mais ou menos há um mês comecei um cursinho de desenho pra mó de dar uma aprimorada. Se aprimorei, não sei, mas vou compartilhar convosco, neste espaço amigo, a mais recente brincadeira, conforme evolução.

Desenhadinho e scaneadinho

Pintadinho no Photoshop
E com efeitinho de luz
O nome da ilustra é: "moça com preguiça, apoiada no chão".

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Euro Disney

Não sei o que a teenzarada faz hoje em dia quando debuta, mas na minha época a moda era viajar pra Disneylândia u-hu! Eu não ganhei viagem pra Disney aos 15 anos. Ganhei viagem pra Curitiba. Sem passagem de volta. Trauma pra vida toda! Mas ó, nem tô reclamando. O que eu quero dizer é que 15 anos depois, na minha segunda debutada, realizei o sonho.\o/ Fui pra Disney. Pra Euro Disney.

Castelo da Cinderela: entrada do Fantasyland.

O complexo Euro Disney consta de dois parques, o Walt Disney Studio Park e o Disneyland Park, que é o mais legaus, assim no plural, com S no final, porque tem vários sub-parques dentro.

-Fantasyland: a entrada é SÓ o castelo da Cinderela. Brilhonozóio! Adulto que é adulto, espalha que só freqüenta parque de diversões se for pra passear em montanha russa de looping. Eu não! Meu sentido de sobrevivência não permite. Me joguei nos brinquedinhos de quiança mesmo. Peter Pan, Branca de Neve, Dumbo... tinha quiança na fila, eu entrava também. Conto de fadas na veia!

-Adventureland: Como o nome já diz, é pros corajosos, néam? Nada a ver comigo issaí. Lá estão os brinquedos do Indiana Jones, dos Piratas do Caribe... então que eu vi o Jack Sparrow passeando. Óbvio que não era o Johnny Depp, que não estamos falando de Beverly Hills. Mas enganava móito bem. E tava solto na multidão. Porque vc sabe que na Disneylândia, os personagens ficam em cativeiro, né? Quer tirar foto com princesa, tem que enfrentar fila, pra entrar na jaulinha. O Jack Sparrow se desgarrou do tratador.

-Frontierland: Não importa que a gente tá em Paris, o Frontierland é tipo o velho Oeste (Seu Walt quis assim). Tem vilinha da Pocahontas pra ilustrar.

-Discoveryland: Esse é pros nerds ligados num sci-fi (lê-se ssaifai). Pra ter uma idéia, uma das atrações mais legais é um simulador de nave do Star Wars. Tem também um submarino Nautilus, e uns brinquedos do Buzz Lightyears.
Labirinto da Alice.

Entre os parques, além de um “neighborhood” imitando os EUA dos anos 50 (Dizem as más línguas que é talequale o do parque original) tem umas passagens “secretas” que ligam um parque a outro, contando historinhas através de miniaturas. Tipo, entre o Fantasy e o Adventure tem umas grutas escuras com mini maquetes da História da branca de Neve. E entre o Adventure e o Frontier tem umas cavernas com a história do Alladin.

Comer-comer? Tarefa complicada. A opção é fast food, ou fast food, ou fast food. Cada parque tem seus restaurantes vip, mas pensa numa fortuna. E, levando em consideração que as papinhas das lanchonetes têm gosto de papel, não dá pra arriscar. E eu podia falar dos hotéis, e das lojinhas, e blá blá blá wiskas sache, mas vamos ficando por aqui, néam?

Pra encerrar só tenho a dizer o seguinte: Evacuando a quiançada, a Disneylândia fica o paraíso na terra! :P

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Palanca Negra Gigante em Paris.

Este post vai ser misto Angola/Paris, porque convenhamos, já tem uns 3 meses que a viagem de 15 dias acabou, néam? E eu aqui tentando me enganar.

A Palanca Negra Gigante é o bichinho símbolo de Angola, tá? É tipo bambi, antílope, só que gigaaante, com até 2,50m. Tem uns chifres maiores que eu inteira. Se eu visse ao vivo, provavelmente saía correndo. Mas nunca vi, néam? Porque é bichinho em extinção. Hoje em dia, catalogados, só sobraram 19, dos quais 14 são fêmeas, e estão todos na reserva florestal de Cangandala, em Malange.
Este pet é tão importante pro povo angolano que: a torcida da seleção angolana é conhecida como “os palancas negras”; a logomarca da TAAG (linhas aéreas angolanas, ou “tá-aqui-agora-guenta”), da Angola LNG (empresa de gás natural), entre outros, é ilustração estilizada da palanca; o mascote do CAN 2010, acontecido em Angola, foi uma palanquinha.

E ainda assim, eu precisei viajar pra Paris, pra ver uma delas.

Tô eu, assobiando tranqüilinha lá no Jardin dês Plantes, o Jardim Botânico Rio de Janeiro, CEP 22.460 de Paris, quando resolvo entrar na Grande Galeria da Evolução, e dou de cara com uma Palanca Negra Gigante empalhada (acho eu)! Taí pra vc ver.


O Jardin dês Plants é muito legal! Além de palanca, tem labirinto, estátuas, um zoológico com flamingo e sapo azul, daqueles de lamber. E a Grande Galeria da Evolução é grandiosa feito o nome. Gigante, bonitona, modernosa e politicamente correta, toda voltada à preservação. Tem uma baleia inteira lá dentro.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Da Vinci Code Walk Tour

Eu gosto de fazer casting antes de ler livro, ou seja, eu monto todo um elenco na minha cabeça. Vez em quando não faz muito sentido. Fica ator de novela brasileira com hollywoodiano, tudo junto e misturado. Então que, quando li Código da Vinci, e ele nem pensava em virar filme, o Robert Langdom da minha cabeça, era o George Clooney. Não julga, tá? Suspiro por ele desde a época em que E.R. era Plantão Médico.

Daí que o livro começa com o George Clonney dormindo lá no Ritz, em Paris. E é neste mesmo lugar que o “Da Vinci Code Walk Tour” começa: do lado de fora do hotel. Né? Que pra entrar no Ritz, você tem que ter saído no E!.

Place Vendome, com o Ritz logalí. Foto by parisinmay.wordpress.com

De lá, a gente vai pro Louvre, que é pra ver onde Jacques Saunière, o grão mestre templário, e avô da Amélie Poulain foi assassinado. E o caminho é uma atração a parte. O guia, que é americano (¬¬), e cara de pau, fala pra gente ir olhando pra dentro das janelas dos hotéis que hão pelo caminho. Gente, puro luxo! Babei! Daí ele, super informativo, conta que os exércitos alemães ocuparam justamente este hotéis, feito casinha e posto de comando, durante a Segunda Guerra Mundial.
Se ocê num sabe, dexô conta: Hitler mandou um povo ocupar Paris, craro! E quando deu conta de que estava perdendo a Guerra, mandou o comandante responsável bombardear tudo. Mas o tal comandante achou Paris tão linda, tão linda, que bateu pezinho no chão, e disse não! Um fofo!

Pirâmide invertida, e uma loja da Virgin Records.

Continuemos: então que a gente chega no Louvre, e pula pro final do livro, porque ao invéz de ir lá pro corredor da Monalisa, que é pago e craudeado, a gente vai pra pirâmide invertida onde estão os restos mortais da Maria Madalena. Puxa pela memória: lembra a cena final do filme, emocionante, com o Tom Hanks, resolvendo o mistério na pópria cabeça? E ele tá ali, em cima da pirâmide invertida, toda iluminada e radiante? Então, impossível, tá? Porque a pirâmide tá embaixo de um canteiro, no meio do trânsito, bloqueado pra pedestres. ¬¬. É Hollywood contando mentirinha pra gente. O guia disse também que embaixo da pirâmide, onde, bem ao estilo CSI, o filme mostra o túmulo enterrado, estão, na verdade, vários andares de estacionamento subterrâneo. Fico me sentindo enganada!

Pontinho da Roseline

Se esta é a locação final do filme/livro, quer dizer que acabou o walk tour? Não, não, só quer dizer que tá todo do avesso. Depois de ver a pirâmide, a gente começa a seguir a Roseline, que é na verdade a marcação (no chão) do antigo meridiano de Paris. Dessa parte do livro eu não lembro direito, mas parece que o Saunière enganou o albino Silas, mandando ele seguir a linha pra achar o Santo Graal. Tolinho. Bóra, fazer o caminho que o Silas fez.
A primeira bolinha no chão fica ao lado da pirâmide do Louvre. Depois, é só ligar os pontinhos. No caminho, a gente passa: pela Pont dês Arts, aquela dos cadeados românticos; pela Igreja St-Germain-dês-Prés, a mais antiga de Paris; e por uma loja da LaDureé, que, segundo consta, vende os melhores macarons da França.

Tá bom, a primeira vez que vi a palavra macaron num cardápio francês, eu também pensei o óbvio. Macarrão, né? Só que vinha na parte da sobremesa. Confesso! Achei que era um tipo de macarrão doce! É guinorância, gente! Acontece com todo mundo. Um dia vai acontecer com vc também. Macarron é tipo alfajor, tipo bolacha, mas não é alfajor, nem bolacha. É fofo, do tipo de comidinha que dá dó de morder. Tem muita loja de macarron em Paris, e parece mais joalheria. O guia do walk tour diz que é viciado em macaron, e deixa a gente parar pra comprar. Engordei 2kg só ali, de certeza.

tá vendo esse pau de mármore com uma bola na ponta e um risco no meio? É a Roseline escalando a parede.

O tour acaba na Igreja St. Sulplice, que tem uma Roseline escalando a parede. Essa é aquela igreja que o Silas vandaliza pra mó de achar o túmulo perdido, e acaba encontrando só uma caixinha no chão. Tenho dó do Silas.

St. Suplice by me

Pra você que nunca viu o livro/assistiu o filme, já contei o final, tá? Desculpaê.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ghost Walk Tour

Nunca fui muito fã desses “guided walk tours”. Porque quando há que se seguir um guia, não dá pra parar em vitrine, nem fazer lanchinho, só porque sim. Mas passei 13 dias em Paris (que já valeram 12 posts u-hu), e achei válido fazer dois dos seus walk tours temáticos.


Ghost Walk Tour: Assim, é bastante teatral, tá? O local de encontro é um bar gótico, e o guia chega lá de capa, cartola e dentadura de vampiro. Não é pra ter vergonha alheia. É pra entrar no clima, que senão perde a graça. O itinerário leva 2 horas e meia (acaba depois da meia noite), e fica ali às voltas da Notre Dame. As histórias são uma viagem, craaaro! Mas todas elas tem um tiquinho de realidade - um personagem, uma época ou um local - o que ajuda na vibe “atividade paranormal”. Eu gosti:

- De conhecer a Aurouze, a loja de pesticidas e armadilhas que escandalizou o Rémi (vide Ratattouile). Em funcionamento desde 1872, pra provar que só vende produto de qualidade, expõe ali mesmo, na vitrine, a prova do crime: ratos mortos nas suas respectivas ratoeiras. A-han!
É rato na vitrine.

- De ver o ladrilho onde Henry IV foi assassinado. Tenho tanta dó desse rei, xente. O coitado nasce de mãe protestante em pleno período de Guerras Religiosas, dentro de uma linha de sucessão à realeza, que é toda católica. Dá pra imaginar o que é isso? Não sei como é que ele não foi parar numa máscara de ferro.
Não teve máscara, mas teve massacre, e bem no dia do casamento do pobrezinho. Foi assim: Na época quem mandava na bagaça toda era a Rainha Catarina de Médici, que já nem Rainha era, mas fazia o filho-rei, de marionete. Então que ela, toda disfarçada em boazinha, se encontrou com a mãe do Henry com uma proposta irrecusável: casar os filhinhos pra mó de fazer a paz entre as religiões. Mamãe de Henry ficou toda felizinha, bateu palma, assinou acordo, e depois foi envenenada. Catarina de Médici era assim de ruim! Henry bobinho só queria paz entre os povos, seguiu pra Paris, contrair matrimônio, e levou junto uma multidão de fãs protestantes, cheios de paz e amor no coração. Tava feita a emboscada! O casamento foi tranqüilo, tudo festa, comes e bebes. Até que foi assassinado o primeiro protestante da noite, um figurão famoso. Pronto, virou zona! Só naquela noite, mais de 5.000 protestantes foram assassinados (aka Massacre do Dia de São Bartolomeu). E naquele tempo não tinha metralhadora, tá? Henry acabou por ceder a pressão e se converteu ao catolicismo. Ficou preso no palácio real por uns 4 anos, até que conseguiu fugir. É verdade! Tá tudo lá no filme La Reine Margot. Corre reservar a fita!
Lá pelas tantas, depois que todos os filhos da Catarina morreram, Henry acabou por virar Rei da França. Ele era gente boa, governava direitinho, o povo curtia, chamavam ele de “Henry, Le bon”. Mesmo assim foi assassinado por um fanático católico, no meio da rua, dentro da carruagem. E é esse ponto, no meio da rua, que o Ghost Walk Tour mostra.
A-a-ado, quadrado onde o Rei foi assassinado.

- De saber que a atual Place de l’Hôtel de Ville, já foi a Place du Greve, posto da guilhotina durante a Revolução Francesa. E que a última vez que a guilhotina foi usada para fins de pena de morte, foi em 1977, só 3 anos antes deu nascer. Virge! Agora aposentada, a guilhotina se disfarçou de objeto decorativo, e fica paradinha num pub logalí. O Ghost Walk Tour não vai até ela, mas pedindo com jeitinho, o guia indica o caminho.

Craro que o tour tem muito mais história, e muito mais sinistras, mas eu não vou contar, que é pra fazer a misteriosa. E eu bem ia falar do outro tour aqui, mas esse texto já tá monstro. Então fica pro 13º post. Boo!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Iam navegando pelo rio abaixo...


Paris é uma cidade super total flex no sentido de “como conhecer”. Ou seja, dá pra turistar de busão com laje, de bicicleta pública, de apé, de mêtro, e até de barquinho. E é o passeio de barquinho, o tema do post de hoje.

O barquinho de Paris é chamado Bateau Mouche (o que me faz lembrar aquele desastre no Rio, aonde morreu uma global). Ele faz o roteiro do Rio Sena, começando lá perto da Torre Eiffel, contornando a Île de La Cité, e voltando. O que quer dizer que passa do ladinho dos principais pontos turísticos, a citar: a Torre em si, a Catedral do Quasimodo, o Louvre, o Dorsay, blá blá blá wiskas sachê. O turista pode optar por pegar o barquinho que imita ônibus (batobus - dá pra descer, passear, e esperar pelo próximo no ponto), ou por ficar lá dentro, só respirando, e olhando a paisagem durante uma hora.
Na minha modesta opinião, a grande atração desse passeio são as pontes. Porque o cara do microfone (é, tem cara do microfone no barquinho), fala um tantinho de cada uma delas. E cada uma tem um quê especial. Então, tá, vou encarnar aqui e agora o cara do microfone procêis:


Pont d’alma: Poético o nome, né? Essa ponte foi inaugurada por Napoleão III (é véia) em homenagem a uma batalha da Guerra da Criméia, e como decoração, ganhou estátuas de soldados. Foram escolhidos três, mas hoje em dia, de original, só tem o Zuavo, que não é exatamente um soldado, mas o título que davam a certos soldados da infantaria. Essa estátua é mara, e eu explico o porquê: ela funciona como indicador de enchentes (ói aí, Blumenau). Se as águas do Sena começam a bater no dedão do Zuavo, Paris fica em alerta. Se chegam no tornozelo, pode sair correndo! Imagine que, na enchente de 1910, Zuavo tinha água até o pescoço. #blumenauvibe. E sabe mais o que? Foi embaixo do viaduto da Pont d’alma que a Princesa Diana foi morta. Oo

Zuavo
Zuavo se afogando na enchente de 1910. Foto by Pierre Petit

Pont Alexandre III: De tirar o fôlego! Tem quem não ache graça em ponte, mas é só até conhecer essa aqui. Calhou deu cruzar com ela no primeiro dia de Paris e foi o suficiente pra me deixar deslumbrada pelo resto da viagem. Querubins, ninfas, cavalos alados. Você tá em Paris, mas parece o Olimpo. E tem muito dourado, que francês adoura um brilho.

Foto by Wikipedia

Pont des Arts: Tá apaixonado? Suspirando? Cara de bobo? Então essa é a ponte pra você! A pont dês arts é estreitinha, porque é pra pedestre, e tem gradeado de ferro de ambos os lados. Daí que esse gradeado tá lotado de cadeados, e nem é pra prender o aro da bicicleta. Diz a lenda, que se um casal prende na ponte um cadeado desses, e joga a chave no rio, fica unido pra toooodo o sempre. <3. Se quiser o divórcio depois, só fazendo aulinha de mergulho (comentário de gente amarga).


Pont Neuf: Significa ponte nova. Repara na incoerência: ela é a ponte mais velha de Paris. Por lá passou de um tudo, como você pode imaginar. Mas o que eu achei mais interessante foi a plaquinha perto da sua escadaria (passa despercebida), que diz o seguinte: “Neste lugar, Jacques de Molay, último Grão-Mestre dos Templários, foi queimado a 18 de março de 1314". #códigodavincivibe. Mais uma curiosidade, e essa é bem gay: os arcos da ponte são ornamentados com rostos masculinos, que dizem as más línguas, foram inspirados nos cortesãos de Henrique III. A interpretação fica por sua conta, num sei de nada.

Foto by Timot Elliot

Cês me desculpem, viu? Que eu tô com esse problema. Quando começo a escrever, não consigo mais parar. Daí fica assim: post monstro! Faltou ponte, tá? Mas essas daí, são o que há de melhor.
Pra quem ainda não entendeu, a maioria do conteúdo em itálico significa: escrevi errado de porpósito. E o que tá em roxinho é link.
Bjo, me liga!